Os trabalhadores da Agência Lusa começam hoje uma greve de quatro dias, que dura até 2 de abril, reivindicando aumentos de salários dignos após rejeitarem a proposta da administração.
“Os trabalhadores da Lusa reunidos em plenário aprovaram esta quarta-feira [15 de março] quatro dias de greve para 30 e 31 de março e 1 e 2 de abril”, indicaram na altura em comunicado os sindicatos dos Jornalistas (SJ), dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas (SITE CSRA) e dos Trabalhadores do Setor de Serviços (SITESE).
Esta greve de quatro dias foi aprovada com votos a favor de 155 trabalhadores e uma abstenção.
Já após este plenário, dezenas de trabalhadores da Lusa concentraram-se em frente à sede da empresa, em Lisboa.
No comunicado divulgado a anunciar esta concentração, os sindicatos representativos explicaram que o protesto visava reivindicar “aumentos salariais dignos”, depois de a administração ter feito uma proposta de atualização “bem abaixo do exigido“.
Os trabalhadores da Lusa rejeitaram a contraproposta num plenário realizado em 1 de março.
Esta terça-feira, o Ministério da Cultura disse hoje à Lusa que, em conjunto com as Finanças, “está a trabalhar para melhorar significativamente” a anterior proposta apresentada pelo Conselho de Administração da agência de notícias aos trabalhadores.
“O ministério da Cultura, em conjunto com o ministério das Finanças, está a trabalhar para melhorar significativamente a anterior proposta apresentada pelo Conselho de Administração da Lusa aos trabalhadores”, afirma o ministério de Pedro Adão e Silva, numa declaração enviada à agência de notícias, a dois dias da greve.
Questionada sobre que proposta estão a “melhorar significativamente”, fonte oficial do Ministério da Cultura disse estar a referir-se à proposta dos 35 euros, que foi a primeira feita pela administração da Lusa.
Na segunda-feira, a administração da Lusa fez uma nova proposta de atualização salarial.
A administração da agência de notícias apresentou uma contraproposta de aumentos salariais de 74 euros em 2023, com as estruturas sindicais a defenderem que o valor continua aquém do reivindicado.






