Veneza, Lago de Como, Saint-Tropez, Quioto ou Bali estão entre os destinos que muitos viajantes gostariam de visitar pelo menos uma vez. O problema é que alguns destes locais enfrentam cada vez mais pressão turística, preços elevados e multidões difíceis de evitar, sobretudo durante a época alta.
É neste contexto que têm ganho espaço os chamados “destination dupes”: destinos alternativos que oferecem uma experiência semelhante à de locais muito procurados, mas com menos visitantes e, em muitos casos, custos mais baixos.
A ideia é simples: encontrar cidades, ilhas ou regiões que partilhem características visuais, culturais ou naturais com destinos famosos, permitindo ao viajante descobrir uma alternativa menos saturada.
Ranking compara semelhança, preços e pressão turística
A empresa Holafly elaborou um ranking de alternativas a alguns dos destinos turísticos mais populares do mundo.
Cada par foi avaliado com base na semelhança visual e cultural, na diferença entre os preços médios dos hotéis durante a época alta, na pressão turística, na facilidade de acesso e no interesse registado nas redes sociais e nas pesquisas online.
Todas as alternativas escolhidas ficam num país diferente do destino original e o ranking limita a duas o número de opções provenientes da mesma nação.
O objetivo é destacar locais capazes de proporcionar uma experiência semelhante, mas com melhor relação qualidade-preço, menos multidões e maior margem para descobrir destinos ainda fora dos circuitos turísticos mais saturados.
Gante surge como alternativa a Veneza
A melhor alternativa do ranking é Gante, na Bélgica, apresentada como substituta de Veneza.
A cidade belga reúne canais medievais e arquitetura histórica, oferecendo alguns dos elementos visuais associados à cidade italiana sem a mesma concentração de visitantes em locais como a ponte de Rialto.
Banff em vez de Aspen
Em segundo lugar aparece Banff, no Canadá, como alternativa a Aspen, nos Estados Unidos.
Ambos os destinos estão ligados às Montanhas Rochosas e ao turismo de inverno, incluindo a prática de esqui.
A diferença está sobretudo nos preços, já que a popularidade de Aspen entre visitantes ricos e famosos contribuiu para tornar o destino particularmente caro.
Jeonju substitui Quioto
A terceira posição pertence a Jeonju, na Coreia do Sul, apresentada como alternativa a Quioto, no Japão.
Em Jeonju é possível visitar arquitetura tradicional na aldeia hanok, conhecer o santuário Gyeonggijeon e explorar a história do período dos Três Reinos no Museu Nacional de Jeonju.
A cidade tem ainda uma forte componente gastronómica por ser considerada o berço do bibimbap.
Quioto, por seu lado, está entre os destinos japoneses mais pressionados pelo excesso de turismo, numa altura em que o Japão aumentou recentemente em cinco vezes as taxas dos vistos numa tentativa de responder ao crescimento das visitas.
Cascais aparece como alternativa a Saint-Tropez
Portugal também surge entre as dez melhores alternativas do ranking.
Cascais ocupa a quinta posição e é apresentada como substituta de Saint-Tropez, em França.
A comparação coloca o destino português entre as opções para quem procura uma experiência costeira semelhante à da Riviera Francesa, mas fora de um dos locais mais conhecidos e concorridos do Mediterrâneo.
Budva em vez de Ibiza
Na quarta posição surge Budva, no Montenegro, como alternativa a Ibiza.
A lista aponta ainda para o Lago Ohrid, na Macedónia do Norte, como opção para quem procura uma experiência semelhante à do Lago de Como, em Itália.
Alternativas chegam às Caraíbas e à Ásia
Las Terrenas, na República Dominicana, aparece como alternativa a Tulum, no México.
Menton, em França, é indicada como substituta da Costa Amalfitana, enquanto Ciudad Perdida, na Colômbia, surge como alternativa a Machu Picchu, no Peru.
A fechar o grupo das dez melhores escolhas está Siargao, nas Filipinas, apresentada como opção para quem procura uma alternativa a Bali, na Indonésia.
O ranking procura, assim, responder a uma tendência crescente no turismo: trocar destinos extremamente populares por locais com características semelhantes, mas menos sujeitos às consequências do excesso de visitantes.














