O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ilibou, esta terça-feira, a justiça portuguesa no caso Gonçalo Amaral – para o tribunal, Portugal agiu da forma mais correta ao ilibar o antigo inspetor da Polícia Judiciária, acusado de ter prejudicado os pais de Maddie McCann com o livro que escreveu sobre o desaparecimento da criança.
“Este livro surge da necessidade que senti de repor o meu bom nome, que foi enxovalhado na praça pública sem que a instituição a que pertencia há 26 anos, a Polícia Judiciária, tenha permitido que me defendesse ou o fizesse institucionalmente”, referiu, na altura, Gonçalo Amaral, autor do livro lançado em 2008, um ano depois do desaparecimento da criança britânica, no qual sugeriu a simulação do rapto da filha pelos pais e o seu eventual envolvimento numa morte acidental.
Gonçalo Amaral foi absolvido de forma definitiva pela justiça portuguesa em 2017, com os conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça a definirem que, numa situação de conflito entre o direito à honra e o direito à liberdade de expressão, tinha de prevalecer o segundo, à luz da jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Foi esta decisão que levou os pais de Maddie McCann a contestar junto do tribunal de Estrasburgo.
Madeleine McCann desapareceu a 3 de maio de 2007, do quarto onde dormia com os seus irmãos gémeos, num apartamento do aldeamento turístico, na Praia da Luz, no Algarve. Em outubro último, Gonçalo Amaral lançou um novo livro sobre o tema, intitulado ‘Maddie: Basta de Mentiras!’.






