Donald Trump já comentou o ataque aéreo que matou o general iraniano Qassem Soleimani, em Bagdad, Iraque, com apenas uma mensagem no Twitter: «O Irão nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação».
Iran never won a war, but never lost a negotiation!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) January 3, 2020
Mais tarde, meia hora depois, Trump regressou à rede social para referir que o general iraniano, que coordenava a força Al-Quds, foi responsável pela morte «de milhares de norte-americanos e planeava matar muitos mais». «Foi, directa e indirectamente, responsável pela morte de milhões de pessoas, incluindo o recente grande número de manifestantes mortos no Irão», escreveu o Presidente norte-americano.
O próprio Irão, acrescentou, «não foi capaz de admitir que Soleimani era odiado e temido no país», concluindo que o general deveria ter sido morto «há mais tempo».
General Qassem Soleimani has killed or badly wounded thousands of Americans over an extended period of time, and was plotting to kill many more…but got caught! He was directly and indirectly responsible for the death of millions of people, including the recent large number….
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) January 3, 2020
….of PROTESTERS killed in Iran itself. While Iran will never be able to properly admit it, Soleimani was both hated and feared within the country. They are not nearly as saddened as the leaders will let the outside world believe. He should have been taken out many years ago!
Continue a ler após a publicidade— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) January 3, 2020
O Presidente norte-americano deixou ainda um aviso às autoridades iraquianas: «Os Estados Unidos pagaram milhares de milhões de dólares todos os anos, durante muitos anos». «O povo iraquiano não quer ser dominado e controlado pelo Irão, mas no final a escolha é sua», salientou.
….and more control over Iraq, and the people of Iraq are not happy with that. It will never end well!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) January 3, 2020
Recorde-se que, apesar de o Departamento de Defesa norte-americano ter confirmado que o ataque foi ordenado pelo líder da Casa Branca, Trump optou, inicialmente, por reagir com uma fotografia da bandeira dos Estados Unidos no Twitter.
At the direction of the President, the U.S. military has taken decisive defensive action to protect U.S. personnel abroad by killing Qasem Soleimani, the head of the Iranian Revolutionary Guard Corps-Quds Force, a US-designated Foreign Terrorist Organization.
— The White House 45 Archived (@WhiteHouse45) January 3, 2020
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) January 3, 2020
Entretanto, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, referiu que «o mundo não está em condições de ter uma nova guerra no Golfo», e admitiu estar «extremamente preocupado» com a escalada de tensão.
Em declarações à “TSF”, o general Garcia Leandro, antigo director do instituto de Defesa Nacional e analista em questões de estratégia, considerou que «a maior ameaça mundial não vem de nenhum outro lado a não ser do presidente Trump». «Isto é muito grave», disse Garcia Leandro, recordando que é um episódio inédito e que comprova os alertas várias vezes reiterados por especialistas alemães. Neste momento, acredita que «tudo pode acontecer».
*Em actualização














