Trump aprova lei de apoio a Hong Kong e China ameaça com «medidas firmes»

A China advertiu Washington com represálias, depois de o chefe da Casa Branca ter vindo trazer um novo foco de tensão às negociações entre as duas maiores economias do mundo ao promulgar de lei de apoio aos direitos humanos e à democracia em Hong Kong.

Ana Rita Rebelo

A China advertiu Washington com represálias, depois de o chefe da Casa Branca ter vindo trazer um novo foco de tensão às negociações entre as duas maiores economias do mundo ao promulgar de lei de apoio aos direitos humanos e à democracia em Hong Kong.

A lei agora promulgada poderá abalar os progressos alcançados nas negociações entre os dois países, com vista à assinatura de um acordo comercial parcial- o chamado acordo «fase um». Segundo a “Reuters”, a China acusou Donald Trump de se «intrometer» nos seus assuntos internos, ameaçando retaliar os Estados Unidos com «medidas firmes».

Trump diz que assinou lei «por respeito ao presidente Xi e à população de Hong Kong». «Está a ser promulgada na esperança de que os líderes e representantes da China e Hong Kong sejam capazes de resolver amigavelmente as suas diferenças, levando a paz e prosperidade a longo prazo para todos», declarou, num comunicado oficial emitido pela Casa Branca.

Esta lei foi aprovada no Congresso, com apenas um voto contra, e provocou ira provocando a ira de Pequim. O texto prevê sanções contra autoridades chinesas responsáveis por violações dos direitos humanos e põe em causa o estatuto comercial de que Hong Kong beneficia.

Pequim reagiu e chamou pela segunda vez o embaixador norte-americano em Pequim, Terry Branstad, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês para protestar a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e pedir que que «parassem de interferir nos assuntos de Hong Kong».

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Os protestos pró-democracia, recorde-se, começaram há seis meses e transformaram Hong Kong num campo de batalha, por causa da lei de extradição, entretanto revogada.

Um dos principais activistas de Hong Kong congratulou-se na rede social Twitter. «Estou feliz por Trump ter assinado a lei quando os manifestantes estão no sexto mês de protesto. Esta notável conquista não seria possível sem a persistência e sacrifício do povo de Hong Kong», escreveu Joshua Wong.

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