A Administração Trump já enviou à Ucrânia o novo texto proposto para o tão aguardado acordo de minerais no passado dia 28, sendo que as consultas entre Kiev e Washington estão em marcha, confirmou esta terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiha.
Sybiha explicou que a Ucrânia estava pronta para assinar uma versão anterior do acordo, mas agora recebeu um novo conjunto de propostas americanas, garantindo que Kiev “já iniciou consultas com o lado americano sobre o texto do acordo”.
“Uma ronda dessas consultas já ocorreu. O lado ucraniano está determinado a concluir um documento que atenderia aos interesses nacionais mútuos dos Estados Unidos e da Ucrânia”, disse Sybiha.
O novo texto sinalizou um ligeiro progresso para um acordo adiado pelos desentendimentos públicos entre Ucrânia e os EUA sobre garantias de segurança, que incluiu um confronto ‘explosivo’ entre Zelensky e Trump na Casa Branca.
O acordo dos minerais e terras raras faria a Ucrânia partilhar receitas futuras dos seus recursos naturais, incluindo reservas inexploradas de minerais essenciais, com os EUA a ajudar a desenvolver as indústrias de Kiev.
O presidente dos EUA, Donald Trump, vê neste acordo um pagamento pela ajuda militar americana à Ucrânia na sua guerra contra a invasão da Rússia: no entanto, Kiev espera ganhar garantias de segurança no acordo de minerais para impedir futuras agressões russas. Washington vê os seus interesses económicos na Ucrânia – assim como a presença de empresas americanas – como uma dissuasão suficiente. No entanto, Kiev procura algo mais forte, como a filiação à NATO ou tropas no solo.
Chegar a um acordo daria mais peso à posição da Ucrânia nas negociações de paz com a Rússia e daria a Trump um incentivo maior para adotar uma postura mais dura com Moscovo para garantir que o país não ataque novamente.
Recorde-se que, em entrevista à ‘NBC News’ este domingo, Donald Trump acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de “tentar recuar do acordo de terras raras. E se ele fizer isso, terá alguns problemas. Grandes, grandes problemas”. O presidente americano lembrou o homólogo ucraniano de que “nunca será um membro da NATO. Ele entende isso”.




