A Administração Trump exigiu um corte de 40% do número de funcionários nas televisões chinesas nos Estados Unidos, uma medida que pode provocar uma nova escala de tensão entre Washington e Pequim, revela o “The Washington Post”.
Esta decisão surge na sequência de uma decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos a 18 de Fevereiro, que exigia a cinco órgãos de comunicação chineses, considerados estatais, que se registassem como estrangeiros e que disponibilizassem o nome dos funcionários.
A China respondeu, expulsando três repórteres do “The Wall Street Journal” de Pequim, acusando de «racista» um artigo publicado na secção de opinião, no qual o autor critica a resposta da China ao surto do novo coronavírus Covid-19.
Agora, as autoridades dos Estados Unidos vieram dizer que, até 13 de Março, os órgãos de comunicação chineses não podem ter mais de 100 cidadãos da China entre os colaboradores. Actualmente, há 160 jornalistas a trabalhar no “Xinhua News Agency”, “China Global Television Network”, “China Daily”, “China Radio International” e o “People’s Daily”, adianta o “The Washington Post”.
O secretário de Estado norte-
«Exortamos o governo chinês a manter imediatamente os seus compromissos internacionais e a respeitar a liberdade de expressão», rematou.
Recorde-se que, o “The Washington Post” divulgou já o desaparecimento de dois jornalistas chineses. Trata-se de Fang Bin, que filmou um vídeo no qual mostra oito cadáveres e o interior de um hospital, e de Chen Qiushi, outro dos jornalistas chineses destacados para realizar a cobertura do surto de coronavírus.













