O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou esta quarta-feira que «o povo americano deve estar extremamente feliz».«Todos os soldados estão a salvo» e «nenhuma vida americana ou iraquiana foi perdida», graças «às medidas de precaução» tomadas depois do ataque norte-americano que vitimou o general iraniano Soleimani, na passada sexta-feira.
«Desde 1979 que temos tolerado o comportamento desestabilizador do Irão. Esses dias acabaram. (…) O Irão tem sido o principal patrocinador do terrorismo», declarou Trump na Casa Branca, naquela que foi a sua reacção oficial ao ataque do Irão a duas bases norte-americanas no Iraque. «A vossa campanha de terror não vai mais ser tolerada», vincou.
Recordando que foi ele quem ordenou a morte do «terrorista», reafirmou que Soleimani «deveria ter sido abatido há muito mais tempo», culpabilizando-o pelas «piores atrocidades».
O líder norte-americano anunciou que a próxima resposta de Washington será económica e não militar. Trump disse que os Estados Unidos vão aplicar «novas poderosas sanções» contra o Irão, até «o seu comportamento mudar».
Constatou ainda que «o Irão parece estar a recuar, o que é bom para todas as partes envolvidas e uma boa coisa para o mundo». Contudo, prometeu que, enquanto for presidente dos Estados Unidos, «o Irão não terá jamais uma arma nuclear», acrescentando que os Estados Unidos irão manter as sanções económicas ao país até «o seu comportamento mudar».
Trump acusou a Administração Obama de financiar o Irão. «Os misseis disparados ontem foram pagos pelos fundos que a última Administração disponibilizou aos iranianos», atirou, numa referência ao acordo assinado por Barack Obama, antigo Presidente dos Estados Unidos com o Irão, para reduzir a capacidade nuclear da República Islâmica. «O tempo chegou de o Reino Unido, Alemanha, França e China reconhecerem esta realidade. Devem agora sair do acordo com o Irão. E devemos todos trabalhar num acordo com o Irão que torne o mundo mais pacífico», continuou.
«Somos o produtor número um de petróleo e gás natural em qualquer lugar do mundo. Somos independentes e não precisamos do petróleo do Médio Oriente», vincou, recordando: «Destruímos o Estados Islâmico, matámos o líder al-Baghdadi. Era um monstro. Estava a tentar reconstruir o Califado, mas falhou. O Estado islâmico é um inimigo natural do Irão e devíamos trabalhar juntos nestas prioridades que partilhamos». «Os Estados Unidos estão prontos para abraçar a paz com toda a gente que a procure»», concluiu.
Momentos antes, o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, revelou que conversou com Donald Trump após os ataques do Irão e agradeceu a sua paciência e prudência» enquanto se decide como «responder adequadamente à mais recente provocação iraniana». «Como superpotência, temos a capacidade de exercer a contenção e de responder no momento e local de nossa escolha, se necessário. Acredito que o presidente queira evitar conflitos ou perda desnecessária de vidas, mas está correctamente preparado para proteger vidas e interesses americanos», reafirmou.
LIVE: President @realDonaldTrump Addresses the Nation https://t.co/vRH9gVAD0N
— The White House 45 Archived (@WhiteHouse45) January 8, 2020
*Notícia actualizada pela última vez às 16:50 com mais informação




