Uber tem tudo para sobreviver ao coronavírus, diz o CEO

Durante um encontro com analistas, o CEO Dara Khosrowshahi afirmou que as contas da companhia estão «incrivelmente fortes».

Executive Digest

A Uber quer garantir que os investidores não se sentem inseguros em relação ao futuro da empresa de mobilidade urbana – e que não ficam tentados a levar o seu dinheiro para outras paragens. Durante um encontro com analistas, o CEO Dara Khosrowshahi afirmou que as contas da companhia estão «incrivelmente fortes».

O responsável assegurou que não falta liquidez à Uber, o que contribui para que a empresa não só sobreviva como saia desta crise mais forte, capaz e importante. Note-se que a Uber tem sofrido um abrandamento no negócio devido às recomendações (e, em alguns mercados, obrigação) de quarentena e isolamento social. Mesmo em casos em que não seja uma imposição, os consumidores têm receio de entrar num carro cujas condições de limpeza não conhecem.

Em declarações reportadas pela Fortune, Dara Khosrowshahi conta que a Uber tem estado a fazer testes de stress nas suas diferentes unidades de negócio e que todos os sinais apontam para um resultado optimista. No pior cenário possível, caso o negócio das viagens caia 80% no total de 2020, a Uber ainda terá quatro mil milhões de dólares (cerca de 3,7 mil milhões de euros) em caixa e uma linha de crédito de dois mil milhões de dólares (aproximadamente 1,8 mil milhões de euros).

Quanto a medidas de contenção, o CEO informa que a Uber não está a contratar e que travou o investimento em marketing: dentro de duas semanas, a companhia terá poupado 150 milhões de dólares (perto de 140 milhões de euros) em incentivos e marketing.

Dara Khosrowshahi explica ainda que a estratégia em cima da mesa tem por base os últimos acontecimentos em Hong Kong. Ao fim de dois meses, a procura por viagens voltou a aumentar, à medida que as pessoas regressam ao trabalho.

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«Quando a procura está lá, a oferta será instântanea porque os nossos motoristas parceiros precisam de trabalhar», diz o CEO. O gestor explica ainda que a força da empresa assenta num modelo de negócio que não tem custos em alturas em que também não existem viagens. Além disso, o seviço Uber Eats não tem parado.

Mas serão as garantias de Dara Khosrowshahi suficientes para os investidores? Recorde-se que a Uber tem estado sob pressão para apresentar lucros – algo que ainda não conseguiu – especialmente depois de ter registado um prejuízo de 8,5 mil milhões de dólares (7,9 mil milhões de euros).

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