Turistas britânicos preferem cancelar viagens do que entrar em quarentena ou usar máscara

Estes resultados foram apurados numa altura em que a indústria das viagens continua a enfrentar cancelamentos e despedimentos.

Sónia Bexiga

A maioria dos turistas do Reino Unido cancelaria uma viagem se, para a realizar, tivesse de usar máscara. Cerca de dois terços dos britânicos (65%) cancelariam as deslocações se as máscaras fossem obrigatórias em todas as situações, 43% ainda cancelariam se fosse obrigatório apenas dentro do avião, enquanto 70% descartariam a viagem caso tenham que ficar em quarentena no regresso.

Estes resultados foram apurados numa altura em que a indústria das viagens continua a enfrentar cancelamentos e despedimentos. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) previu 3 milhões de empregos perdidos no setor do turismo do Reino Unido, com restrições “descoordenadas” que impedem os viajantes.

A pesquisa também aferiu que 93% cancelaria se a quarentena fosse necessária na chegada ao destino de férias. As regras sobre medidas e máscaras de quarentena variam de país para país e podem ser alteradas sem aviso, pois os picos em algumas regiões resultam no restabelecimento de restrições e medidas de segurança. Os viajantes são aconselhados a ter uma máscara sempre consigo e a estar preparados para usá-la em público, bem como em alguns hotéis.

Em toda a França, já podem ser aplicadas multas por não usar máscara em locais como parques, mercados e centro das cidades, sendo que o uso já era obrigatório em espaços públicos e lojas fechadas. A Bélgica, Itália, Alemanha, Espanha e Turquia também a tornaram obrigatória em muitos espaços públicos, mas a aplicação e as multas variam.

Na Holanda, as máscaras são obrigatórias apenas no transporte público, tal como em Portugal, Suíça e Grécia – a Grécia também exige máscaras em instalações médicas e elevadores, enquanto são apenas “fortemente recomendadas” noutros locais públicos. Na maior parte da região nórdica, na Estónia e na República Checa, as máscaras não são obrigatórias, mas são recomendáveis ​​para situações nas quais não é possível manter o distanciamento social.

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Em contraste com a pesquisa YouGov, o WTTC acredita que as máscaras podem encorajar mais pessoas a viajar,mas as regras têm de ser consistentes em todo o mundo.

Segundo a diretora Geral do WTTC, Gloria Guevara “ainda vamos a tempo de mudar esta situação, se agirmos juntos agora e substituirmos quarentenas ineficazes por testes rápidos e abrangentes, um padrão mundialmente aceite de rastreamento de contactos e uso generalizado de máscaras”.

“Empregar a tecnologia mais recente, combinada com a adoção em massa de máscaras, ajudará a restaurar a confiança do viajante”, reforçou ainda a responsável.

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