O presidente Donald Trump assinou o chamado acordo comercial de fase um com a China. Evitando a introdução de uma nova onda de tarifas dos EUA, a partir de 15 de Dezembro, em cerca de 160 mil milhões de dólares em bens de consumo do país asiático.
O acordo apresentado a Trump pelos consultores comerciais na quinta-feira incluiu uma promessa dos chineses de comprar mais produtos agrícolas dos EUA, segundo a “Time”. Também foram discutidas possíveis reduções de tarifas existentes sobre produtos de origem chinesa. Os termos foram acordados, mas o texto legal ainda não foi finalizado. Contudo, o porta-voz da Casa Branca recusou-se a comentar.
O governo procurou aliados no Capitólio e na comunidade empresarial para emitir declarações de apoio assim que o anúncio for feito.
As acções dos EUA subiram para recordes no início da quinta-feira, com o optimismo crescente de que haveria um acordo. Trump twittou que os EUA e a China estão “MUITO próximos” de assinar um acordo comercial “GRANDE”, também enviando acções mais altas.
Trump rejeitava acordos com a China antes.
A decisão de Trump destaca um dilema que irá enfrentar nas eleições de 2020: apostar numa escalada de hostilidades com a China e as tarifas de que ele tanto gosta ou seguir o conselho de mais consultores e líderes empresariais que orientam o mercado. De facto, a escalada ajudaria a desacelerar a economia dos EUA em ano eleitoral.
O que dizem os economistas da Bloomberg: “O resultado das negociações comerciais entre EUA e China será um determinante essencial da trajectória para o crescimento de 2020. Num extremo, um acordo que leve as tarifas de volta aos níveis de Maio de 2019 e forneça certeza de que a trégua se manterá, poderia gerar um aumento de 0,6% no PIB global. Por outro lado, um colapso nas negociações significaria que o arrasto comercial se estenderá para o próximo ano. ”
Robert Lighthizer, o representante comercial dos EUA que lidera as negociações com a China, vê progresso nas negociações e quer que elas continuem sem grandes escaladas, de acordo com pessoas familiarizadas com as discussões. Isso criaria um esforço para concluir as negociações em Janeiro, possivelmente antes de um discurso do Estado da União ao Congresso por Trump.





