Trump exige que EUA só comprem ‘medicamentos essenciais’ a empresas americanas. Exigência pode passar a lei ainda hoje

Donald Trump, vai assinar uma ordem executiva a exigir que o governo dos EUA compre «medicamentos essenciais» a empresas americanas.

Simone Silva

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai assinar uma ordem executiva a exigir que o governo dos EUA compre «medicamentos essenciais» a empresas americanas, de acordo com um anúncio do conselheiro comercial da Casa Branca, Peter Navarro, esta quinta-feira, citado pela ‘CNBC’.

Está previsto que Trump assine a ordem ainda no decorrer do dia de hoje, durante a sua viagem a Ohio, segundo Navarro.

«Se aprendemos alguma coisa com a pandemia de vírus da China, é que dependemos perigosamente de nações estrangeiras para adquirir os nossos medicamentos essenciais e outros materiais nomeadamente máscaras, luvas, óculos e ainda equipamentos médicos como ventiladores», reforçou.

O pedido vai assim exigir que o governo dos Estados Unidos desenvolva uma lista de medicamentos essenciais e os compre a empresas americanas, em vez de o fazer a outras de países estrangeiros como a China, anunciou o responsável.

Esta ordem vai também remover algumas das regulamentações enfrentadas pelos fabricantes de produtos farmacêuticos dos EUA e acelerar o processo de revisão para aprovar determinadas componentes de medicamentos, disse Navarro.

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«Por exemplo, em termos de inspecções feitas pela ‘Food and Drug Administration’ (FDA), nas farmacêuticas dos EUA as acções podem acontecer sem aviso prévio , o mesmo já não acontece na Índia ou na China», afirmou o conselheiro. A ordem visa ainda «combater» a importação de medicamentos falsificados em plataformas online.

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afectado pela pandemia do novo coronavírus, registando actualmente 4.825.742 casos e ainda 158.300 vítimas mortais.

A nível global a pandemia da Covid-19 já infectou 18.847.261 pessoas, causando ainda 708.469 vítimas mortais, de acordo com dados oficiais compilados pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

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