Trump queria prémios. Deram-lhe um troféu gigante pela guerra com o Irão — mas não era uma homenagem

Instalação é da autoria do Secret Handshake, um coletivo anónimo que tem colocado em Washington várias obras satíricas dirigidas a Trump

Francisco Laranjeira

Donald Trump recebeu um novo troféu em Washington, embora dificilmente queira exibi-lo na Casa Branca. Uma escultura dourada com cerca de três metros de altura foi instalada no National Mall para ridicularizar o envolvimento do presidente dos Estados Unidos na guerra com o Irão.

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Segundo o ‘Indy100’, a obra imita os prémios de participação entregues a quem compete sem necessariamente vencer e apresenta as inscrições “#1” e “participante”.

Na base, uma placa atribui a Trump o “Troféu de Participação na Guerra do Irão” pela sua “participação entusiástica” no conflito.

O texto elogia ironicamente o presidente por ter demonstrado coragem para participar, enquanto outros se preocupavam com estratégia militar, diplomacia ou resultados concretos, e por o ter feito “independentemente do resultado final”.

A placa termina com a assinatura: “Com honra, o Comité do Prémio Secret Handshake”.

A instalação é da autoria do Secret Handshake, um coletivo anónimo que tem colocado em Washington várias obras satíricas dirigidas a Trump.

O grupo criou anteriormente a estátua “Best Friends Forever”, que representava Trump de mãos dadas com Jeffrey Epstein, o financista condenado por crimes sexuais.

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Foi também responsável por uma sanita dourada destinada a criticar a administração Trump e por uma instalação semelhante a um videojogo, intitulada “Operation Epic Furious Strait to Hell”, contra o envolvimento dos Estados Unidos na guerra com o Irão.

De acordo com o ‘Indy100’, o novo troféu tornou-se rapidamente uma atração entre visitantes e críticos do presidente, com fotografias e comentários a circularem nas redes sociais.

“Lindo”, escreveu um utilizador, numa das reações destacadas pela publicação.

A obra explora ainda a conhecida atração de Trump por prémios e distinções. A provocação sugere que, mesmo sem uma vitória clara ou resultados mensuráveis, o presidente poderá pelo menos acrescentar mais um troféu à coleção.

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