Trump volta a atacar no Twitter: Soleimani «planeava matar muitos mais» americanos

Donald Trump já comentou o ataque aéreo que matou o general iraniano Qassem Soleimani, em Bagdad, Iraque, com apenas uma mensagem no Twitter: «O Irão nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação». 

Executive Digest

Donald Trump já comentou o ataque aéreo que matou o general iraniano Qassem Soleimani, em Bagdad, Iraque, com apenas uma mensagem no Twitter: «O Irão nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação». 

Mais tarde, meia hora depois, Trump regressou à rede social para referir que o general iraniano, que coordenava a força Al-Quds, foi responsável pela morte «de milhares de norte-americanos e planeava matar muitos mais». «Foi, directa e indirectamente, responsável pela morte de milhões de pessoas, incluindo o recente grande número de manifestantes mortos no Irão», escreveu o Presidente norte-americano.

O próprio Irão, acrescentou, «não foi capaz de admitir que Soleimani era odiado e temido no país», concluindo que o general deveria ter sido morto «há mais tempo».

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O Presidente norte-americano deixou ainda um aviso às autoridades iraquianas: «Os Estados Unidos pagaram milhares de milhões de dólares todos os anos, durante muitos anos». «O povo iraquiano não quer ser dominado e controlado pelo Irão, mas no final a escolha é sua», salientou.

Recorde-se que, apesar de o Departamento de Defesa norte-americano ter confirmado que o ataque foi ordenado pelo líder da Casa Branca, Trump optou, inicialmente, por reagir com uma fotografia da bandeira dos Estados Unidos no Twitter.

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Entretanto, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, referiu que «o mundo não está em condições de ter uma nova guerra no Golfo», e admitiu estar «extremamente preocupado» com a escalada de tensão. 

Em declarações à “TSF”, o general Garcia Leandro, antigo director do instituto de Defesa Nacional e analista em questões de estratégia, considerou que «a maior ameaça mundial não vem de nenhum outro lado a não ser do presidente Trump». «Isto é muito grave», disse Garcia Leandro, recordando que é um episódio inédito e que comprova os alertas várias vezes reiterados por especialistas alemães. Neste momento, acredita que «tudo pode acontecer».

*Em actualização

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