O Presidente norte-americano, Donald Trump, decretou hoje novas restrições de acesso aos Estados Unidos de nacionais de mais seis estados, incluindo a Nigéria, o mais populoso de África, na sequência do seu decreto anti-imigração.
Anova medida, que entra em vigor em 22 de fevereiro, abrange também cidadãos da Birmânia, Eritreia, Quirguistão, Sudão e Tanzânia, anunciaram quadros da administração norte-americana.
“A decisão do Presidente é o resultado de uma avaliação abrangente e sistemática feita pelo Departamento de Segurança Nacional”, disse à imprensa um de seus funcionários.
A mesma fonte esclareceu que os países em questão tinham sido “incapazes” ou “relutantes” em aderir a certos critérios “básicos” de partilha de informações, de segurança nacional e segurança pública.
Ao contrário do decreto anti-imigração revelado pelo Presidente dos EUA logo após tomar posse, em janeiro de 2017, que dizia respeito, principalmente, a países de maioria muçulmana e que proibia os seus cidadãos de entrarem nos Estados Unidos, a nova medida é menos geral.
A atual visa apenas “certas categorias de vistos de imigração, focando-se nas pessoas que querem estabelecer-se nos Estados Unidos, não aquelas que só querem visitar” o país, adiantou o mesmo responsável.
“Os membros da família ainda poderão visitar os seus entes queridos”, sublinhou.
“Três anos após o seu primeiro decreto antimuçulmano, que deveria ser temporário, a administração Trump confirmou a proibição e ampliou-a para incluir cidadãos de seis outros países”, lamentou a poderosa organização de direitos civis União de Defesa das Liberdades Cívicas (ACLU), pedindo ao Governo que acabe com esta política.














