«Trump louco». Filha de general iraniano morto avisa que está a chegar «dia sombrio» para os Estados Unidos

«Trump louco, não pense que tudo acabou com o martírio do meu pai», disse esta segunda-feira Zeinab Soleimani, filha do general iraniano Qassem Soleimani, morto em Bagdad, Iraque, por ordem do Presidente dos Estados Unidos.

Executive Digest

«Trump louco, não pense que tudo acabou com o martírio do meu pai», disse esta segunda-feira Zeinab Soleimani, filha do general iraniano Qassem Soleimani, morto em Bagdad, Iraque, por ordem do Presidente dos Estados Unidos, citada pela “BBC”.

O Presidente do Irão, por sua vez, declarou que «os americanos não perceberam verdadeiramente o grave erro que cometeram» e prometeu «vingança pelo sangue [do general]». «Será reivindicada no dia em que as mãos imundas da América forem cortadas para sempre da região», acrescentou Hassan Rouhani, durante uma visita aos familiares do comandante da força de elite Al-Quds.

De acordo com a “Reuters”, dezenas de milhares de iranianos encheram as ruas de Teerão durante o funeral de Soleimani, morto num ataque aéreo comandado pelos Estados Unidos. A multidão gritava «morte à América».

Já o líder da Casa Branca disse, neste fim-de-semana, que os Estados Unidos vão reagir «talvez de forma desproporcional» no caso de o Irão retaliar a morte do general. Garantiu ainda estar preparado para atacar 52 alvos iranianos «muito rapidamente e com muita força».

Recorde-se que Donald Trump, que orquestrou o ataque fatal sobre Soleimani, alegou que o general iraniano foi responsável pela morte «de milhares de norte-americanos e planeava matar muitos mais». «Foi, directa e indirectamente, responsável pela morte de milhões de pessoas, incluindo o recente grande número de manifestantes mortos no Irão», escreveu Donald Trump na rede social Twitter.

Este domingo, o Irão anunciou que deixará de cumprir os limites de enriquecimento de urânio estabelecidos no acordo internacional sobre o nuclear, que os Estados Unidos abandonaram unilateralmente em Maio do ano passado, impondo sanções pesadas para a economia iraniana. O acordo, assinado em 2015 pelo Irão, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha, pretende evitar que o Teerão tenha material suficiente para construir armas nucleares. Ainda assim, mostrou-se aberto a negociações com os parceiros europeus.

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O Irão ainda se mostrou aberto a negociações com os parceiros europeus, que, até à data, não conseguiram oferecer às autoridades do país uma forma de vender o seu petróleo no exterior. Ao sair do acordo, Washington voltou a impor sanções muito lesivas para a economia iraniana.

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