Os trabalhadores da CP – Comboios de Portugal estão em greve ao trabalho extraordinário e nos feriados, a partir desta sexta-feira, 3 de junho e até ao próximo dia 30.
Esta paralisação, que poderá provocar atrasos e supressões de comboios, visa reivindicar aumentos salariais e melhoria das condições de trabalho dos funcionários da CP.
“Depois de demonstrarem uma forte união na greve do passado dia 16 de maio, os ferroviários regressam à luta, no próximo dia 3 de junho, pela melhoria dos seus salários e das profissões, pela defesa dos seus direitos, pela melhoria das condições de trabalho”, disse na semana passada a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).
Segundo a estrutura sindical, já foi entregue um pré-aviso de greve, no qual foi decretada uma paralisação a todo o trabalho extraordinário; ao trabalho em dia feriado; ao trabalho em dia de descanso semanal; ao trabalho com falta de repouso nos termos do acordo de empresa; e também a partir da oitava hora de serviço.
“O que o governo/administração quer é impor uma redução do salário real de todos os trabalhadores, impondo e de forma discriminada 0,9%, depois de em 13 anos apenas ter havido aumento e ajuste dos salários em 2018 e 2020 e num ano em que a inflação disparou brutalmente”, lê-se no comunicado.
A dia 7 de junho, segundo a Fectrans, os trabalhadores da CP vão realizar uma ação de rua, com a entrega de um documento na residência do primeiro-ministro que visa “lembrar o Governo as declarações do ministro da tutela, a 21 de setembro do ano passado, que declarou que os ferroviários têm razão”. Mas, depois disto, o que “todos os trabalhadores viram foi uma proposta de 0,9%, quando estamos confrontados com uma inflação de 7,2%”.
Em comunicado publicado no seu site, a CP já confirmou que “por motivo de greve preveem-se possíveis perturbações em todos os serviços, entre os dias 3 e 30 de junho de 2022, nomeadamente atrasos e supressões de comboios”.
“Aos Clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, será permitido o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos”, adiantou.
E como solicitar esse reembolso? A empresa explicou, na mesma nota, que estes pedidos devem ser apresentados no seu site, “ou nas bilheteiras até 10 dias, após terminada a greve”.
“Lamentamos os incómodos causados. Para obtenção de informação sobre a existência de serviços mínimos e os comboios a realizar, por favor consulte: Linha de Atendimento (808 109 110 – custo de uma chamada para a rede fixa nacional)”, concluiu.













