O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta sexta-feira que vai pedir ao Departamento de Justiça e à polícia federal (FBI) que investiguem as ligações entre Jeffrey Epstein e várias figuras e instituições, incluindo o antigo presidente democrata Bill Clinton.
Numa altura em que a sua própria relação com Epstein, o milionário que foi condenado por crimes sexuais envolvendo menores, é objeto de novas perguntas, o Presidente norte-americano indicou que, para além de Bill Clinton, o antigo secretário do Tesouro democrata Larry Summers, o investidor, empresário e cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman, o banco JP Morgan Chase e “muitas outras pessoas e instituições” seriam alvo de uma investigação.
“Os registos mostram que estes homens, e muitos outros, passaram grande parte da sua vida com Epstein e na sua ‘Ilha'”, acrescentou o líder republicano numa mensagem publicada na sua rede social Truth Social.
Trump volta assim a expressar-se sobre o caso Epstein, depois de ter publicado horas antes outra mensagem em que acusava os democratas de criarem uma “farsa política” em torno do caso.
“Jeffrey Epstein era um democrata, é um problema dos democratas, não dos republicanos”, escreveu, sublinhando que o escândalo “é fabricado” pelos adversários.
A Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso), liderada por um republicano aliado de Trump, deverá votar na próxima semana um projeto de lei que impõe a divulgação de documentos relacionados com caso Epstein, apesar da relutância da Casa Branca (presidência).
Durante a campanha eleitoral para as eleições presidenciais, Trump chegou a prometer “grandes revelações” sobre o caso Epstein.
Mas, desde que regressou ao poder, em janeiro passado, o líder norte-americano tem insistido que o processo judicial e mediático sobre Epstein é “uma manipulação política destinada a enfraquecer” a administração republicana.
O escândalo ganhou novo fôlego esta semana após a divulgação de ‘e-mails’ atribuídos a Epstein, nos quais o empresário afirma que Trump “sabia das raparigas” que sofreram abusos e que “passou várias horas” com uma das vítimas.
O Presidente norte-americano tem negado repetidamente qualquer envolvimento ou conhecimento dos crimes cometidos por Epstein e pela cúmplice, Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por tráfico sexual de menores.
Epstein, figura influente da alta sociedade nova-iorquina e próxima de políticos e empresários, foi encontrado morto na prisão em 2019, antes do início do julgamento, num caso oficialmente classificado como suicídio, mas que continua a alimentar teorias da conspiração sobre uma eventual eliminação para silenciar testemunhos comprometedores.














