Três provas de resiliência, três oportunidades para as empresas

Por Ricardo Parreira, CEO da PHC Software 

 

Os últimos anos mostram que o software de gestão é cada vez mais vital para a evolução digital das empresas. A máxima “every business is a software business” está a tornar-se num imperativo categórico no que respeita ao impacto que a tecnologia tem em todo o processo empresarial

O trabalho da Business Software Alliance sobre o impacto do software na economia norte-americana demonstra, de forma notória, os ganhos de competitividade das empresas e o impacto social no nosso quotidiano. Se numa economia como a dos Estado Unidos a América se estima que 6% dos postos de trabalho e 17% do investimento em investigação e desenvolvimento se deve à indústria de software, a sua relevância não pode ser ignorada.

O que seria o panorama português se tivéssemos números semelhantes? Que ganhos de competitividade e de bem-estar conseguiríamos? Resolveríamos alguns dos nossos problemas estruturais e que travam um crescimento mais acelerado do nosso PIB? Por onde começar?

Quando olho para o tecido empresarial nacional, vejo três tendências que me saltam à vista. Chamemos-lhe “provas de resiliência” para que as possamos enquadrar como os próximos desafios que as nossas empresas têm pela frente. São três provas de resiliência para que Portugal dê um salto através da melhoria da gestão das empresas:

  • Abraçar as novas de trabalho através de software: o trabalho remoto e os modelos híbridos tornaram-se parte do nosso léxico e lançaram inúmeros desafios, tanto ao nível da infraestrutura de ferramentas que permitem a toda a empresa trabalhar à distância, como na forma como se pensa a produtividade e os processos de trabalho. Questões como os modelos de avaliação por entregáveis e não por observação, a gestão da empresa por OKR (objectives and key results), ou as metodologias ágeis, são apenas possíveis em escala com software de gestão preparado para aproveitar o potencial destas novas tendências;

 

  • Tornar possível a aceleração digital de processos: é necessário tornar as empresas mais rápidas e as pessoas mais produtivas, deixando que o software trate das questões rotineiras e dos processos administrativos. A aceleração digital de processos traz consigo a automatização, FinTech, inteligência artificial, entre outras tendências que ajudam as empresas a ter pessoas a tratar de tarefas de valor acrescentado. As empresas necessitam de dar este salto em toda a sua dimensão e áreas empresariais, para que sejamos mais rápidos em todos os processos.

 

  • Ganhar a guerra pelo talento: não é uma questão apenas do sector tecnológico; tornou-se transversal em todo o tecido empresarial. Todos os setores estão a sentir que as novas dinâmicas de mercado estão a ter um efeito duradouro na forma como se atrai, conquista e retém o talento. A resposta passa por integrar soluções de Human Capital Management que ajudem em todos os processos administrativos, mas que também dinamizem a cultura, fomentem a aprendizagem, a comunicação interna e o desenvolvimento do talento. Só assim é possível atrair e reter os melhores, e empresas com o melhor talento estão na linha da frente da criação de valor.

 

Estas três “provas de resiliência” trazem mudanças, e todas elas têm o software no centro da sua atividade. Com o mercado cada vez mais competitivo, com novos modelos de negócio e novos concorrentes, e, acima de tudo, com clientes mais exigentes e mais informados, só através da aceleração tecnológica será possível às empresas darem a devida resposta que a sociedade exige.

Se estes desafios colocam a gestão à prova, são também oportunidades para fazer crescer o país e construir um futuro melhor, onde todos os negócios serão negócio de software. Este ano pode ser muito importante para um aumento de competitividade a nível nacional. Aproveitemo-lo.

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