Turbulência na banca: Diretora-Geral do FMI admitiu que “os riscos para a estabilidade financeira aumentaram”

A Diretora-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou este domingo em conferência de imprensa durante uma visita a Pequim sobre o aumento dos riscos para a estabilidade financeira e a necessidade de vigilância após a recente turbulência do setor bancário.

André Manuel Mendes
Março 27, 2023
10:02

A Diretora-Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou este domingo em conferência de imprensa durante uma visita a Pequim sobre o aumento dos riscos para a estabilidade financeira e a necessidade de vigilância após a recente turbulência do setor bancário.

Kristalina Georgieva disse que as incertezas na economia mundial continuam “excecionalmente elevadas”, com o crescimento económico global a desacelerar para menos de 3% este ano devido à guerra na Ucrânia, “cicatrizes” da pandemia de Covid-19 e das políticas de aperto monetário.

“Os riscos para a estabilidade financeira aumentaram num momento de níveis de dívida mais altos”, disse Georgieva, de acordo com o ‘Financial Times’, acrescentando que “a rápida transição de um período prolongado de baixas taxas de juros para taxas muito mais altas, necessárias para combater a inflação, gera inevitavelmente tensões e vulnerabilidades, como vimos em desenvolvimentos recentes no setor bancário.”

Em semanas marcadas por uma grande turbulência no setor financeiro mundial, especialmente marcadas pelo colapso do Silicon Valley Bank e pela compra do Credit Suisse pelo seu concorrente UBS, Georgieva destacou, no entanto, que os bancos centrais estão a aumentar a liquidez para dar resposta aos riscos da estabilidade financeira.

“Essas ações aliviaram as tensões do mercado até certo ponto, mas a incerteza é alta e isso destaca a necessidade de vigilância”, alerta a Diretora-Geral do FMI.

O FMI estimou um crescimento global de 2,9% em 2023 e de 3,1% para 2024, no entanto, Georgieva admite que este vai permanecer abaixo da média da última década, que se situou nos 3,9%.

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