Trabalhadores da Petrogal protestam hoje em frente à Câmara Municipal do Porto

Os trabalhadores da refinaria da Galp em Matosinhos, que deverá encerrar até final do ano, protestam esta quinta-feira, dia 25, em frente à Câmara Municipal do Porto.

A concentração, que compreende a realização de um plenário de trabalhadores, tem como objetivo “ouvir” o presidente da autarquia, o independente Rui Moreira, sobre o fecho do complexo petroquímico.

Para os trabalhadores da Petrogal a decisão de encerramento da refinaria “não tem racional económico, é cega” e resulta de um “sistema monstruoso” que visa, exclusivamente, a obtenção de lucro, sem considerar o impacto económico e social.

Por isso, a Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal (CCT) emitiu um parecer negativo à decisão de encerramento da refinaria da Galp no Porto.

No parecer, a CCT criticou o comprometimento do Governo com a “agenda de apropriação da riqueza” pelos grandes grupos económicos, notando não ser percetível “onde acaba o Governo nem começa o Grupo Amorim”, uma vez que se trata de um “conglomerado de interesses”.

A Galp anunciou em dezembro de 2020 a intenção de concentrar as suas operações de refinação e desenvolvimentos futuros no complexo de Sines e descontinuar a refinação em Matosinhos este ano, uma decisão que põe em causa 500 postos de trabalho diretos e 1000 indiretos.

O protesto de hoje, que vai decorrer entre as 14h30 e as 17h em frente à Câmara Municipal do Porto, não é o primeiro realizado pelos trabalhadores da refinaria. No dia 2 de fevereiro houve uma manifestação em frente à sede da Galp e à residência do primeiro-ministro, António Costa, em Lisboa.

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