Trabalhadores e dirigentes sindicais do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa promovem esta terça-feira, dia 3 de maio, uma concentração junto ao Ministério do Trabalho, em Lisboa, em defesa do Acordo de Empresa.
Segundo os sindicatos, a administração da instituição decidiu denunciar o Acordo de Empresa em vigor, o que tem vindo a ser contestado pelos trabalhadores, que em dezembro realizaram uma greve.
A 22 de abril, um grupo de 15 trabalhadores reuniu-se à porta da instituição para acordar novas formas de luta, nomeadamente uma concentração em frente ao Ministério do Trabalho, esta terça-feira, para exigir uma posição por parte da ministra, Ana Mendes Godinho.
Os trabalhadores decidiram ainda “pedir solidariedade” a outros sindicatos para dar corpo à concentração em frente ao Ministério do Trabalho. Caso não obtenham resposta, equacionam o recurso aos tribunais.
“A administração decidiu denunciar em outubro o Acordo de Empresa e começar a cortar nas chamadas horas penosas (noites e fins de semana)”, disse à agência Lusa Rui Marroni, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, segundo o qual a medida representa, em média, cortes de 20%, 25% ou 30% no vencimento auferido pelos trabalhadores.
Em dezembro, os trabalhadores estiveram em greve para contestar a decisão do conselho de administração, nomeado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que considerou que o AE estava caducado.
O Hospital da Cruz Vermelha anunciou nesse mês que denunciou o Acordo de Empresa em 2016, sem que até à data tivesse conseguido chegar a acordo com os trabalhadores, mas disse que a caducidade do documento não implica perda de direitos.
Em comunicado divulgado durante a greve, a 14 de dezembro, o conselho de administração defendeu que se mantêm “os direitos mais impactantes para os trabalhadores, de natureza retributiva”.
Os trabalhadores acusam a administração de pretender “caducar o Acordo de Empresa”, apesar de a lei “não o permitir”.













