Trabalhadores da Super Bock em greve até 10 de agosto por aumentos salariais e valorização do trabalho

Os trabalhadores da Super Bock encontram-se em greve até ao dia 10 de agosto, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab), sendo esta a quarta paralisação desde dezembro.

Depois das paralisações em dezembro, março e junho, os trabalhadores da Super Bock estão novamente em greve, com paragens parciais em todos os turnos, por aumentos salariais, pela valorização do trabalho, pela “projeção da riqueza criada” pelo empregador, e contra “a posição irredutível da administração em não evoluir a sua proposta no sentido de a aproximar à dos trabalhadores, respeitando a lógica negocial que se exige, e os sindicatos empregaram”.

O pré-aviso de greve abrange a prestação de trabalho nos dias 05, 06, 07, 08, 09 e 10 de agosto, dos trabalhadores dos estabelecimentos da Super Bock Bebidas, empresa sediada em Matosinhos, e todos os trabalhadores em laboração contínua, cuja paralisação é entre as 05:00 e as 23:00, e os dos três turnos rotativos entre segunda e sexta-feira.

De recordar que, na terça-feira, o mesmo sindicato denunciou que a empresa estaria a fazer “chantagem” sobre os trabalhadores, ameaçando cortar o subsídio de escala a quem aderisse à greve de seis dias. Fonte oficial da empresa refutou, no entanto, a acusação, e “repudiou veemente as alegações proferidas por serem manifestamente inverdadeiras”.

Já numa nota divulgada no passado dia 28 de julho, intitulada “ausência de acordo para aumento salarial dita greve dos trabalhadores da Super Bock”, a direção do Sintab justificava a greve com a ausência de acordo para aumento salarial e face ao “desrespeito da empresa pela lógica negocial” e pela “não observância de paralelismo com a distribuição de lucros” pelos acionistas.

O Sintab lembrou, na mesma nota, que os sindicatos, em novembro, reivindicaram aumentos salariais de 90 euros, o direito a 25 dias de férias e 35 horas de trabalho semanal e que, numa primeira fase, a empresa se escusou a reunir com os sindicatos “na desculpa da pandemia”, o que só veio a acontecer em fevereiro deste ano, quando apresentou uma proposta de aumento zero para este ano.

“Essa postura da empresa levou já a que os trabalhadores tenham estado em greve, durante o mês de junho, e deliberado, em plenário, a necessidade de a empresa apresentar propostas de aumento salarial condizentes com a distribuição de lucros aos acionistas que, em anos de pandemia, atingiram os valores mais altos de sempre”, insistiu o sindicato.

A empresa terá apresentado aos sindicatos, em julho, uma proposta de aumento salarial acima da inicial, mas que o Sintab considerou não respeitar “a lógica negocial” por a administração “congelar” a sua posição “aquém dos mínimos aceitáveis” pelos trabalhadores.

“A administração da Super Bock distribuiu, em 2020, o valor recorde de 55 milhões de euros em dividendos, pelos seus dois acionistas (Violas e Carlsberg) e 44 milhões de euros já em 2021”, denuncia o Sintab no comunicado.

A empresa, do setor das bebidas, detém marcas como a Super Bock, Pedras e Somersby.

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