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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>OE2026: Estado regista défice de 1.548 M€ até abril</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 17:17:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Estado registou um défice de 1.548 milhões de euros até abril, com o saldo a diminuir 1.701,6 milhões de euros, em resultado de descidas nas administrações Central e Regional, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Estado registou um défice de 1.548 milhões de euros até abril, com o saldo a diminuir 1.701,6 milhões de euros, em resultado de descidas nas administrações Central e Regional, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>&#8220;O saldo das Administrações Públicas diminuiu 1.701,6 milhões de euros, resultado da diminuição dos saldos da Administração Central (-2.347 milhões de euros; -1.212,7 milhões de euros, sem o efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS) e da Administração Regional (-137,4 milhões de euros)&#8221;, lê-se na síntese de execução orçamental divulgada pela Entidade Orçamental (antiga DGO &#8212; Direção-Geral do Orçamento).</P><br />
<P>De acordo com o documento, o saldo total está agora em -1.548 milhões de euros. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770020]]></sapo:autor>
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		<title>Ibersol reduz prejuízo para 2,5 M€ no primeiro trimestre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 17:15:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A Ibersol registou, nos primeiros três meses deste ano, prejuízos de 2,5 milhões de euros, melhorando em perto de um milhão de euros em relação a igual período de 2025, adiantou hoje em comunicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Ibersol registou, nos primeiros três meses deste ano, prejuízos de 2,5 milhões de euros, melhorando em perto de um milhão de euros em relação a igual período de 2025, adiantou hoje em comunicado.</P><br />
<P>De acordo com o grupo de restauração, o volume de negócios consolidado, no mesmo período, foi de 121,3 milhões de euros, um aumento de 4,7% em termos homólogos.</P><br />
<P>O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) atingiu 26,3 milhões de euros, um aumento de 7,6%, segundo o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770009]]></sapo:autor>
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		<title>Lula critica EUA e afirma que Brasil não aceita ser tratado com &#8216;republiqueta&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 17:15:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou hoje que o Brasil não aceitará ser tratado como "republiqueta", após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou hoje que o Brasil não aceitará ser tratado como &#8220;republiqueta&#8221;, após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.</P><br />
<P>Lula pediu respeito pela soberania brasileira e afirmou que o país não aceitará interferências externas, declarando: &#8220;não brinquem com a soberania desse país&#8221; e &#8220;não brinquem com a nossa democracia&#8221;.</P><br />
<P>O chefe de Estado criticou ainda o senador e pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro, que se reuniu esta semana, em Washington, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, e com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para tratar da classificação do PCC e do CV.</P><br />
<P>Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro, Lula afirmou que há &#8220;um candidato a presidente&#8221; que &#8220;não tem vergonha na cara de trair a (&#8230;) pátria&#8221; ao pedir &#8220;intervenção americana no Brasil&#8221;.</P><br />
<P>O Presidente brasileiro sugeriu que Marco Rubio não participou na reunião de três horas que teve com Trump há três semanas na Casa Branca, porque o secretário de Estado estaria &#8220;preparado para ajudar um filho de um bolsonarista&#8221;.</P><br />
<P>Lula afirmou que o PCC e o CV são terroristas &#8220;para as comunidades brasileiras&#8221;, mas &#8220;não da forma como o Trump quer&#8221;, ao mencionar, como exemplo, Osama bin Laden, ex-líder da Al Quaida morto por tropas dos EUA em 2011.</P><br />
<P>Na sequência, o político brasileiro reafirmou que o combate às fações criminosas será conduzido pelas instituições nacionais &#8220;aqui dentro&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esse tal de Comando Vermelho, esse tal de PCC, eles são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país&#8221;, declarou. </P><br />
<P>&#8220;Eles são terroristas porque incomodam as famílias, eles incomodam o bairro, eles incomodam a cidade, eles roubam tudo que tem direito do povo, o direito do povo ir e vir livremente&#8221;, completou.</P><br />
<P>Lula afirmou ter entregado documentos a Trump sobre cooperação bilateral contra o crime organizado e pediu a extradição de brasileiros investigados por contrabando, lavagem de dinheiro e outros crimes, que estariam nos Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos&#8221;, afirmou Lula, ao citar suspeitos brasileiros que viveriam em Miami e no estado de Delaware.</P><br />
<P>Entre eles, o Presidente brasileiro citou nominalmente o empresário Ricardo Magro, considerado pelas autoridades brasileiras como o maior sonegador de impostos do Brasil, dono de uma refinaria de combustíveis já interditada no Brasil.  </P><br />
<P>&#8220;Nós não aceitamos ser tratado como moleque. Nós não aceitamos ser tratado como se fosse uma republiqueta&#8221;, afirmou durante o evento de anúncios de investimentos da Petrobras no estado de Sergipe. </P><br />
<P>O Presidente também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública no Senado, afirmando que a proposta permitirá ampliar investimentos federais em inteligência e fortalecer o combate ao crime organizado.</P><br />
<P>A declaração é uma pressão indireta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adversário político do Palácio do Planalto, que ainda não deu andamento à tramitação da proposta. </P><br />
<P>Lula voltou a defender o multilateralismo e afirmou que o Brasil exige respeito de todas as nações, declarando que &#8220;não fala grosso&#8221; com nenhum país.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770008]]></sapo:autor>
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		<title>Nobel da Paz ou “Prémio Trump”? A proposta de aliado da Casa Branca que provoca críticas nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 17:12:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Lindsey Graham]]></category>
		<category><![CDATA[prémio nobel]]></category>
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					<description><![CDATA[Lindsey Graham falava sobre a proposta de Donald Trump para que vários países do Médio Oriente adiram aos Acordos de Abraão, o conjunto de entendimentos diplomáticos que procuram normalizar relações com Israel]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O senador republicano Lindsey Graham defendeu que o Nobel da Paz deveria passar a chamar-se “Prémio Trump” caso o presidente americano consiga alargar os Acordos de Abraão a mais países do Médio Oriente, num momento em que Washington tenta pôr fim à guerra com o Irão. A declaração, feita na &#8216;Fox News&#8217;, foi rapidamente alvo de críticas e troça nas redes sociais, noticia o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>Graham falava sobre a proposta de Donald Trump para que vários países do Médio Oriente adiram aos Acordos de Abraão, o conjunto de entendimentos diplomáticos que procuram normalizar relações com Israel.</p>
<p>O senador foi mais longe e afirmou que, se Trump conseguir convencer a Arábia Saudita a reconhecer Israel, terá conseguido “acabar com o conflito árabe-israelita”, que, segundo disse, se arrasta “há milhares de anos”.</p>
<p>“Deviam mudar o Nobel para Prémio Trump”, declarou Graham.</p>
<p><strong>O que disse Lindsey Graham?</strong></p>
<p>A declaração surgiu durante o programa ‘Hannity’, da &#8216;Fox News&#8217;, quando Graham comentava os esforços diplomáticos de Trump no Médio Oriente.</p>
<p>“Se ele conseguir isto, se conseguir que a Arábia Saudita, o centro do Islão para todo o mundo, reconheça o Estado judaico de Israel, terá terminado o conflito árabe-israelita”, afirmou o senador republicano.</p>
<p>Graham, aliado próximo de Trump, sugeriu então que esse feito justificaria não apenas a atribuição do Nobel da Paz ao presidente americano, mas a alteração simbólica do próprio nome do prémio.</p>
<p>A proposta surge num contexto em que Trump tem dito publicamente que merece o Nobel da Paz. No ano passado, no Salão Oval, afirmou: “Mereço-o, mas nunca mo vão dar.”</p>
<p><strong>Porque entram os Acordos de Abraão nesta história?</strong></p>
<p>Os Acordos de Abraão são entendimentos diplomáticos destinados a normalizar as relações entre Israel e países árabes ou muçulmanos.</p>
<p>Trump defendeu esta semana, numa publicação na &#8216;Truth Social&#8217;, que vários países do Médio Oriente deveriam aderir aos acordos no âmbito dos esforços para acabar com a guerra no Irão. Entre os países mencionados estavam Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrain.</p>
<p>Dois desses países, Bahrain e Emirados Árabes Unidos, já são signatários dos Acordos de Abraão, algo que Trump reconheceu na própria publicação.</p>
<p>A Arábia Saudita é, porém, o elemento politicamente mais relevante. Um reconhecimento formal de Israel por Riade seria visto como uma mudança diplomática profunda no Médio Oriente e uma vitória simbólica para qualquer administração americana que o conseguisse.</p>
<p><strong>Como reagiram os críticos?</strong></p>
<p>A sugestão de Graham foi recebida com críticas imediatas online. A organização Veterans for Responsible Leadership classificou o senador como “patético”, enquanto a conta Republicans Against Trump acusou Graham de se humilhar antes das primárias republicanas na Carolina do Sul.</p>
<p>O escritor e realizador Andy Ostroy também criticou o senador, escrevendo que Graham estava a “humilhar-se”. Já Mehdi Hasan, fundador da plataforma Zeteo, reagiu de forma mais curta e dura: “FFS”.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, as críticas concentraram-se sobretudo na perceção de que Graham estaria a exagerar o papel de Trump e a prestar uma homenagem política desproporcionada ao presidente americano.</p>
<p><strong>Trump e o Nobel da Paz</strong></p>
<p>Trump nunca escondeu o desejo de receber o Nobel da Paz. A ambição ganhou novo destaque depois de María Corina Machado, destacada líder da oposição venezuelana ao antigo presidente Nicolás Maduro, ter apresentado o seu Nobel da Paz a Trump em janeiro, depois de forças americanas terem capturado Maduro em Caracas.</p>
<p>Para os seus apoiantes, Trump tem procurado apresentar-se como um líder capaz de obter acordos onde diplomacias tradicionais falharam. Para os críticos, a insistência no Nobel tornou-se mais um exemplo da forma como o presidente tenta transformar iniciativas diplomáticas em culto político pessoal.</p>
<p>A proposta de Graham encaixa precisamente nessa tensão. Pode ser lida como elogio estratégico a Trump, mas também como mais uma demonstração da centralidade que o presidente mantém dentro do Partido Republicano.</p>
<p><strong>Uma frase pensada para Trump</strong></p>
<p>A ideia de renomear o Nobel da Paz dificilmente terá consequência prática. O prémio é atribuído pelo Comité Nobel norueguês e a proposta de Graham surge no plano político e mediático, não como uma iniciativa institucional.</p>
<p>Mas a frase cumpre outro objetivo: amplifica a narrativa de Trump como negociador indispensável para o Médio Oriente e coloca pressão simbólica sobre um prémio que o próprio presidente americano já afirmou merecer.</p>
<p>Num debate marcado pela guerra no Irão, pela tentativa de reativar os Acordos de Abraão e pela ambição de Trump de ser reconhecido como pacificador, Graham escolheu a fórmula mais provocadora: se houver acordo, o Nobel deveria deixar de ser Nobel e passar a ser Trump.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770014]]></sapo:autor>
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		<title>Transição verde está a destruir emprego antes de criar novos postos? BCE relança debate na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 17:02:44 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[transição energética]]></category>
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					<description><![CDATA[Debate ganhou força num momento em que o apoio público às políticas climáticas parece menos sólido do que antes da pandemia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A transição verde europeia está a enfrentar uma pressão crescente: o custo da descarbonização ainda não foi compensado por mais crescimento económico nem por criação suficiente de emprego. A conclusão surge num estudo do Banco Central Europeu citado pelo &#8216;El Economista&#8217;, que questiona se os chamados ‘empregos verdes’ estão realmente a substituir os postos perdidos nos setores mais poluentes.</p>
<p>O debate ganhou força num momento em que o apoio público às políticas climáticas parece menos sólido do que antes da pandemia. A mudança de rumo nos Estados Unidos, a resistência da China a acelerar a adoção de fontes de energia mais limpas e o crescimento de partidos europeus críticos das metas ambientais de Bruxelas tornaram a transição ecológica num tema cada vez mais político.</p>
<p>No centro está o Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia. Este mecanismo obriga as empresas a pagar pelas emissões de carbono que geram, com preços definidos pelo mercado. A lógica é simples: tornar mais caro poluir para acelerar a descarbonização. Mas o impacto económico está a chegar às empresas, aos preços e, em alguns casos, ao emprego.</p>
<p><strong>O que conclui o BCE?</strong></p>
<p>O estudo liderado por Christofer Schroeder, economista do BCE, estima que cada aumento de 1% no preço das licenças de emissão esteja associado a uma queda de 0,2% no emprego agregado.</p>
<p>Nos empregos mais poluentes, o impacto é mais forte: a descida chega a 1%. Essa parte era esperada, já que os setores intensivos em carbono são diretamente penalizados quando emitir se torna mais caro.</p>
<p>O dado mais sensível é outro. O BCE também deteta um efeito negativo nos empregos mais verdes, embora menos acentuado. Ou seja, no curto prazo, a transição não parece estar a criar postos verdes suficientes para compensar as perdas nas áreas mais poluentes.</p>
<p><strong>Porque é que os empregos verdes não compensam?</strong></p>
<p>A explicação está nos custos e nas competências. Quando as emissões ficam mais caras, muitas empresas enfrentam custos energéticos superiores, reduzem planos de investimento e travam contratações.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a criação de emprego verde não é automática. Os novos postos exigem qualificações específicas em áreas como redes elétricas, energia solar, eólica, biocombustíveis ou transformação industrial. Nem todos os trabalhadores dos setores poluentes conseguem passar rapidamente para essas funções.</p>
<p>O Fórum Económico Mundial já tinha alertado para este desequilíbrio: as vagas verdes estão a crescer duas vezes mais depressa do que o número de trabalhadores qualificados para as preencher.</p>
<p>A Boston Consulting Group fala mesmo numa “grave escassez” de profissionais para a descarbonização e estima que, até 2030, possa faltar mão de obra equivalente a sete milhões de trabalhadores, sobretudo nas áreas da energia solar, eólica e dos biocombustíveis.</p>
<p><strong>O risco político da descarbonização</strong></p>
<p>O problema ultrapassa o mercado de trabalho. Se famílias e empresas sentirem apenas custos — energia mais cara, preços mais altos, menor investimento ou insegurança laboral — o apoio às políticas climáticas pode enfraquecer.</p>
<p>É por isso que outro estudo citado pelo &#8216;El Economista&#8217;, de investigadores da Universidade de Valência e do BBVA Research, defende que os decisores devem ter em conta o chamado “custo social do carbono”. A ideia é desenhar políticas que reduzam emissões sem provocar uma reação social que alimente movimentos populistas.</p>
<p>Os economistas reconhecem que o custo de longo prazo das alterações climáticas será muito superior ao custo das políticas para as combater. Mas isso não resolve o problema imediato: a transição precisa de ser socialmente suportável para ser politicamente sustentável.</p>
<p><strong>Bruxelas tenta suavizar o impacto</strong></p>
<p>A União Europeia tem procurado proteger setores estratégicos através da atribuição gratuita de licenças de emissão, nomeadamente em indústrias expostas à concorrência internacional, como a siderurgia.</p>
<p>Com a atualização do regime, as fábricas continuarão a receber cerca de 75% das licenças de forma gratuita, sem terem de as comprar no mercado. Bruxelas estima que esta decisão tenha um impacto económico de cerca de 4 mil milhões de euros entre 2026 e 2030.</p>
<p>Mas o objetivo continua a ser eliminar gradualmente esse apoio para forçar a descarbonização. O dilema está nesse equilíbrio: proteger demasiado pode atrasar a transição; retirar apoios depressa demais pode destruir emprego e alimentar contestação.</p>
<p><strong>Uma transição necessária, mas mais difícil</strong></p>
<p>A conclusão do estudo do BCE não é que a transição verde deva ser travada. É que os seus efeitos no emprego são mais complexos do que a promessa política de uma substituição rápida por empregos verdes.</p>
<p>A Europa precisa de reduzir emissões, mas também de formar trabalhadores, reforçar redes elétricas, apoiar empresas em setores críticos e garantir que a criação de novos empregos acompanha o ritmo das perdas.</p>
<p>Sem essa preparação, a transição verde arrisca tornar-se economicamente necessária, mas socialmente difícil de defender.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770003]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Rússia quer fazer regressar dezenas de milhares de arménios para votar e travar viragem pró-Ocidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:50:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Diáspora arménia na Rússia é numerosa. Segundo algumas estimativas citadas pelo 'Euromaidan Press', poderá ultrapassar os dois milhões de pessoas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia estará a preparar um plano para transportar dezenas de milhares de arménios residentes no seu território até à Arménia para votarem nas legislativas de 7 de junho, numa tentativa de travar a aproximação de Erevan ao Ocidente e impedir a reeleição do primeiro-ministro Nikol Pashinyan. A informação é avançada pelo &#8216;Euromaidan Press&#8217;, que cita uma investigação da &#8216;Reuters&#8217; baseada em fontes governamentais, documentos e responsáveis ocidentais dos serviços de informação.</p>
<p>O alegado plano faz parte de uma campanha mais ampla atribuída a Moscovo, que inclui operações de desinformação, apoio a candidatos pró-russos, ameaças económicas e pressão sobre setores sensíveis da economia arménia, como o gás, a agricultura e as exportações de brandy.</p>
<p>Em causa está uma eleição decisiva para o futuro geopolítico da Arménia. Desde que chegou ao poder, em 2018, Pashinyan tem afastado gradualmente o país da órbita russa e reforçado contactos com a União Europeia e outros parceiros ocidentais.</p>
<p><strong>Porque é que os eleitores da diáspora são importantes?</strong></p>
<p>A diáspora arménia na Rússia é numerosa. Segundo algumas estimativas citadas pelo &#8216;Euromaidan Press&#8217;, poderá ultrapassar os dois milhões de pessoas. Mas os arménios que vivem no estrangeiro não podem votar à distância nas eleições nacionais.</p>
<p>Daí a importância do alegado plano: se dezenas de milhares de cidadãos arménios residentes na Rússia fossem transportados para votar presencialmente, poderiam ter peso numa eleição disputada. A operação permitiria mobilizar uma comunidade potencialmente mais exposta à influência política, económica e mediática de Moscovo.</p>
<p>A investigação citada pelo &#8216;Euromaidan Press&#8217; descreve precisamente esse ponto como uma das peças centrais da estratégia russa: levar fisicamente eleitores até à Arménia para tentar alterar o equilíbrio eleitoral.</p>
<p><strong>O candidato bilionário no centro da disputa</strong></p>
<p>Outro elemento da campanha atribuída a Moscovo é o apoio ao bilionário Samvel Karapetyan, empresário com dupla nacionalidade arménia e russa. Karapetyan está a ser julgado por alegados apelos ao derrube do Governo, acusações que nega.</p>
<p>O seu advogado, Robert Amsterdam, garante que o cliente desconhece qualquer apoio russo. Ainda assim, o nome do empresário surge associado, na investigação, à tentativa de Moscovo de reforçar alternativas políticas mais favoráveis aos seus interesses.</p>
<p>Para a Rússia, a continuidade de Pashinyan representa um risco estratégico. Thomas de Waal, investigador sénior do Carnegie Europe, resume essa leitura de forma direta: “O que Pashinyan está a tentar fazer é uma ameaça para a Rússia.”</p>
<p><strong>O ‘manual da Moldávia’ aplicado à Arménia</strong></p>
<p>A União Europeia já tinha alertado para sinais de interferência russa na política arménia. Em dezembro de 2025, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que “a Rússia e os seus representantes” estavam a intensificar campanhas de desinformação antes das legislativas.</p>
<p>Kallas comparou mesmo o caso ao que a UE diz ter observado na Moldávia, onde Moscovo foi acusada de recorrer a propaganda, redes de influência, pressão económica e mobilização eleitoral para travar a aproximação do país ao Ocidente.</p>
<p>A leitura europeia é que a estratégia se repete agora em Erevan: enfraquecer o Governo pró-ocidental, alimentar narrativas favoráveis a Moscovo, apoiar figuras políticas alternativas e usar a dependência económica como instrumento de pressão.</p>
<p><strong>A pressão do gás e das exportações</strong></p>
<p>A dimensão económica é outro ponto sensível. Moscovo tem associado a pressão política a ameaças sobre o fornecimento de gás natural barato e sobre o acesso de produtos arménios ao mercado russo.</p>
<p>Entre os setores vulneráveis estão as exportações de fruta, legumes, flores e brandy, áreas relevantes para a economia arménia e dependentes da relação comercial com a Rússia.</p>
<p>Em abril, Vladimir Putin avisou Pashinyan, numa reunião no Kremlin, que seria “impossível” a Arménia pertencer simultaneamente a uma união aduaneira com a União Europeia e à União Económica Eurasiática, liderada por Moscovo. A frase tornou-se uma síntese da pressão russa sobre Erevan: o país terá de escolher o seu alinhamento económico e político.</p>
<p><strong>Porque é que a Arménia se afastou de Moscovo?</strong></p>
<p>Durante décadas, a Arménia foi um dos aliados mais próximos da Rússia no espaço pós-soviético. Moscovo era vista como garante de segurança, sobretudo no conflito com o Azerbaijão em torno de Nagorno-Karabakh.</p>
<p>Esse quadro mudou de forma abrupta em setembro de 2023, quando o Azerbaijão pôs fim à presença militar arménia em Nagorno-Karabakh. Para muitos arménios, a passividade das forças russas de manutenção da paz foi interpretada como uma traição.</p>
<p>A partir daí, Pashinyan acelerou o afastamento. A Arménia suspendeu a participação na Organização do Tratado de Segurança Coletiva, aliança militar liderada pela Rússia, avançou com um quadro de integração com a União Europeia e passou a defender a retirada de tropas russas do território arménio.</p>
<p><strong>O que está em jogo nas eleições?</strong></p>
<p>As legislativas de 7 de junho são mais do que uma disputa interna pelo poder. Podem definir se a Arménia mantém a rota de aproximação ao Ocidente ou se volta a uma posição mais alinhada com Moscovo.</p>
<p>Uma vitória de Pashinyan reforçaria a viragem pró-ocidental e a tentativa de reduzir a dependência da Rússia. Uma derrota, sobretudo se beneficiar forças próximas de Moscovo, poderia travar ou inverter esse processo.</p>
<p>É por isso que o alegado plano para levar dezenas de milhares de arménios residentes na Rússia a votar ganha tanta relevância. Num país pequeno, numa eleição com forte peso geopolítico, a mobilização da diáspora pode ser mais do que um detalhe logístico: pode tornar-se uma ferramenta de influência.</p>
<p>Para Moscovo, a Arménia continua a ser uma peça estratégica no Cáucaso do Sul. Para Erevan, a eleição pode confirmar se o afastamento da Rússia é uma mudança estrutural ou apenas uma fase política reversível.</p>
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		<title>Irmãos franceses abandonados em Alcácer do Sal regressaram hoje a França</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:45:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os dois irmãos menores franceses abandonados na zona de Alcácer do Sal regressaram hoje a França, anunciou o Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os dois irmãos menores franceses abandonados na zona de Alcácer do Sal regressaram hoje a França, anunciou o Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal.</P><br />
<P>&#8220;A viagem foi organizada e acompanhada pelas autoridades francesas e portuguesas, procurando garantir o bem-estar destes meninos&#8221;, pode ler-se no comunicado enviado à agência Lusa pelo Conselho Superior de Magistratura (CSM).</P><br />
<P>Na nota, o Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal realçou &#8220;a extraordinária cooperação entre as diversas entidades envolvidas e o seu empenho em salvaguardar o superior interesse destas crianças num momento tão difícil das suas vidas&#8221;.</P><br />
<P>O tribunal, pode ler-se no comunicado do CSM, disse ainda esperar que o futuro reserve a estas duas crianças francesas &#8220;muitas alegrias e a segurança e afeto que merecem&#8221;.</P></p>
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		<title>Moody&#8217;s sobe &#8216;rating&#8217; de longo prazo da REN para &#8220;Baa1&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:15:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A agência de notação financeira Moody's subiu o 'rating' (avaliação) de longo prazo da REN para "Baa1" com 'outlook' (perspetiva) "estável", foi hoje comunicado ao mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A agência de notação financeira Moody&#8217;s subiu o &#8216;rating&#8217; (avaliação) de longo prazo da REN para &#8220;Baa1&#8221; com &#8216;outlook&#8217; (perspetiva) &#8220;estável&#8221;, foi hoje comunicado ao mercado.</p>
<p>&#8220;A agência de notação financeira Moody&#8217;s Ratings subiu hoje o &#8216;rating&#8217; de longo prazo da REN, de &#8216;Baa2&#8217; (&#8216;outlook&#8217; estável) para &#8216;Baa1&#8217;, com &#8216;outlook&#8217; estável&#8221;, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).</p>
<p>Numa outra nota, a REN precisou que a sua dívida de longo prazo tem o &#8216;rating&#8217; de &#8220;BBB+&#8221; nas agências Fitch e S&amp;P.</p>
<p>Na sessão de hoje da bolsa, as ações da REN subiram 0,14% para 3,54 euros.</p>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha no &#8216;vermelho&#8217; com Corticeira Amorim a liderar perdas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:14:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa encerrou hoje em terreno negativo, com o PSI a cair 0,12% para 9.076,53 pontos, num dia em que a Corticeira Amorim liderou as perdas, ao recuar mais de 2%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa encerrou hoje em terreno negativo, com o PSI a cair 0,12% para 9.076,53 pontos, num dia em que a Corticeira Amorim liderou as perdas, ao recuar mais de 2%. </P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice de referência nacional, oito fecharam a sessão em baixa e as restantes oito no &#8216;verde&#8217;. </P><br />
<P>Nas restantes principais bolsas europeias, o espanhol IBEX-35 subiu 0,45% e o alemão DAX valorizou-se 0,05%, enquanto o britânico FTSE 100 recuou 0,09% e o francês CAC-40 perdeu 0,07%.  </P></p>
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		<title>Dona do Novo Banco admite aposta nos seguros em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:14:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O presidente executivo do grupo francês BPCE, dono do Novo Banco, admitiu hoje a entrada no segmento dos seguros em Portugal, replicando o modelo de negócio em França, onde oferece produtos de seguros para os clientes bancários.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente executivo do grupo francês BPCE, dono do Novo Banco, admitiu hoje a entrada no segmento dos seguros em Portugal, replicando o modelo de negócio em França, onde oferece produtos de seguros para os clientes bancários.</p>
<p>&#8220;Em Portugal somos um banco, o Novo Banco, amanhã, claro, o plano é ter os produtos de seguros para servir os clientes bancários&#8221;, disse Nicolas Namias durante a inauguração, hoje, em Loures, de um centro de competências da empresa Natixis, do grupo francês.</p>
<p>A declaração surge no dia em que o Jornal Económico noticia que o BPCE está na fase final para comprar a seguradora GamaLife, do ramo de seguros de vida, gerido pela britânica Apax Partners.</p>
<p>Questionado pelos jornalistas sobre esse negócio durante a inauguração, Namias disse que não comenta os investimentos do grupo e referiu que há várias formas de alcançar o objetivo de concretizar em Portugal o modelo da bancasseguros.</p>
<p>&#8220;Vi isso no jornal esta manhã e nunca comento o assunto. A única coisa que lhe posso dizer é que o que fazemos em França, onde somos uma seguradora&#8221;, começou por responder.</p>
<p>&#8220;Somos uma seguradora e criamos produtos de seguros, soluções para os nossos clientes bancários&#8221;, afirmou, dizendo que em França esse segmento de atividade se chama &#8220;bancassurance&#8221; (bancasseguros).</p>
<p>&#8220;Queremos replicar isso aqui em Portugal&#8221;, admitiu, referindo que &#8220;há muitas formas de o fazer&#8221;.</p>
<p>&#8220;Descobri esta manhã no jornal uma forma possível&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Durante a inauguração do novo centro de competências da Natixis, Nicolas Namias salientou o investimento do grupo no país, referindo que Portugal se tornou estratégico para o BPCE como segundo mercado.</p>
<p>&#8220;A recente aquisição do Novo Banco dá uma nova dimensão ao BPCE aqui em Portugal, estamos a criar uma plataforma bancária mais ampla&#8221; que dá &#8220;uma maior capacidade para apoiar a economia portuguesa&#8221;, referiu.</p>
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		<title>Ucrânia: MNE convoca embaixador russo para explicações após drone atingir Roménia</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:13:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Incidente ocorreu durante a madrugada em Galati, uma cidade no leste da Roménia perto da fronteira com a Ucrânia e fez dois feridos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério dos Negócios Estrangeiros português convocou hoje o embaixador russo em Lisboa para pedir explicações sobre o drone que atingiu um edifício residencial na Roménia. Segundo o gabinete de Paulo Rangel numa informação divulgada aos jornalistas, &#8220;na sequência da condenação desta manhã do grave ataque russo que atingiu a Roménia, o embaixador da Federação Russa foi convocado para explicações&#8221;.</p>
<p>O incidente ocorreu durante a madrugada em Galati, uma cidade no leste da Roménia perto da fronteira com a Ucrânia e fez dois feridos.</p>
<p>O drone atingiu o décimo piso de um edifício residencial e a carga explosiva detonou por completo, disseram os bombeiros romenos, que conseguiram extinguir o incêndio provocado pelo impacto do aparelho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769929]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Municípios querem reforço de registo cadastral, mais sapadores e bolsa de empresas para limpeza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:12:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) tomou nota do prolongamento da limpeza de terrenos até 30 de junho, mas salienta a necessidade de reforçar o registo cadastral, mais sapadores florestais e uma bolsa de empresas para contratar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) tomou nota do prolongamento da limpeza de terrenos até 30 de junho, mas salienta a necessidade de reforçar o registo cadastral, mais sapadores florestais e uma bolsa de empresas para contratar.</P><br />
<P>&#8220;O prazo para limpeza dos terrenos no sentido de prevenir incêndios florestais em todo o território nacional, que terminava domingo, dia 31 de maio, será alargado até 30 de junho, conforme o Governo deu nota pública&#8221;, afirmou a ANMP, em resposta à Lusa, sobre o alargamento a todo o território do prazo já antes previsto apenas para as zonas afetadas pelas tempestades.</P><br />
<P>A associação notou que, &#8220;nos últimos anos, os prazos têm sido prorrogados em função das condições meteorológicas, nomeadamente temperaturas baixas e com previsão de chuva&#8221;.</P><br />
<P>Os prazos para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de fogos rurais, foram estipulados até 31 de maio, em geral, e até 30 de junho, nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, devido às tempestades de janeiro e fevereiro, mas nomeadamente a Federação Nacional de Associações de Proprietários Florestais (FNAPF) pediu o prolongamento do prazo em todo o território.</P><br />
<P>Perante o incumprimento dos particulares, que ficam sujeitos a coimas, a responsabilidade da limpeza recai sobre as autarquias, que posteriormente imputam os custos aos proprietários, mas num processo nada fácil.</P><br />
<P>&#8220;Para cumprir a obrigação de limpeza das faixas de gestão de combustível, os municípios têm de recorrer à contratação de empresas, o que, mesmo com ajuste direto excecional, obriga ao cumprimento de procedimentos e prazos mínimos do Código dos Contratos Públicos, o que condiciona a rapidez da intervenção&#8221;, reconheceu a ANMP.</P><br />
<P>Além disso, acrescentou, &#8220;o mercado não tem conseguido responder ao aumento da procura por empresas de limpeza de terrenos, o que tem provocado escassez de oferta e uma subida significativa dos preços, dificultando o controlo da despesa municipal&#8221;.</P><br />
<P>Por outro lado, quando os proprietários não limpam os terrenos, os procedimentos administrativos necessários para a intervenção legal dos municípios &#8220;podem demorar mais de 60 dias, incluindo notificações, audiência de interessados e decisão final&#8221;, podendo prolongar-se &#8220;devido a recursos administrativos ou judiciais&#8221;.</P><br />
<P>Um processo que &#8220;atrasa significativamente a intervenção necessária e, por vezes, pode mesmo inviabilizar essa intervenção&#8221;, frisou a ANMP.</P><br />
<P>&#8220;Em alguns casos, é ainda difícil aplicar a legislação, porque os proprietários não são identificáveis. Atualmente, apenas cerca de 40% dos terrenos estão cadastrados, pelo que há que incentivar o cadastro das propriedades&#8221;, advogou.</P><br />
<P>Questionada sobre propostas apresentadas, no sentido de uma maior eficácia, a associação presidida por Pedro Pimpão defendeu a colocação, &#8220;ao dispor das entidades intervenientes no levantamento da informação cadastral, de todos os meios humanos, técnicos e financeiros necessários à execução urgente do cadastro da propriedade rústica em todo o território&#8221;. </P><br />
<P>Medida que deve dar &#8220;prioridade, se necessário, aos terrenos situados junto dos aglomerados populacionais, tendo em conta o nível de risco&#8221;.</P><br />
<P>Outra proposta passa por reforçar &#8220;a criação de equipas de sapadores florestais, devendo ser salvaguardada especialmente a elegibilidade dos municípios no âmbito dos apoios, sem constrangimentos de qualquer natureza&#8221;, bem como do apoio aos Gabinetes Técnicos Florestais, no sentido de &#8220;permitir que os municípios recrutem mais técnicos para fazer face às crescentes competências que lhe são atribuídas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A criação de uma bolsa de empresas que executem trabalhos de limpeza nesta área, de forma a tornar mais célere a sua contratação pelos municípios&#8221;, é também apontada como proposta a levar a cabo na prevenção de incêndios.</P><br />
<P>Quanto aos meios disponibilizados para a prevenção, designadamente nas áreas afetadas pelas tempestades, a ANMP referiu que &#8220;as autarquias, em colaboração com outras entidades, estão a trabalhar no terreno, avaliando o risco para priorizar as intervenções necessárias&#8221;, principalmente &#8220;com vista à proteção dos aglomerados populacionais mais expostos ao risco de incêndio rural&#8221;.</P><br />
<P>Após consulta ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e à Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), deve entretanto ser publicado o despacho dos secretários de Estado da Proteção Civil e das Florestas, com a prorrogação do prazo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769947]]></sapo:autor>
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		<title>Itália quer ‘rebatizar’ a eletricidade: a luta diplomática de Giorgia Meloni por uma letra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 16:06:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alessandro Volta]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Alessandro Volta é considerado uma das figuras centrais da história da eletricidade. Entre as suas descobertas e invenções está a pilha elétrica, criada entre 1799 e 1800 e considerada antepassada da bateria moderna]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo italiano quer alterar o nome da unidade internacional de potencial elétrico de ‘volt’ para ‘volta’, numa homenagem ao físico italiano Alessandro Volta, dois séculos depois da sua morte. A proposta, avança o &#8216;POLITICO&#8217;, pretende recuperar a forma original do apelido do cientista, que acabou anglicizado no sistema internacional de unidades.</p>
<p>Volta é considerado uma das figuras centrais da história da eletricidade. Entre as suas descobertas e invenções está a pilha elétrica, criada entre 1799 e 1800 e considerada antepassada da bateria moderna. O físico italiano também é associado à descoberta do metano.</p>
<p><strong>O que quer Itália mudar?</strong></p>
<p>A unidade de potencial elétrico chama-se atualmente ‘volt’, precisamente em homenagem a Alessandro Volta. Mas o Governo de Giorgia Meloni quer acrescentar a letra final e transformar a designação em ‘volta’.</p>
<p>Para Roma, a proposta faz parte de um esforço mais amplo para valorizar o património científico italiano e sublinhar o papel do país nas grandes inovações tecnológicas internacionais.</p>
<p>O secretário de Estado italiano para a área digital, Alessio Butti, defendeu que a iniciativa vai além de uma questão linguística. Trata-se, segundo o governante, de dar “importante reconhecimento histórico” a um dos “pais da ciência moderna”, cujo trabalho mudou a relação da humanidade com a eletricidade e o progresso tecnológico.</p>
<p><strong>Porque é que o nome está em causa?</strong></p>
<p>A argumentação italiana assenta numa ideia simples: várias unidades de medida que homenageiam cientistas mantêm o apelido completo da pessoa que lhes deu origem. É o caso de hertz, newton ou watt.</p>
<p>No caso de Alessandro Volta, porém, o nome ficou reduzido à forma ‘volt’, sem o ‘a’ final. Para o Governo italiano, essa alteração apagou parcialmente a ligação direta ao apelido original do físico.</p>
<p>A proposta foi discutida em Paris por Alessio Butti com Annette Koo, diretora-geral do Bureau International des Poids et Mesures, a organização internacional responsável pelos padrões de medição.</p>
<p><strong>O que falta para a mudança avançar?</strong></p>
<p>A alteração não depende apenas de uma decisão italiana. O plano de Roma passa primeiro por implementar a mudança a nível doméstico e depois tentar levá-la ao plano internacional.</p>
<p>O objetivo é que a proposta possa chegar a uma votação formal na Conferência Geral do Bureau International des Poids et Mesures, prevista para outubro deste ano.</p>
<p>Isso significa que, mesmo que Itália avance internamente, a mudança para ‘volta’ só teria alcance internacional se fosse aprovada no quadro das instituições responsáveis pelo sistema de unidades.</p>
<p><strong>Uma proposta simbólica, mas com peso político</strong></p>
<p>A iniciativa tem uma dimensão científica, mas também política e cultural. O Governo italiano apresenta a proposta como uma forma de devolver visibilidade internacional a um nome central da ciência italiana.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a mudança encaixa numa estratégia mais ampla de afirmação nacional do património histórico e científico do país. Não está em causa a unidade em si, nem o seu valor técnico, mas o nome usado para a designar.</p>
<p>Se avançar, a alteração faria com que uma das palavras mais comuns no vocabulário da eletricidade passasse a refletir de forma mais direta o apelido do cientista que lhe deu origem.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769943]]></sapo:autor>
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		<title>O elétrico pioneiro da Nissan está de volta: novo LEAF chega à pré-venda em Portugal com 622 km de autonomia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:56:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Campanha de lançamento inclui uma oferta exclusiva para os primeiros clientes: três anos de manutenção incluída. Para garantir a pré-reserva, os interessados terão de pagar um sinal de 300 euros, assegurando prioridade no processo de encomenda e acesso às condições especiais desta fase inicial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Nissan abriu a campanha oficial de pré-vendas da nova geração do LEAF em Portugal, marcando o início de uma nova fase para um dos modelos mais reconhecidos da mobilidade elétrica. A terceira geração do elétrico já pode ser reservada online, em leaf.nissan.pt, e na Rede de Concessionários Nissan, com preço a partir de 29.990 euros + IVA.</p>
<p>A campanha de lançamento inclui uma oferta exclusiva para os primeiros clientes: três anos de manutenção incluída. Para garantir a pré-reserva, os interessados terão de pagar um sinal de 300 euros, assegurando prioridade no processo de encomenda e acesso às condições especiais desta fase inicial.</p>
<p>O novo Nissan LEAF chega ao mercado com duas opções de bateria, de 52 kWh e 75 kWh, e uma autonomia máxima anunciada de até 622 quilómetros. A marca destaca ainda a capacidade de carregamento rápido até 150 kW, permitindo recuperar até 417 quilómetros de autonomia em 30 minutos.</p>
<p>Um elétrico mais competitivo para particulares e empresas</p>
<p>Com esta nova geração, a Nissan procura reforçar o papel do LEAF como uma proposta elétrica acessível e competitiva, tanto para clientes particulares como para empresas. O modelo combina uma autonomia mais elevada, maior capacidade de carregamento e uma abordagem tecnológica mais evoluída face às gerações anteriores.</p>
<p>A terceira geração do LEAF integra um novo sistema de propulsão elétrico 3 em 1, que reúne motor, inversor e redutor numa única unidade. Esta solução permite reduzir peso e dimensão, melhorar a eficiência energética e reforçar a dinâmica de condução.</p>
<p>A experiência ao volante surge como uma das apostas do novo modelo, com a Nissan a prometer uma condução mais refinada, eficiente e envolvente, mantendo o posicionamento do LEAF como uma porta de entrada relevante para a mobilidade 100% elétrica.</p>
<p>Mais tecnologia e assistência à condução</p>
<p>O novo LEAF inclui sistemas avançados de assistência ao condutor, entre os quais Cruise Control Inteligente e Assistência à Manutenção na Faixa de Rodagem. A conectividade foi também melhorada, com funcionalidades inteligentes pensadas para simplificar o uso diário do veículo.</p>
<p>A Nissan apresenta esta geração como uma evolução profunda do modelo, tanto ao nível da eficiência como da experiência de utilização. O objetivo é responder a uma das principais preocupações dos condutores que ponderam mudar para um elétrico: a autonomia em viagens mais longas, sem perder competitividade no preço.</p>
<p>Reconhecimento internacional antes da chegada ao mercado</p>
<p>Antes da chegada ao mercado português, o novo Nissan LEAF já recebeu reconhecimento internacional. A terceira geração foi eleita Vencedor Absoluto de 2026 e Melhor Compacto do Mundo nos Women’s Worldwide Car of the Year.</p>
<p>O modelo ficou ainda entre os três finalistas do World Car of the Year, reforçando a visibilidade internacional de uma proposta que recupera um nome histórico da mobilidade elétrica.</p>
<p>Lançado originalmente como um dos primeiros elétricos de grande produção, o LEAF tornou-se uma referência no segmento. Agora, a Nissan procura reposicionar o modelo num mercado mais competitivo, onde autonomia, preço, carregamento e tecnologia pesam cada vez mais na decisão de compra.</p>
<p>Com preço a partir de 29.990 euros + IVA, autonomia até 622 quilómetros e três anos de manutenção incluída para os primeiros clientes, o novo LEAF chega à pré-venda com uma proposta clara: transformar um nome pioneiro da mobilidade elétrica num concorrente mais forte para a nova fase do mercado elétrico.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769938]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Explicador. Ar condicionado, calor extremo e Ormuz: a &#8216;tempestade perfeita&#8217; que ameaça provocar falhas de energia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:52:04 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[apagões]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma vaga de calor intensa em vários países asiáticos está a pressionar os mercados de carvão e gás, numa altura em que a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão já provocou uma crise energética global com o encerramento do Estreito de Ormuz]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vaga de calor intensa em vários países asiáticos está a pressionar os mercados de carvão e gás, numa altura em que a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão já provocou uma crise energética global com o encerramento do Estreito de Ormuz. </p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; escreve que a combinação entre temperaturas extremas, maior uso de ar condicionado e escassez de gás está a criar uma ‘tempestade perfeita’ para falhas de abastecimento, com os meses mais quentes do ano ainda pela frente.</p>
<p>Na Índia, as temperaturas chegaram aos 47 graus Celsius em vários estados este mês, levando a procura de eletricidade a um recorde de 271 gigawatts durante quatro dias consecutivos. O valor já correspondia ao limite que a autoridade da rede elétrica indiana previa para todo o ano de 2026-2027, apesar de ainda faltarem três meses de verão.</p>
<p><strong>O que está a acontecer?</strong></p>
<p>O calor extremo está a aumentar de forma abrupta o consumo de eletricidade, sobretudo por causa dos aparelhos de ar condicionado. O Ministério da Energia da Índia confirmou que o pico de procura está ligado ao “maior uso de equipamentos de refrigeração”.</p>
<p>O problema é que a procura já não está apenas a subir em quantidade. Está também a mudar de calendário. Antes, os maiores picos surgiam em junho ou julho. Depois passaram para maio. Agora, segundo especialistas citados pelo &#8216;The Independent&#8217;, a Índia já registou picos muito elevados em abril.</p>
<p>A situação é agravada pela humidade. Com a chegada da monção, o calor torna-se mais difícil de suportar e os aparelhos de ar condicionado trabalham durante mais horas, incluindo à noite. Isto coloca pressão adicional sobre uma rede elétrica que precisa de responder a consumos cada vez mais prolongados.</p>
<p><strong>Porque é que Ormuz agrava o problema?</strong></p>
<p>O encerramento do Estreito de Ormuz, na sequência da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, reduziu a disponibilidade de petróleo e gás natural liquefeito no mercado internacional. Pelo estreito passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo e um terço do gás natural liquefeito.</p>
<p>A Índia é um dos grandes importadores de energia da Ásia e foi particularmente afetada. O Qatar, que fornecia cerca de 40% das importações indianas de gás natural liquefeito, reduziu fortemente os envios. Nova Deli tentou compensar com mais compras a Omã, Estados Unidos, Austrália, Nigéria, Angola, Mauritânia e Indonésia, mas a pressão mantém-se.</p>
<p>Como o gás está mais caro e mais escasso, as centrais a gás, que normalmente ajudam a cobrir a diferença entre a produção solar durante o dia e a procura elétrica à noite, estão a ser racionadas em vários pontos da região.</p>
<p><strong>O carvão volta a ganhar peso</strong></p>
<p>Com menos gás disponível, a pressão recai sobre o carvão. No minuto de maior procura elétrica na Índia, a 21 de maio, as centrais térmicas asseguraram 62,8% da carga real.</p>
<p>As reservas de carvão nas centrais térmicas indianas estão em pouco mais de 23 dias de consumo, abaixo da meta oficial de 30 dias. Para responder à procura, o Ministério da Energia já tinha ordenado às centrais a carvão que adiassem manutenções planeadas.</p>
<p>Este é o dilema central. A Índia está a expandir rapidamente as renováveis, mas a procura de eletricidade cresce ainda mais depressa. Em 2024, o carvão gerou 75% da eletricidade consumida no país, enquanto o gás representou menos de 3%.</p>
<p><strong>O papel do ar condicionado</strong></p>
<p>O ar condicionado é hoje uma das grandes variáveis do sistema energético indiano. Estes equipamentos já representam entre 60 e 70 gigawatts da procura elétrica de ponta no país.</p>
<p>A tendência é de forte crescimento. A Índia instala entre 10 e 15 milhões de novos aparelhos de ar condicionado por ano e deverá acrescentar entre 130 e 150 milhões na próxima década. Nas cidades indianas, a taxa de posse de ar condicionado ainda ronda apenas 15%, mas está a subir rapidamente.</p>
<p>Segundo um estudo do India Energy and Climate Center, da Universidade da Califórnia, Berkeley, sem intervenção política, os aparelhos de ar condicionado poderão representar mais de 30% da procura elétrica máxima da Índia em 2035.</p>
<p>O risco é simples: cada aparelho instalado hoje cria consumo futuro durante anos. Se esses equipamentos forem pouco eficientes, a rede ficará cada vez mais exposta a picos de procura, custos elevados e risco de apagões.</p>
<p><strong>As renováveis ajudam, mas não resolvem tudo</strong></p>
<p>A energia solar já está a ajudar a absorver parte do choque. No minuto de maior procura na Índia, a produção solar assegurou 22% da carga, segundo o Centre for Research on Energy and Clean Air. A nível global, a geração elétrica fóssil caiu 1% em março face ao ano anterior, enquanto a solar subiu 15% e a eólica 7,6%.</p>
<p>Mas há um problema: o pico de calor não acaba quando o sol se põe. Durante o dia, os painéis solares ajudam a alimentar a rede. Ao final da tarde e à noite, quando as temperaturas continuam elevadas e os aparelhos de ar condicionado permanecem ligados, a produção solar desaparece.</p>
<p>Sem baterias suficientes para armazenar a energia solar produzida durante o dia, a rede volta a depender de carvão e gás para assegurar o consumo noturno. É por isso que os especialistas defendem que a transição energética precisa agora de uma nova prioridade: não basta instalar mais renováveis, é preciso armazenar essa eletricidade e entregá-la quando é necessária.</p>
<p>A Índia tem atualmente cerca de 6 gigawatts de capacidade de armazenamento em baterias, mas precisará de 61 gigawatts até 2030. A diferença entre o que existe e o que será necessário é uma das fragilidades centrais do sistema.</p>
<p><strong>O que pode ser feito?</strong></p>
<p>Há duas respostas principais: mais armazenamento e aparelhos mais eficientes. O estudo da Universidade da Califórnia, Berkeley, conclui que duplicar a eficiência dos aparelhos de ar condicionado poderia reduzir a procura de ponta em 47 gigawatts até 2035. Esse valor equivale a cerca de 100 grandes centrais elétricas e poderia poupar até 2 mil milhões de libras, cerca de 2,3 mil milhões de euros, nas contas dos consumidores.</p>
<p>A Índia tem prevista para 2028 uma atualização das normas de eficiência energética para aparelhos de ar condicionado, com uma subida de 25% no limiar mínimo exigido. Os investigadores defendem, porém, um roteiro mais ambicioso, para que os equipamentos mais eficientes hoje disponíveis no mercado indiano se tornem o padrão mínimo até 2033.</p>
<p>O Governo indiano também tem apelado às famílias para deslocarem consumos para antes do pôr do sol, de forma a aproveitar melhor a produção solar e reduzir a dependência de combustíveis importados.</p>
<p><strong>Porque isto importa para o clima?</strong></p>
<p>O problema é circular. O aquecimento global aumenta a frequência, duração e intensidade das vagas de calor. Essas vagas de calor aumentam o uso de ar condicionado. Esse consumo adicional, quando alimentado por carvão e gás, gera mais emissões. E essas emissões agravam a crise climática que torna o calor mais extremo.</p>
<p>Segundo dados citados pelo &#8216;The Independent&#8217;, os dias de vaga de calor na Índia aumentaram desde 1961 e os episódios de calor húmido extremo tornaram-se mais frequentes. Um estudo da World Weather Attribution concluiu que a crise climática triplicou a probabilidade de fenómenos deste tipo.</p>
<p>Há também um impacto na saúde. Um estudo de 2024 indicou que a crise climática está a acrescentar entre 50 e 80 noites por ano com temperaturas superiores a 25 graus Celsius, afetando o sono, aumentando riscos para a saúde e elevando ainda mais a procura por refrigeração.</p>
<p><strong>Uma crise que começa na energia, mas pode acabar em apagões</strong></p>
<p>A pressão sobre a Índia é hoje o exemplo mais visível, mas a tendência é asiática. Em Seul, as temperaturas têm estado cerca de 13% acima da média histórica desde meados de maio. Em Xangai, a média está 12% acima do normal e, em Tóquio, cerca de 10%.</p>
<p>A Agência Internacional de Energia prevê que a percentagem de habitações com ar condicionado na Ásia suba de 36% em 2022 para 60% em 2050. Isto significa que a eletrificação do conforto térmico será uma das grandes pressões futuras sobre as redes elétricas.</p>
<p>O aviso dos especialistas é claro: sem baterias, eficiência energética e redes mais preparadas, cada verão extremo pode tornar-se mais um argumento para queimar carvão. E cada novo pico de calor pode aproximar a região de apagões ou de respostas de emergência caras e poluentes.</p>
<p>Num mundo em que o calor extremo cresce ao mesmo tempo que as guerras ameaçam rotas energéticas vitais, a segurança elétrica deixou de depender apenas da capacidade de produzir energia. Passou também a depender da capacidade de a guardar, usar melhor e evitar que milhões de aparelhos de ar condicionado transformem o alívio imediato num novo problema climático.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769915]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal pode suspender registos biométricos nos aeroportos se necessário, responde Bruxelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[aeroportos de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Bruxelas]]></category>
		<category><![CDATA[Governo registos biométricos]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia confirmou hoje que Portugal pode suspender parcialmente o registo de dados biométricos quando necessário, sublinhando que tal está previsto, até setembro, no regulamento do Sistema de Entrada/Saída na União Europeia (UE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia confirmou hoje que Portugal pode suspender parcialmente o registo de dados biométricos quando necessário, sublinhando que tal está previsto, até setembro, no regulamento do Sistema de Entrada/Saída na União Europeia (UE).</p>
<p>Em declarações à Lusa, uma porta-voz do executivo comunitário referiu que &#8220;Portugal confirmou que irá recorrer à suspensão parcial do registo de dados biométricos quando necessário, para garantir a fluidez durante os períodos de pico, tal como permitido pelo direito da UE. Isto já estava previsto no regulamento&#8221;.</p>
<p>A mesma fonte reiterou que Bruxelas está em contacto com os restantes Estados-membros, no que se refere à aplicação do Sistema de Entrada/Saída (EES, na sigla inglesa) nas fronteiras externas da UE.</p>
<p>O executivo comunitário mantém que os problemas no sistema de controlo de passaportes, que tem causado longas filas de espera nomeadamente no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, &#8220;podem dever-se a várias razões e, muito frequentemente, não estão relacionados com o funcionamento do EES. É também esse o caso aqui&#8221;.</p>
<p>Segundo Bruxelas, o direito da UE prevê flexibilidades e procedimentos de contingência para fazer face a quaisquer situações excecionais.</p>
<p>Portugal acionou junto das instituições europeias o mecanismo legal que permite suspender a recolha de dados biométricos nos aeroportos em situações de grande demora no controlo de fronteiras.</p>
<p>A confirmação foi feita pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, no aeroporto de Lisboa, no dia da entrada em funcionamento de um reforço de meios humanos e técnicos no controlo de fronteiras.</p>
<p>Questionado sobre a notícia da SIC que dava conta que Portugal tinha notificado Bruxelas para suspender o controlo de dados biométricos, Luís Neves respondeu tratar-se do &#8220;cumprimento da lei&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que permite a lei é, em situações de facto de grande demora, que haja a suspensão da recolha de dados biométricos, o que não põe em causa a segurança nem do país, nem da União Europeia&#8221;, afirmou.</p>
<p>A suspensão da recolha de dados biométricos é possível em pontos de passagem de fronteira específicos e por um período de tempo limitado em caso de circunstâncias excecionais que conduzam a tempos de espera excessivos.</p>
<p>Esta possibilidade existe até setembro, cobrindo, portanto, o período de pico das viagens de verão.</p>
<p>A Comissão destaca ainda que a fluidez das fronteiras deve também ser assegurada pelos Estados-membros através da disponibilização de um número adequado de guardas de fronteira, de soluções automatizadas, como quiosques de self-service e e-gates (portas eletrónicas), e da utilização da aplicação de pré-registo &#8216;Travel to Europe&#8217;.</p>
<p>A Comissão assegura que &#8220;os desafios enfrentados em Portugal, incluindo os tempos de espera mais longos, não estão relacionados com quaisquer problemas no funcionamento do Sistema de Entrada/Saída&#8221;.</p>
<p>O aeroporto de Lisboa tem a partir de hoje um reforço de 48 agentes da PSP e mais &#8216;boxes&#8217; e &#8216;e-gates&#8217;, segundo o Ministério da Administração Interna (MAI).</p>
<p>Para agilizar o controlo de fronteiras, o aeroporto de Lisboa passa a ter 34 &#8216;boxes&#8217; [postos de controlo de documentos] nas chegadas, mais 14 do que as atuais, e 18 nas partidas, mais quatro.</p>
<p>Na fronteira automática o aeroporto passa a ter 32 &#8216;e-gates&#8217; [portas eletrónicas] nas chegadas, mais 14 do que as atuais, e 18 nas partidas, mais quatro.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769916]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vinhos do Alentejo geram quase 1,45 mil M€ para economia portuguesa, revela estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:45:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Vinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Vinhos do Alentejo geram quase 1,45 mil milhões de euros para a economia portuguesa e acrescentam cerca de 673 milhões ao PIB, revelou um estudo socioeconómico da NOVA SBE apresentado hoje em Évora.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os Vinhos do Alentejo geram quase 1,45 mil milhões de euros para a economia portuguesa e acrescentam cerca de 673 milhões ao PIB, revelou um estudo socioeconómico da NOVA SBE apresentado hoje em Évora.</P><br />
<P>Numa sessão promovida pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) foram divulgados os resultados do estudo socioeconómico desenvolvido pela da NOVA School of Business &amp; Economics (NOVA SBE), da Universidade Nova de Lisboa.</P><br />
<P>A investigação conclui que o setor do vinho do Alentejo gera praticamente 1,45 mil milhões de impacto total na economia nacional, incorporando o efeito direto, indireto e induzido, incluindo o efeito a jusante, associado à distribuição e à restauração.</P><br />
<P>A CVRA divulgou ainda que, de acordo com o estudo, o vinho do Alentejo acrescentou cerca de 673 milhões de euros ao Produto Interno Bruto (PIB), em 2023, número que pode ser extrapolado para outros anos subsequentes.</P><br />
<P>&#8220;O setor vitivinícola alentejano contribuiu ainda com 95 milhões de euros em receita fiscal para o Estado [&#8230;], sustentou mais de 21 mil empregos diretos e assegurou 269 milhões de euros em remunerações&#8221;, adiantou.</P><br />
<P>Os dados revelam igualmente o peso do Alentejo no panorama vitivinícola nacional, com a região a representar cerca de 16,4% da produção nacional de vinho, 16,8% da produção nacional de vinho com Denominação de Origem Protegida (DOP) e 19% da produção nacional de vinho com Indicação Geográfica Protegida (IGP).</P><br />
<P>&#8220;Este estudo teve como objetivo central estimar o impacto socioeconómico do setor do Vinho do Alentejo em Portugal, tendo em conta o contributo deste setor para a economia portuguesa, tanto em termos diretos como indiretos e induzidos&#8221;, assumem os autores da investigação, logo no início do trabalho.</P><br />
<P>Esta é uma das iniciativas apresentadas hoje pela CVRA e enquadradas no Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que define as prioridades da região até ao final da década.</P><br />
<P>O plano estratégico tem como &#8220;principal objetivo aumentar o valor gerado pela fileira vitivinícola alentejana, projetando o Alentejo como uma das grandes regiões de vinho do mundo&#8221;, destacou a CVRA.</P><br />
<P>À margem da sessão de hoje, em declarações aos jornalistas, o presidente da CVRA, Luís Sequeira, lembrou que, no âmbito do Plano Estratégico 2026-2031, a meta passa por duplicar as exportações de vinho da região, passando dos atuais 20 milhões de litros para 40 milhões até 2030.</P><br />
<P>Com base no estudo da NOVA SBE agora apresentado, há &#8220;metas perfeitamente definidas&#8221;, disse, revelando o objetivo passa por aumentar o contributo &#8220;de 1,5 mil milhões de euros que os Vinhos do Alentejo representam&#8221; para a economia para, dentro de cinco anos, a região estar muito próxima &#8220;de um negócio induzido de dois mil milhões de euros&#8221;.</P><br />
<P>E, em termos de contributo para o PIB nacional, passar de &#8220;cerca de 600 milhões&#8221; para &#8220;praticamente 900 milhões&#8221;, traçou Luís Sequeira.</P><br />
<P>&#8220;Os preços da exportação são mais altos e é justamente também por essa razão que queremos apostar cada vez mais na exportação, não só porque conseguimos valores mais altos, mas também porque conseguimos afirmar a região em todo o mundo&#8221;, defendeu, indicando que a região já selecionou mercados específicos, como Brasil, Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, nos quais vai focar os seus esforços promocionais.</P><br />
<P>O modelo do Plano Estratégico definido pela CVRA não assenta, precisamente no aumento do volume de vinho vendido, porque não é isso que o mercado procura, frisou: &#8220;O que nós pretendemos é, de facto, aumentar consideravelmente em valor&#8221;.</P></p>
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		<title>Dona do Novo Banco diz que Portugal se tornou estratégico para o grupo BPCE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:45:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente executivo do BPCE, dono do Novo Banco, afirmou hoje que Portugal se tornou um país estratégico para o grupo bancário francês, sendo agora o seu segundo mercado, e prometeu apoiar a economia portuguesa a pensar no longo prazo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente executivo do BPCE, dono do Novo Banco, afirmou hoje que Portugal se tornou um país estratégico para o grupo bancário francês, sendo agora o seu segundo mercado, e prometeu apoiar a economia portuguesa a pensar no longo prazo.</p>
<p>&#8220;A recente aquisição do Novo Banco dá uma nova dimensão ao BPCE aqui em Portugal, estamos a criar uma plataforma bancária mais ampla&#8221; que dá &#8220;uma maior capacidade para apoiar a economia portuguesa&#8221;, referiu o presidente executivo, Nicolas Namias, referindo-se aos investimentos que o grupo está a fazer em Portugal, com o Novo Banco e com o crescimento da empresa Natixis.</p>
<p>Portugal &#8220;tornou-se um país estratégico para o grupo BPCE&#8221;, disse Namias, que está hoje em Portugal para inaugurar em Moscavide, concelho de Loures, junto ao Parque das Nações, um centro de competências da Natixis, que pertence ao BPCE.</p>
<p>O BPCE comprou o Novo Banco em abril por 6.700 milhões de euros aos anteriores acionistas, o fundo norte-americano Lone Star, que detinha 75% do capital, e ao Estado português, que tinha uma participação de 25%.</p>
<p>&#8220;Queremos crescer aqui ao longo do tempo de uma forma sustentável&#8221;, afirmou Namias, dizendo que o papel de um banco passa por apoiar a economia onde está presente.</p>
<p>&#8220;Essa é a definição de um banco: apoiar a economia onde operamos. Foi o que fizemos em França nos últimos 200 anos. É isso que vamos fazer agora em Portugal&#8221;, prometeu.</p>
<p>No caso de Portugal, o líder do grupo francês salientou como fatores atrativos o facto de ter &#8220;uma economia forte&#8221;, uma &#8220;taxa de crescimento sempre acima&#8221; da área do euro, indicadores económicos fortes e contas públicas equilibradas.</p>
<p>Presente na inauguração, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou que este &#8220;é um projeto muito importante para o país&#8221; e salientou o número de trabalhadores que a Natixis espera ter em Portugal, cerca de 4.000 no Porto e Lisboa até 2029, por ter um impacto &#8220;numa pequena economia como Portugal&#8221;.</p>
<p>Miranda Sarmento referiu-se ao investimento como &#8220;um sinal de confiança no país&#8221;, agradeceu as palavras do CEO do BPCE sobre a situação económica e referiu-se à importância de atrair projetos na indústria e serviços, notando que Portugal &#8220;ainda tem uma baixa produtividade, uma baixa competitividade e um Produto Interno Bruto potencial baixo&#8221;.</p>
<p>Nicolas Namias garantiu que &#8220;o Novo Banco continuará a ser um banco português, gerido localmente, com a sua autonomia, evidentemente no âmbito da estratégia e da supervisão do BPCE&#8221;. A pensar em sinergias, &#8220;a ideia é utilizar a experiência do BPCE e disponibilizá-la aos clientes do Novo Banco&#8221;, explicou.</p>
<p>O presidente do grupo Natixis em Portugal, Etienne Huret, disse que a empresa manterá equipas no Porto e terá outras em Lisboa, não havendo risco de Lisboa absorver as atividades que já existem no centro onde a empresa se instalou inicialmente.</p>
<p>O objetivo da Natixis, que hoje tem cerca de 3.300 trabalhadores em Portugal, é passar a ter cerca de 4.000 profissionais dentro de 24 a 30 meses.</p>
<p>Além de Miranda Sarmento, a inauguração contou com a presença do secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Maria Brandão de Brito, e do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.</p>
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		<title>Governo diz que tempo de espera nas filas no aeroporto de Lisboa baixou 50%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:25:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo anunciou hoje uma redução de 50% no tempo de espera nas filas do controlo de fronteiras no aeroporto de Lisboa, no primeiro dia de reforço de meios humanos e técnicos naquela infraestrutura.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo anunciou hoje uma redução de 50% no tempo de espera nas filas do controlo de fronteiras no aeroporto de Lisboa, no primeiro dia de reforço de meios humanos e técnicos naquela infraestrutura.</p>
<p>&#8220;Os números que temos, no pico da manhã, [apontam para] 50% menos do tempo de espera em fila&#8221;, afirmou o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, no aeroporto de Lisboa, onde esteve acompanhado pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.</p>
<p>À margem das declarações, o presidente executivo da ANA &#8212; Aeroportos de Portugal, Thierry Ligonnière, detalhou à Lusa que a avaliação feita hoje apontava para &#8220;cerca de 13 minutos de espera nas partidas&#8221; e &#8220;um bocadinho menos de uma hora nas chegadas&#8221;.</p>
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		<title>Detidos por corrupção na Águas de Gaia em silêncio perante juiz de instrução</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 15:24:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os 13 detidos na operação "Águas Turvas", que investiga um alegado esquema de corrupção na empresa municipal Águas de Gaia (ADGaia), remeteram-se hoje ao silêncio no primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os 13 detidos na operação &#8220;Águas Turvas&#8221;, que investiga um alegado esquema de corrupção na empresa municipal Águas de Gaia (ADGaia), remeteram-se hoje ao silêncio no primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.</p>
<p>Fonte judicial explicou à agência Lusa que nenhum dos arguidos quis prestar declarações perante o juiz de instrução criminal, seguindo-se agora a fase em que o Ministério Público vai promover as medidas de coação que entende ser adequadas a cada um dos arguidos.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, as medidas de coação serão conhecidas entre segunda e terça-feira, devendo os arguidos permanecer detidos até lá.</p>
<p>Os 13 detidos são sete funcionários da ADGaia, três dos quais com cargos de chefia, um ex-funcionário e cinco empresários ligados à construção civil e à venda de materiais.</p>
<p>&#8220;A investigação, em curso há cerca de 17 meses, incide sobre um amplo esquema organizado de criminalidade económico-financeira, desenvolvido através da conjugação de esforços entre empresários do setor privado e funcionários da Empresa Municipal Águas de Gaia (ADGaia), com poderes decisórios relevantes no âmbito da contratação pública e sua respetiva execução&#8221;, adiantou a Polícia Judiciária (PJ) na terça-feira, dia das detenções, em comunicado.</p>
<p>O Ministério Público (MP) sustenta que os sete funcionários da Águas de Gaia detidos manipularam, alegadamente, dezenas de contratos para adjudicação ao mesmo empreiteiro em troca de dinheiro, eletrodomésticos, compras, jantares, férias, obras em casa e consultas médicas.</p>
<p>Um despacho judicial, a que a agência Lusa teve anteriormente acesso, refere que, entre 2009 e 03 de fevereiro de 2026, um empresário da construção, outro dos 13 detidos, teve a adjudicação de 98 contratos públicos, de quase 11 milhões de euros, 81 deles celebrados com a ADGAIA, tendo emitido faturas à empresa municipal no montante global de cerca de 8,5 milhões de euros.</p>
<p>A investigação diz que em 2024 e em 2025 este empreiteiro faturou à ADGaia cerca de 1,8 milhões de euros, representando 73% da sua faturação total, acrescentando que, nestes dois anos, o arguido efetuou levantamentos bancários superiores a 45 mil euros, para supostos pagamentos em numerários aos funcionários detidos, alguns dos quais diretores.</p>
<p>O despacho indica que o empresário pagou almoços e jantares aos funcionários com o objetivo de, alegadamente, os recompensar e para continuar a ser beneficiado em futuras adjudicações.</p>
<p>Quanto ao ex-funcionário da ADGaia detido, a investigação apurou que, em março de 2024, o suspeito, à data diretor da Direção das Águas e Abastecimento (DAA), constituiu uma sociedade à qual se dedicou plenamente a partir de maio de 2025, quando se aposentou.</p>
<p>Segundo o MP, esta sociedade não tem qualquer estrutura empresarial minimamente compatível com o exercício regular de uma atividade económica, não dispondo de trabalhadores nem de meios materiais ou logísticos.</p>
<p>Em 2024 e 2025 esta sociedade apresentou um volume de faturação de quase 1,94 milhões de euros e foi, acredita a investigação, constituída com o propósito de, através dela, o suspeito receber fundos financeiros, que lhe foram pagos por empresários detidos, como contrapartida da manipulação e favorecimento dessas empresas nos procedimentos concursais lançados por DAA, por si gerida até 15 de maio de 2025.</p>
<p>Após se aposentar, a investigação diz que o suspeito manteve a sua esfera de influência e contactos sobre alguns funcionários, particularmente sobre três dos suspeitos.</p>
<p>Em causa está a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, abuso de poder e branqueamento.</p>
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