Turquia bloqueia início do processo de adesão da Finlândia e Suécia à NATO

Na reunião dos embaixadores da NATO, a Turquia frisou que precisava de trabalhar algumas questões relacionadas com a adesão da Finlândia e da Suécia à aliança

Francisco Laranjeira

A Turquia bloqueou esta quarta-feira o início do processo da adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, segundo avançou o ‘Washington Post’. O presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, justificou o bloqueio com a acusação de que Suécia e a Finlândia dão abrigo a pessoas ligadas a grupos que a Turquia considera terroristas – incluindo o grupo militante do Partido dos Trabalhadores do Curdistão e seguidores de Fethullah Gulen.

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Na reunião dos embaixadores da NATO, a Turquia frisou que precisava de trabalhar algumas questões relacionadas com a adesão da Finlândia e da Suécia à aliança, segundo revelaram dois funcionários familiarizados com o debate, que falaram na condição de anonimato para discutir as sensíveis conversações de porta fechada.

O presidente turco opôs-se à concessão de asilo pela Suécia a membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, ou PKK, e indicou que procurará outras concessões se quiser permitir que a expansão prossiga. “Não somos favoráveis”, explicou Erdogan, na passada 2ª feira, ao evocar a adesão da Suécia e da Finlândia. “Seguimos atualmente a evolução da situação. E atualmente não temos uma posição positiva”, disse, fazendo referência ao que considerou ser uma “ausência de atitude clara e aberta face a organizações terroristas” por parte dos candidatos.

O Presidente turco acusou os dois países escandinavos de serem “uma hospedaria para organizações terroristas”, ao acolherem militantes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, a guerrilha curda da Turquia), e do Partido/Frente de Libertação Popular Revolucionária (DHKP/C, uma organização marxista-leninista ilegalizada). “Existem apoiantes do terrorismo nos [seus] parlamentos”, prosseguiu.

Os embaixadores da Finlândia e da Suécia junto da NATO entregaram hoje de manhã os pedidos de adesão dos dois países à organização, no que o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, classificou como um momento “histórico”.

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O secretário-geral da organização garantiu que os 30 países membros da NATO estão determinados em “trabalhar em todas as questões” do processo de alargamento e em “alcançar conclusões rápidas”, isto numa altura em que a Turquia ainda coloca obstáculos à adesão de Suécia e Finlândia.

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