A justiça alemã rejeitou hoje um pedido das empresas Nord Stream AG e Nord Stream 2AG, controladas pelo consórcio russo Gazprom, para se constituírem assistentes no processo penal contra um alegado responsável pela sabotagem do gasoduto no mar Báltico.
O Tribunal Regional Superior de Hamburgo, no norte da Alemanha, considerou que, embora as duas empresas tenham sido lesadas, não existe fundamento para uma proteção especial que justifique a sua participação no processo como assistentes.
A instância judicial rejeitou o argumento de que a sabotagem representava uma “ameaça existencial” para as empresas, uma vez que os custos das reparações não implicam a perda total dos ativos, sobretudo tendo em conta os investimentos de milhares de milhões de euros realizados no projeto, concebido para transportar gás diretamente da Rússia para a Alemanha.
Segundo os juízes, o objetivo do processo penal é determinar se os arguidos são responsáveis pela sabotagem de que são suspeitos, e não resolver todas as questões relacionadas com o Nord Stream, procurar outros eventuais responsáveis ou esclarecer matérias relativas a possíveis indemnizações.
O Ministério Público Federal alemão deduziu acusação contra um dos alegados responsáveis pela sabotagem do Nord Stream. Outro suspeito foi detido fora da Alemanha.
Os dois detidos, ambos cidadãos ucranianos, são suspeitos de pertencer a um grupo que preparou e executou ataques contra o gasoduto em setembro de 2020.













