O condutor que provocou o acidente que matou a cantora Claudisabel vai manter-se em liberdade: o tribunal da Relação de Évora confirmou a pena de três anos de prisão suspensa ao guarda prisional, que seguia em excesso de velocidade e com uma taxa de álcool superior à taxa crime, indicou esta quinta-feira o ‘Correio da Manhã’.
Os juízes reduziram ainda a indemnização aos pais da cantora de 150 para 135 mil euros, isto porque a artista não tinha colocado o cinto de segurança. “Fazer-se transportar num veículo sem cinto de segurança é perigoso”, refere o acórdão do tribunal.
O advogado dos pais de Claudisabel, José Paulo Pinho, não se conformou com a decisão judicial. “A lei tem de ser alterada em muita coisa, a nossa Justiça precisa ser curada. Estes crimes terão de ser punidos de alguma forma”, apontou.
Recorde-se que a cantora Claudisabel foi a vítima mortal na colisão, na madrugada do dia 19 de dezembro de 2022, entre dois veículos ligeiros da Autoestrada 2 (A2), perto de Alcácer do Sal – o alerta, segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal, foi dado por volta da 1h55, tendo o acidente ocorrido ao quilómetro 85. Foi ainda registado um ferido ligeiro.
As operações de socorro mobilizaram 12 veículos e 24 operacionais, com a intervenção dos Bombeiros de Alcácer do Sal, VMER do Hospital do Litoral Alentejano, Brisa e GNR.
A confirmação da morte foi dada na página oficial da cantora, de 39 anos, nas redes sociais.














