O Supremo Tribunal do Reino Unido, a mais alta instância judicial britânica, sedeada em Londres, começa, e durante dois dias, esta terça-feira a ouvir os argumentos de um caso que poderá ter um significado fundamental no debate em torno da independência da Escócia.
Um painel de cinco juízes vai deliberar sobre a possibilidade de o Parlamento escocês legislar para um segundo referendo sobre a independência.
Apesar da recusa reiterada do Governo britânico – O Reino Unido, sob sucessivos primeiros-ministros, sempre se opôs a um segundo referendo de independência -, a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacional Escocês (SNP), tenciona realizar um novo referendo sobre a independência a 19 de outubro de 2023.
Os escoceses já foram consultados sobre o assunto em 2014 e 55% votaram para permanecerem no Reino Unido.
No entanto, o SNP acredita que o ‘Brexit’ (processo de saída do Reino Unido da União Europeia) mudou a conjuntura, uma vez que 62% dos escoceses votaram contra a saída do bloco europeu em 2016.
O objetivo do SNP é que a Escócia adira à União Europeia como um Estado independente.
Uma sondagem recente, publicada a 30 de junho, mostra que os eleitores escoceses continuam divididos quanto a esta questão, pois 44% dos inquiridos disseram que votaria a favor da independência e 46% contra, existindo 10% de indecisos.
Questionada durante uma entrevista na ‘BBC’, Nicola Sturgeon mostrou-se “confiante de que poderá vir a acontecer. Vamos esperar e ver o que o tribunal diz. Estou confiante de que a Escócia se tornará independente”, apontou, garantindo que uma derrota no Supremo Tribunal significaria que o SNP lutaria nas próximas eleições em todo o Reino Unido, prevista para 2024, apenas numa plataforma sobre se a Escócia deveria ser independente.












