J&J enfrenta cerca de 29.000 processos por causa do seu pó de talco

Um júri de Illinois, nos EUA, considerou que a Johnson & Johnson (J&J) não é responsável pelo cancro que matou uma mulher. A família propôs uma ação em tribunal, porque acreditava que a doença “tinha sido provocada pelo pó de talco da marca”.
Os jurados do condado de St. Clair, no Estado do Illinois, rejeitaram na sexta-feira o pedido pela família de Elizabeth Driscoll, para que J&J pagasse uma multa de 50 milhões de dólares (46,6 milhões de euros) por danos físicos a terceiros e ao próprio. A mulher faleceu em 2016. Atualmente, segundo a Bloomberg, a empresa enfrenta “cerca de 29.000 processos em todo país”, por causa do seu pó de talco.
O número de acusações em tribunal, aumentou 30% em comparação com o ano passado. No relatório de contas, apresentado em fevereiro, a companhia apresentou uma reserva de 3,6 mil milhões de euros, que serão destinados a resolver estes casos.
O veredicto foi publicado na mesma semana em que  a J&J foi processada pelo Conselho Nacional de Mulheres Negras, por alegadamente vender  pó de talco para bebé, ainda que, segundo a associação,  “hajam provas claras de que o produto pode causar cancro nos ovários.
No ano passado, a J&J retirou o produto do mercado norte-americano e do Canadá.


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