Um tribunal holandês acusou, em fevereiro último, dois cidadãos paquistaneses por apelos públicos pelo assassinato do líder anti-muçulmano de extrema-direita Geert Wilders, salientando que a dupla era suspeita de apelar publicamente às pessoas para matarem Wilders e prometerem-lhes uma recompensa de vida após a morte se o fizessem. O tribunal marcou a sua primeira audiência sobre o caso para esta segunda-feira.
The islamic hate and terror never stops.
Unless we stop them. pic.twitter.com/VSDb7CErtS— Geert Wilders (@geertwilderspvv) August 28, 2024
“O mullah paquistanês e líder do partido TLI [Muhammad Ashraf Asif Jalali] e Hafiz Saad Hussain Rizvi, líder do partido TLP paquistanês, estão a ser processados nos Países Baixos e terão de ser julgados (provavelmente à revelia) por emitirem fatwas, ordenando que os muçulmanos de todo o mundo me matem por ‘blasfémia’ porque, segundo eles, insultei o seu ‘profeta’ Maomé ao planear um concurso de desenhos animados em 2018”, referiu, nas redes sociais Geert Wilders.
Next week Monday September 2, a historic trial will be held in the Amsterdam/Schiphol high security court.
Pakistani mullah and leader of TLI party @DrJalaliTLY and @Saad_RizviTLP leader of the Pakistani TLP-party, are both prosecuted in The Netherlands and will have to stand… pic.twitter.com/mkjYCdT12L
— Geert Wilders (@geertwilderspvv) August 26, 2024
Em setembro de 2023, um tribunal holandês condenou um ex-jogador de críquete paquistanês a 12 anos de prisão por instar as pessoas a assassinarem o líder holandês de extrema-direita, Geert Wilders – as palavras de Khalid Latif deveriam ser consideradas como incitamento ao assassinato, sedição e ameaça.
O homem de 37 anos, que foi julgado à revelia, vive no Paquistão e não compareceu a nenhuma fase do julgamento.
O antigo jogador de críquete já tinha sido suspenso por cinco anos do críquete em 2017 por causa de um escândalo de manipulação desportiva durante um jogo da Superliga do Paquistão, no Dubai.
O tribunal holandês provou que Latif publicou um vídeo em 2018 em que oferecia uma recompensa de três milhões de rupias (21 mil euros na altura) pelo assassinato de Wilders.













