Trinta e quatro militares dos EUA com lesões cerebrais após ataque do Irão

A informação foi confirmada por um porta-voz do Pentágono.

Executive Digest

O Pentágono anunciou que 34 militares norte-americanos foram diagnosticados com lesões cerebrais traumáticas resultantes do ataque iraniano às forças americanas no Iraque no início deste mês.

O ataque ocorreu após a decisão de Trump de matar o general iraniano Qassem Soleimani, e os EUA disseram na altura que nenhum militar americano tinha ficado ferido. Desde então, Trump reconheceu que os americanos foram feridos, mas subestimou a sua gravidade.

De acordo com o Pentágono, oito dos militares foram levados para os EUA para tratamento, nove ainda estão a receber cuidados médicos na Alemanha, 16 foram tratados no Iraque e já voltaram ao serviço e um foi tratado no Kuwait antes de retomar ao Iraque.

O relatório é divulgado poucos dias depois de Trump ter rejeitado a existência de feridos neste ataque, durante uma conferência de imprensa em Davos, na Suíça, dizendo que o que aconteceu “não foi muito grave”.

“Ouvi dizer que eles tinham dores de cabeça”, disse Trump. “Não, não considero que sejam ferimentos muito graves, em relação a outros ferimentos que já vi”, acrescentou.

Continue a ler após a publicidade

O atraso na notificação das lesões foi explicado pelo Pentágono em função das dificuldades enfrentadas pelo diagnóstico de lesões cerebrais traumáticas, que podem levar tempo para se tornar aparentes.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.