Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO, garantiu, esta quinta-feira, que “a nossa segurança vai custar mais. Estamos a preparar-nos para a nossa defesa a longo prazo. Por isso decidimos pôr no terreno mais oito batalhões. Estamos preparados para ações de longo prazo porque a invasão russa à Ucrânia mudou a nossa definição de segurança, neste ‘novo normal’. Já vimos relatórios muito credíveis sobre ataques a civis na Ucrânia”, explicou o político norueguês, que garantiu que a Geórgia e a Bósnia e Herzegovina vão receber ajuda militar devido à ameaça russa.
Os líderes da aliança atlântica concordaram em oferecer mais apoio militar, ao equipar a Ucrânia com abastecimentos militares significativos, incluindo sistemas antitanque e de defesa aérea e drones, garantiu Stoltenberg, que reiterou que a NATO não vão enviar tropas para a Ucrânia. “Porque a única maneira de fazer isso é estar preparado para entrar em conflito total com as tropas russas.”
“Temos de evitar uma Terceira Guerra Mundial”, apontou, após a reunião de líderes da NATO, no qual elogiou o povo da Ucrânia pela sua “coragem e determinação” em “lutar pela sua liberdade e pelo seu futuro”. A aliança atlântica vai continuar a impor “custos sem precedentes” à Rússia e vai reforçar a dissuasão aliada – foram aprovados quatro novos grupos de batalha na Bulgária, Hungria, Roménia e Eslováquia, aos quais se somam aos restantes quatro grupos de batalha nos Países Bálticos e na Polónia.
No que toca à China, “a NATO falou hoje para que não apoie a Rússia, assim como deve usar a sua influência junto da Rússia para promover uma resolução pacífica imediata. Os aliados chegaram a acordo para que a China deixe de apoiar a invasão. A China tem de se juntar ao resto do mundo na condenação e não deve apoiar nem militarmente ou de forma económica”.
“Apelamos a todos os Estados, incluindo a República Popular da China (RPC), a defender a ordem internacional, incluindo os princípios de soberania e integridade territorial, conforme consagrados na Carta da ONU, a abster-se de apoiar o esforço de guerra da Rússia de qualquer forma e a abster-se de qualquer ação que ajude a Rússia a contornar as sanções. Estamos preocupados com os recentes comentários públicos de funcionários da RPC e pedimos à China que pare de amplificar as falsas narrativas do Kremlin, em particular sobre a guerra e a Otan, e promova uma resolução pacífica para o conflito”, pôde ler-se na declaração após a cimeira da NATO.
Jens Stoltenberg deverá prolongar as suas funções por mais um ano devido à guerra na Ucrânia.




