Trump assina ordem para banir transações com oito aplicações chinesas nos Estados Unidos

O Presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou esta terça-feira uma ordem executiva para proibir transações com oito aplicações de software chinesas, incluindo a plataforma de pagamentos online Alipay do Ant Group, detido por Jack Ma, informou a Casa Branca. Esta ordem aumenta as tensões com Pequim duas semanas antes de o Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, tomar posse a 20 de janeiro.

A medida, de acordo com a agência Reuters, tem como objetivo travar a ameaça que as aplicações de software chinesas representam para os americanos, que têm grandes bases de utilizadores e acesso a dados sensíveis.

Neste sentido, a ordem defende que os Estados Unidos devem tomar “medidas agressivas” contra os criadores de aplicações de software chinesas para proteger a segurança nacional.

É o Departamento de Comércio que vai definir quais as transações que serão proibidas ao abrigo da diretiva, no prazo de 45 dias. A ordem de proibição visa a QQ Wallet e a WeChat (ambas pertencentes à Tencent Holdings), a CamScanner, SHAREit, Tencent QQ, VMate (subsidiária do Grupo Alibaba) e ainda o WPS Office.

“Ao aceder a dispositivos eletrónicos pessoais tais como smartphones, tablets e computadores, as aplicações de software chinesas podem aceder e captar vastas informação dos utilizadores, incluindo informação sensível pessoalmente identificável e informação privada”, declara a ordem executiva, citada pela Reuters.

Tal recolha de dados “permitiria à China rastrear a localização de funcionários federais e construir dossiers de informação pessoal”, acrescenta o documento.

A China vai tomar as medidas necessárias para salvaguardar os direitos legítimos das empresas tendo em conta a ordem Trump, informou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Hua Chunying, numa conferência de imprensa esta quarta-feira. A responsável acrescentou que os EUA estavam a abusar do seu poder nacional e a reprimir as empresas estrangeiras.

A ordem visa cimentar o legado duro de Trump na China antes do dia da tomada de posse, a 20 de janeiro, do Presidente eleito Joe Biden, que pouco disse sobre a forma como planeia abordar as ameaças tecnológicas da China.

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