Trump, guerras e fragmentação: 2025 será o ano mais volátil da década?

A instabilidade geopolítica e económica está a marcar profundamente o ano de 2025, onde a incerteza se impôs como a nova constante global. A guerra na Ucrânia, a escalada de tensões no Médio Oriente – com o recente ataque dos EUA a instalações nucleares iranianas – e o regresso de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos contribuíram para uma nova era de volatilidade. A adoção de políticas protecionistas e a instabilidade diplomática estão a agitar os mercados e a reconfigurar o equilíbrio económico internacional.

Executive Digest
Junho 26, 2025
15:33

A instabilidade geopolítica e económica está a marcar profundamente o ano de 2025, onde a incerteza se impôs como a nova constante global. A guerra na Ucrânia, a escalada de tensões no Médio Oriente – com o recente ataque dos EUA a instalações nucleares iranianas – e o regresso de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos contribuíram para uma nova era de volatilidade. A adoção de políticas protecionistas e a instabilidade diplomática estão a agitar os mercados e a reconfigurar o equilíbrio económico internacional.

O tema esteve no centro do fórum “Diretrizes para Navegar em um 2025 de Incertezas e Desafios”, promovido pelo El Confidencial e pela gestora de ativos PIMCO, onde Richard Clarida, ex-vice-presidente da Reserva Federal norte-americana e atual diretor-geral da PIMCO em Nova Iorque, defendeu que os fundamentos do consumo nos EUA continuam sólidos e destacou que há “maior margem de manobra” para cortes nas taxas de juro pelos bancos centrais. Na sua intervenção, alertou para a nova “Era da Fragmentação” e recomendou os títulos como instrumentos eficazes de proteção num contexto de mercados fragmentados.

Já Josep Oliu, presidente do Banco Sabadell – atualmente sob ameaça de uma OPA do BBVA –alertou para o aumento dos riscos externos, nomeadamente os comerciais. “Trump é imprevisível. Antes as tarifas eram de 5%, agora são de 14%, e ninguém sabe onde isto pode parar”, apontou, defendendo uma maior consolidação do setor financeiro europeu.

José Manuel González-Páramo, ex-diretor do BCE, Nemesio Fernández-Cuesta, consultor da Alantra Partners, Raymond Torres, da Funcas, e Miguel Otero, do Instituto Elcano, deram também a sua visão, que foi consensual: as regras do jogo mudaram. “Vivemos num tempo em que já não sabemos quais são as regras”, resumiu Raymond Torres. Para Fernández-Cuesta, a aparente imunidade dos mercados aos recentes bombardeamentos no Irão revela um novo paradigma: os EUA, agora exportadores líquidos de energia, alteraram profundamente o equilíbrio energético global.

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