O CEO da dona da British e da Iberia, que está interessada em fazer negócio com o Estado português e entrar no capital da TAP, voltou ontem a mostrar o seu interesse pela companhia aérea portuguesa. No entanto, os sindicatos opõem-se a uma possível venda à IAG.
O presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) alertou que uma possível venda à iAG pode fazer com que o hub seja desviado para Madrid, e que a TAP possa ser uma companhia de lançamento que os grupos compram para ocupar as rotas, que são muito lucrativas, revela o ‘Dinheiro Vivo’.
Para além disso, teme o mesmo desfecho aquando da compra da Air Europa pela IAG, quando tentaram esmagar as condições de todos os trabalhadores.
Tiago Faria Lopes diz ser imperativo que o governo analise o historial dos futuros compradores da TAP e perceba qual a atuação feita no passado em contextos idênticos.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (Sintac) também tem as mesmas preocupações sobre a possibilidade de o hub ser deslocalizado para Madrid, enquanto o Sindicato dos Trabalhadores e Aviação (Sitava) considera mesmo que a IAG poderia ser excluída devido à proximidade dos hubs e também pelos exemplos passados do grupo.
De sublinhar que todos os sindicatos elogiam o trabalho desenvolvido pelo CEO da TAP, Luís Rodrigues, considerando que este arrumou a casa e devolveu a paz social à companhia.
Recorde-se que o Governo vai aprovar no Conselho de Ministros de hoje o diploma que irá estabelecer o enquadramento do processo de privatização da TAP.
“Como reconhece a Comissão Europeia, estamos a implementar o plano de reestruturação com sucesso e posso confirmar que, na próxima semana, aprovaremos o diploma que estabelece o enquadramento da privatização da TAP, defendendo a companhia e os interesses de Portugal e dos portugueses”, declarou o Primeiro-Ministro, António Costa, no discurso inicial que proferiu no debate parlamentar da moção de censura do Chega ao Governo.













