A guerra na Europa conheceu um novo capítulo esta terça-feira depois dos ataques e explosões registados esta quarta-feira na Transnístria, a região separatista pró-russa da Moldávia, que fica acantonada na fronteira com a Ucrânia.
A cronologia deste ataque de origem desconhecida na Transnístria, do bombardeamento de uma ponte em Odessa, a cidade ucraniana que fica próxima desta região e as declarações do líder separatista de Donetsk, Denis Pushilin, apelando a que fosse lançada da Transnístria “a etapa seguinte da operação especial militar na Ucrânia”, não passou despercebida a Kiev, que acredita que existe um plano russo para abrir uma nova frente contra a Ucrânia, informa o ABC.
Como se formou a região separatista da Transnístria?
A Transnístria partilha uma grande parte do seu território com a fronteira ucraniana – mais de 400 quilómetros.
Depois da guerra de 1992 entre as tropas moldavas e separatistas da Transnístria foi estabelecido um acordo de paz a partir do qual foram destacadas para esta região “tropas de paz” russas. Desde então por ali ficaram as unidades do exército da Rússia. Na Transnístria também há várias bases militares russas.
Tal como Putin argumentou relativamente às regiões separatistas de Donetsk e de Lugansk como um dos motivos para justificar a ofensiva russa na Ucrânia, os separatistas da Transnístria também referem que há atos de repressão contra a população que “fala russo”.
A região está reconhecida internacionalmente como parte da Moldávia. Este ano, o Conselho da Europa adotou uma resolução para reconhecer a região como “território da Moldávia ocupado pela Rússia”.
Após os ataques desta terça-feira, a presidente da Moldávia, Maia Sandu, convocou uma reunião de segurança de emergência. Na Moldávia aumentou o receio de uma operação militar russa no país, um receio que tem estado presente desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.














