Trump diz que “China entrou em pânico” na reação às tarifas dos EUA

China anunciou sanções contra algumas empresas americanas, uma ação judicial interposta na Organização Mundial do Comércio (OMC), bem como restrições à exportação de algumas terras raras

Executive Digest com Lusa
Abril 4, 2025
16:14

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que a China está “em pânico”, após a resposta de Pequim às novas tarifas impostas pelas autoridades americanas.

“A China jogou mal a sua cartada e entrou em pânico – a única coisa que não podiam ter feito”, escreveu o presidente americano, em maiúsculas, numa mensagem na rede Truth Social.



A mensagem de Trump foi divulgada poucas horas depois de o Governo chinês ter anunciado tarifas de retaliação, que serão implementadas a partir de 10 de abril e serão adicionadas a outras taxas que Pequim já implementou em resposta à guerra comercial lançada pelos Estados Unidos.

Além disso, a China anunciou sanções contra algumas empresas americanas, uma ação judicial interposta na Organização Mundial do Comércio (OMC), bem como restrições à exportação de algumas terras raras.

Este pacote de taxas é uma resposta à imposição de uma tarifa de 34% sobre as importações da segunda maior economia do mundo, anunciada por Trump na quarta-feira como parte das suas “tarifas recíprocas”, além da tarifa de 20% que os EUA já impuseram à China.

Na quarta-feira, Trump impôs ainda elevadas tarifas aos países para os quais as fábricas chinesas foram transferidas após conflitos comerciais entre Washington e Pequim durante o primeiro mandato do Presidente (2017-2021), incluindo o Vietname (46%), o Camboja (49%) e o Laos (48%), bloqueando a exportação de produtos chineses.

Já hoje, Trump disse que está aberto a fechar acordos com os países afetados pelas tarifas se estes lhe oferecerem “algo fenomenal”, dando como exemplo a popular aplicação ‘TikTok’, que Washington solicitou que fosse separada da sua sede chinesa para que pudesse continuar a operar nos EUA.

As tarifas – introduzidas no que Trump chamou de “dia da libertação” – representam a medida mais agressiva na sua política comercial, que alegadamente procura reduzir o défice comercial dos EUA e impulsionar a reindustrialização do país, alavancando o aumento do investimento estrangeiro.

No entanto, esta estratégia ameaça também empurrar as economias mais dependentes das suas exportações para os EUA para uma recessão quase imediata, além de agravar a guerra comercial que a Casa Branca desencadeou.

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