Turquia apresenta hoje no TIJ pedido para se associar ao processo da África do Sul contra Israel por genocídio

Esta ação legal, que a África do Sul apresentou em dezembro de 2023, acusa Israel de violar a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio, em virtude da sua ofensiva militar na Faixa de Gaza.

Pedro Zagacho Gonçalves

A Turquia anunciou vai solicitar hoje a sua adesão ao processo judicial interposto pela África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ).

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Esta ação legal, que a África do Sul apresentou em dezembro de 2023, acusa Israel de violar a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio, em virtude da sua ofensiva militar na Faixa de Gaza.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, confirmou a decisão durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo egípcio no Cairo, ontem. “Vamos apresentar o nosso dossiê ao Tribunal Internacional de Justiça na quarta-feira para que possamos participar no julgamento”, disse Fidan. Este passo representa um aprofundamento do envolvimento da Turquia na questão, refletindo a crescente preocupação com a situação humanitária e política na região.

O Tribunal Internacional de Justiça, sediado em Haia, já realizou audiências sobre o pedido da África do Sul nos dias 16 e 17 de maio de 2024. A solicitação da África do Sul pedia medidas adicionais contra Israel devido à sua operação militar na cidade de Rafah, na Faixa de Gaza. A 24 de maio, o TIJ ordenou que Israel cessasse imediatamente as operações militares em Rafah e tomasse medidas para garantir o acesso a Gaza para as missões de investigação das acusações de genocídio.

Hakan Fidan chegou ao Egito a 4 de agosto e, durante a sua visita, deslocou-se ao posto de controle de Rafah, na fronteira com a Faixa de Gaza. Fidan destacou a importância de assegurar o fornecimento de ajuda humanitária e um cessar-fogo na região, sublinhando o papel vital da comunidade internacional na mitigação da crise humanitária em Gaza.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.