Trabalhadores da Veolia no Super Bock Group em greve de 3 dias a 10 de fevereiro

Os funcionários da Veolia que trabalham nas instalações da Super Bock Bebidas decidiram marcar uma greve de três dias, a partir de 10 de fevereiro, após a empresa não aceitar negociar salários, foi hoje anunciado.

Executive Digest com Lusa

Os funcionários da Veolia que trabalham nas instalações da Super Bock Bebidas decidiram marcar uma greve de três dias, a partir de 10 de fevereiro, após a empresa não aceitar negociar salários, foi hoje anunciado.

Os trabalhadores já tinham marcado uma greve no início de janeiro, mas acabaram por suspendê-la após a empresa ter mostrado abertura para negociação.

Decidiram agora retomar a paralisação, que se realizará por três dias consecutivos, a partir das 0:00h da próxima segunda-feira, dia 10 de fevereiro, devido à falta de resposta às exigências salariais.

As negociações com a empresa, ocorridas após a suspensão da greve em janeiro, já permitiram a “correção da escala de trabalho com várias melhorias no que diz respeito à previsibilidade dos horários de trabalho, e ainda à regulamentação de uma série de questões pendentes e relativas à disponibilidade dos trabalhadores para execução de trabalho suplementar”, avançou o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab), em comunicado.

Contudo, a Veolia “mantém-se irredutível na posição de não negociar aumentos salariais”, pelo que os trabalhadores voltaram a marcar uma greve.

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Os trabalhadores argumentam que “executam trabalhos de elevada exigência técnica, bem como de responsabilidades acrescidas do ponto de vista da perigosidade e penosidade dos materiais e processos envolvidos e, por isso, reivindicam salários condizentes com o setor”.

O Sintab indica que esta greve de três dias “terá impacto no processo produtivo de toda a fábrica da Super Bock, prevendo-se a sua paragem total”.

A Veolia assegura, na Super Bock, “a operação nas centrais de energia, na ETAR, e na manutenção dos edifícios”, explicou o sindicato.

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