Tribunal de Aveiro realiza esta manhã segundo sorteio dos jurados para o julgamento do alegado homicida de mulher grávida na Murtosa

Fernando Valente, de 37 anos, natural da Murtosa, continua em prisão domiciliária com pulseira eletrónica no seu apartamento, em Gaia, determinou a juíza que irá presidir ao julgamento, com três juízes e oito jurados (quatro titulares e quatro suplentes)

Francisco Laranjeira

O Tribunal de Aveiro recebe esta manhã – a partir das 9h30 – o segundo sorteio de pré-seleção dos jurados para o julgamento do homem acusado do homicídio de uma mulher grávida na Murtosa: em causa está o apuramento dos 18 jurados que terão de marcar presença na audiência de apuramento, agendada para próximo dia 24.

Os 100 eleitores selecionados, no sorteio de 27 de fevereiro, tiveram de responder a um inquérito para saber se preenchiam os requisitos de capacidade indispensáveis para o desempenho da função, sendo eliminados aqueles que não reúnam os requisitos.



O segundo sorteio toma como base o número de respostas não rejeitadas, que para o efeito são encerradas em sobrescritos iguais, dos quais se tiram 18 e é deste grupo que irão sair os oito jurados (quatro efetivos e quatro suplentes).

O homem acusado de ter matado uma mulher grávida na Murtosa e de esconder o corpo em parte incerta vai começar a ser julgado a 19 de maio no Tribunal de Aveiro: O homem, que será julgado por um tribunal de júri a pedido do Ministério Público (MP), está acusado dos crimes de homicídio qualificado, aborto, profanação de cadáver, acesso ilegítimo e aquisição de moeda falsa para ser posta em circulação.

Fernando Valente, de 37 anos, natural da Murtosa, continua em prisão domiciliária com pulseira eletrónica no seu apartamento, em Gaia, determinou a juíza que irá presidir ao julgamento, com três juízes e oito jurados (quatro titulares e quatro suplentes).

O tribunal vai ainda decidir os pedidos de indemnização civil deduzidos pelo antigo companheiro da vítima contra o arguido, quer em nome próprio, quer em representação dos seus filhos menores, ficando, assim, prejudicada a apreciação do pedido de indemnização civil no valor de 200 mil euros deduzido pelo MP em representação dos menores.

Mónica Silva, que estava grávida de sete meses, foi vista pela última vez a 3 de outubro de 2023, quando saiu de casa com as ecografias da gravidez, ligando pouco depois ao filho a dizer que estava a regressar a casa, o que não chegou a acontecer.

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