Uma sondagem recente da YouGov revelou que o presidente Donald Trump é atualmente menos popular do que o apresentador e comediante Jimmy Kimmel. O inquérito, realizado após o regresso de Kimmel ao programa Jimmy Kimmel Live! da ABC, mostra uma diferença de 16 pontos percentuais a favor do apresentador.
De acordo com os dados divulgados, 44% dos inquiridos afirmaram ter uma opinião favorável sobre Kimmel, enquanto 41% manifestaram uma visão desfavorável, o que lhe confere um saldo positivo de +3 pontos percentuais. Já o presidente Trump recolheu 41% de opiniões favoráveis, mas 54% desfavoráveis, resultando num saldo negativo de -13 pontos percentuais.
A diferença de 16 pontos reflete uma inversão de popularidade significativa entre uma das figuras mais mediáticas da televisão norte-americana e o chefe de Estado.
A polémica da suspensão temporária
A sondagem surge poucas semanas depois de Jimmy Kimmel ter sido suspenso temporariamente pela ABC devido a declarações polémicas sobre a reação do movimento MAGA à morte de Charlie Kirk. Durante um monólogo, Kimmel afirmou: “O grupo MAGA está desesperadamente a tentar caracterizar este jovem que assassinou Charlie Kirk como algo diferente de um dos seus, fazendo de tudo para tirar proveito político disso.”
As declarações provocaram uma forte reação à direita, incluindo de Donald Trump, que celebrou a suspensão do comediante. O presidente escreveu na rede Truth Social: “Não posso acreditar que a ABC Fake News deu o emprego de volta ao Jimmy Kimmel. Disseram à Casa Branca que o programa estava cancelado! Algo mudou desde então, porque o público desapareceu e o ‘talento’ nunca existiu. Porque é que querem alguém que faz tão pouco, que não é engraçado e que põe a rede em risco ao fazer 99% de lixo pró-Democrata?”
Contudo, o levantamento da YouGov indica que a maioria do público está do lado de Kimmel. Segundo o inquérito, 55% dos entrevistados consideram que as declarações não justificavam a suspensão, enquanto 30% concordaram com a decisão da ABC.
O regresso de Kimmel à antena foi acompanhado por 6,3 milhões de espectadores, mais do triplo da sua audiência habitual. No seu primeiro programa após a suspensão, o apresentador abordou o caso com tom mais conciliador: “Quero deixar algo claro, porque é importante para mim como ser humano: nunca foi minha intenção brincar com o assassinato de um jovem. Não acho que haja nada de engraçado nisso.”
A repercussão pública do caso reacendeu o debate nacional sobre os limites entre liberdade de expressão e discurso de ódio. Analistas políticos norte-americanos têm sugerido que o episódio expôs contradições dentro do movimento conservador, que, embora se declare contra a “cultura do cancelamento”, celebrou a suspensão de Kimmel.













