Trump defende que tem “todo o direito de interferir” numas eleições presidenciais em entrevista polémica

Donald Trump, o candidato presidencial do Partido Republicano, enfrenta quatro acusações federais no caso das suas alegadas tentativas de frustrar os resultados das eleições de 2020

Francisco Laranjeira
Setembro 2, 2024
12:24

Donald Trump defendeu, este domingo, que tinha “todo o direito” de interferir nas eleições presidenciais, em entrevista à televisão ‘Fox News’, conduzida por Mark Levin, que inquiriu o antigo presidente americano sobre as atuais preocupações legais por entre a campanha de 2024, incluindo o caso de subversão eleitoral federal do conselheiro especial do Departamento de Justiça, Jack Smith.

“É uma loucura que os meus números não subam. Quem já ouviu que se foi acusado de interferir numas eleições presidenciais nas quais tem-se todo o direito de fazer isso?”, precisou Trump.

Donald Trump, o candidato presidencial do Partido Republicano, enfrenta quatro acusações federais no caso das suas alegadas tentativas de frustrar os resultados das eleições de 2020, que o ex-presidente alegou terem sido roubados devido a fraude eleitoral generalizada, apesar da falta de evidências substanciais.

As acusações incluem conspiração para defraudar os EUA, conspiração para obstruir um processo oficial, tentativa de obstruir um processo oficial e conspiração contra direitos. Trump declarou-se inocente de todas as acusações e alega que o caso é politicamente motivado.

Recorde-se que Trump e o promotor especial diferem sobre como proceder no caso de subversão eleitoral – Jack Smith apresentou uma acusação substituta na semana passada na sua investigação sobre os esforços do ex-presidente e dos seus aliados para anular as eleições de 2020. A nova acusação reduziu as acusações ​​contra o candidato presidencial republicano de 2024 à luz da sentença de imunidade do Supremo Tribunal, mas nenhuma das quatro acusações foi retirada – os juízes do maior tribunal americano deliberaram, em julho último, que os presidentes têm imunidade de processo por atos oficiais, mas não por atos como cidadão privado ou candidato.

Donald Trump garantiu que as suas ações eram atos oficiais, pelo que não devia ser processado. No entanto, os promotores alegam que ele agiu como um cidadão privado em muitas duas suas supostas tentativas de anular os resultados das eleições.

O ex-presidente enfrenta ainda um caso de interferência eleitoral na Geórgia, em 2020, um dos estados indecisos que foi fundamental para a eleição de Joe Biden para a Casa Branca – a investigação da promotora do condado de Fulton, Fani Willis, concentrou-se na chamada telefónica de Trump ao secretário de Estado Brad Raffensperger, na qual instou a “encontrar” votos suficientes para inclinar a eleição a seu favor.

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