A Itália prepara-se para o regresso às aulas com a reabertura de escolas, usando um método muito peculiar… uma serra para cortar os móveis e garantir assim o distanciamento social, de acordo com a ‘CNN’.
O país, que foi o primeiro epicentro da Covid-19 fora da China, implementou desde logo um regime de testes agressivo, bem como a obrigatoriedade do uso de máscara para evitar uma segunda vaga da pandemia até agora. Esta solução, no mínimo ‘diferente’, é inovadora e será aplicada na impossibilidade de existirem mesas e cadeiras individuais.
O distanciamento social é vital para impedir a propagação do coronavírus, mas a maioria das escolas italianas ainda utiliza bancos, que acomodam vários alunos para economizar espaço nas suas salas de aula pequenas. As mesas individuais são raras, sobretudo nos níveis de ensino mais baixos.
O Ministério da Educação italiano lançou uma licitação em toda a Europa no início de Julho para três milhões de secretárias individuais, esperando-se que até 8 de Setembro as escolas possam montar os novos móveis para o regresso às aulas.
Contudo, muitos directores escolares estão preocupados com a possibilidade de que as novas mesas não cheguem a tempo, pelo que se estão a preparar para resolver o problema pelas próprias mãos, cortando os bancos com uma serra.
«A hipótese é serrar os bancos, se forem de madeira, ou separá-los de outra forma», explicou Adelfio Cardinale, responsável pelos bairros escolares da Sicília, citado pela ‘CNN’. «Poderíamos usar separadores, também em madeira, para evitar o contacto, mas a melhor solução continua a ser a divisão das bancadas», acrescentou.
Cardinale considera que esta «é uma solução extrema para resolver aquele que é considerado o maior obstáculo a ultrapassar actualmente».
O regresso dos alunos à escola é visto como um passo crucial para Itália, que até agora conseguiu evitar uma segunda vaga do vírus. Algumas escolas encerraram logo a 5 de Março, sendo que todas foram encerradas a 10 de Março.






