Harry, o filho mais novo do rei Carlos III, interpôs uma ação contra o Governo no Supremo Tribunal de Londres, depois de o Ministério do Interior, responsável pelas polícias, ter decidido, em fevereiro de 2020, que ele deixaria de receber automaticamente segurança policial pessoal enquanto estivesse em território britânico.
Em 2024, o Tribunal Superior concluiu que não tinha havido ilegalidade na decisão e rejeitou a contestação legal de Harry. Agora, o príncipe avançou para o Tribunal de Recurso, cujo julgamento decorre esta terça-feira.
Antes de se afastar dos seus deveres reais e mudar-se para a América do Norte com a sua esposa, Meghan Markle, em março de 2020, o príncipe, juntamente com outros membros seniores da realeza, beneficiava de proteção de segurança financiada pelo Estado.
Recorde-se que em abril do ano passado Harry sofreu um revés legal na sua tentativa de contestar a decisão do Governo britânico de retirar a sua proteção policial quando se encontra no Reino Unido. Um porta-voz do tribunal confirmou que o recurso de Harry foi indeferido.
O príncipe tem expressado frequentemente preocupações sobre a segurança da sua família, culpando a imprensa pela morte da sua mãe, a princesa Diana, em 1997, num acidente envolvendo perseguição de paparazzi em Paris.
No ano passado, o antigo chefe da polícia antiterrorista britânica revelou que existiam ameaças credíveis contra Harry e Meghan por simpatizantes da extrema-direita.




