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Toques de recolher e pedidos de ajuda ao exército. Conheça as medidas da Europa para combater o aumento da Covid-19

Já são muito poucas as dúvidas que a Europa enfrenta agora a tão temida «segunda vaga» de casos de coronavírus, depois de as severas restrições à vida pública terem regressado e da calma de verão no que diz respeito a novas infeções ter chegado ao fim.

À medida que os casos aumentam rapidamente no continente, vários países europeus estão a fazer um esforço para controlar a propagação do vírus, prevenindo um aumento de infeções e consequentemente uma subida significativa das mortes.

Até ao momento, registam-se quase 2,9 milhões de casos confirmados da Covid-19 na Europa, bem como mais de 186 mil vítimas mortais, de acordo com os dados do Centro Europeu para o Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), citados pela ‘CNBC’.

Apesar dos riscos, os líderes dos vários países mostram-se relutantes em impor novos bloqueios nacionais, dadas as implicações económicas e sociais de tais movimentos, procurando agora implementar medidas mais específicas e localizadas.

Conheça agora o que alguns países da Europa estão a fazer para controlar a pandemia do novo coronavírus: 

Portugal

O nosso país está em situação de contingência até dia 15 de Setembro, com um conjunto de novas regras que anteriormente se aplicavam apenas à Grande Lisboa. Perante o aumento de casos o Governo decidiu alargar as medidas ao restante território nacional.

Desta forma os ajuntamentos passaram a ser limitados a apenas 10 pessoas, ao contrário das 20 que vigorava anteriormente e os estabelecimentos comerciais não podem agora abrir antes das 10 horas, salvo determinadas exceções;

Para além disso o horário de encerramento de cada estabelecimento varia entre as 20 horas e as 23 horas, ficando a cargo de cada autarquia a decisão a implementar. Em áreas de restauração de centros comerciais, o limite máximo é de quatro pessoas por grupo.

É proibida a venda de bebidas alcoólicas nas estações de serviço e a partir das 20 horas nos restantes estabelecimentos, exceto refeições, bem como o consumo de álcool na via pública, para evitar ajuntamentos.

Os horários de trabalho serão desfasados e as orientações para o regime de teletrabalho mantêm-se na Grande Lisboa e Grande Porto, sendo ainda criada uma brigada de apoio aos lares de idosos, para evitar o número crescente de surtos. Portugal regista 1.925 mortes e 69.663 casos de infeção.

Espanha

O aumento substancial de casos da Covid-19 nos últimos dias, levou o presidente do governo regional de Madrid a solicitar ajuda do exército para combater a crise de saúde pública, num país que regista já 671.486 infeções e mais de 30 mil mortes. Para além disso, algumas zonas da capital foram bloqueadas, o que originou protestos.

Mais de 850.000 pessoas (de um total de 6,6 milhões de habitantes na região) estão proibidas de sair da sua zona de residência, exceto por razões muito específicas: para ir trabalhar ou estudar, para visitar um médico, para responder a convocação jurídica ou para cuidar de pessoas dependentes.

No entanto, essas pessoas estão autorizadas a deslocar-se dentro do seu bairro e não são obrigadas a ficar em casa.

O Governo da comunidade autónoma de Madrid, que é competente em assuntos sanitários, também decidiu reduzir de 10 para seis o número de pessoas que se podem reunir em público ou privado em toda a região.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez referiu que os dados mostram que, em Madrid, «a taxa de infeção é o dobro do nível nacional, o número de camas ocupadas em unidades de cuidados intensivos é três vezes superior ao nível nacional». O responsável sublinhou ainda a possibilidade de serem aplicadas medidas mais rigorosas na cidade, que «exige um plano próprio», segundo o ‘El País’.

França

Como resultado do aumento de casos, Lyon, a terceira maior cidade francesa, introduziu restrições mais rígidas, limitando as reuniões públicas e proibindo a venda e o consumo de álcool ao ar livre depois das 20h, segundo o canal televisivo ‘France 24’. O mesmo meio de comunicação revelou ainda que as visitas a residentes em lares de idosos também serão restritas a duas por semana.

Restrições semelhantes já foram impostas em outras cidades, nomeadamente Marselha e Bordéus, limitando, por exemplo, a realização de festas em praias ou os eventos públicos, mesmo aqueles que se realizam ao ar livre.

O pais regista 496.974 casos da Covid-19 e mais de 31 mil mortes.

Reino Unido

Esta terça-feira, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou novas restrições devido ao aumento de infeções, solicitando sempre que possível que as empresas optem pelo regime de teletrabalho e que os bares e restaurantes encerrem a partir das 22 horas. Os ajuntamentos estão limitados a seis pessoas, num conjunto de medidas que podem vigorar durante seis meses, segundo o responsável.

Foi referido ainda que o primeiro-ministro estava a considerar a imposição de um «mini» bloqueio nacional de duas semanas para tentar agir como um «disjuntor», num esforço para impedir a propagação do vírus. Contudo, existe uma relutância em prejudicar ainda mais a economia britânica. Registam-se 401.127 casos e ainda mais de 41 mil óbitos.

Alemanha

Munique endureceu as regras sobre máscaras, que agora devem ser usadas em público e introduziu restrições de contato. O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, anunciou que a Alemanha vai reforçar a sua capacidade de testagem à medida que os casos aumentarem. O país regista agora 276.995 casos confirmados, bem como mais de 9.400 mortes.

Na segunda-feira, o Instituto de saúde alemão, pediu que «toda a população se comprometa em controlar a infeção», observando consistentemente as regras de distância e higiene, e recomendou que « devem evitar-se grandes ajuntamentos se possível e as comemorações devem ser limitadas ao círculo familiar mais próximo».

Itália

Os políticos italianos estão relutantes em regressar a um novo bloqueio severo que proibiu os italianos de deixar as suas casas, exceto por motivos essenciais, de saúde, compras ou passeios higiénicos.

Contudo, em vez disso, o país parece estar a procurar testar pessoas que chegam de outros hotspots de vírus na Europa. O ministro da Saúde, Roberto Speranza, disse na segunda-feira que assinou uma ordem a obrigar o teste de pessoas que chegam à Itália vindas «de Paris ou de outras zonas de França com circulação significativa» do coronavírus.

Speranza acrescentou que os dados europeus sobre Covid-19 «não devem ser subestimados» e que, embora «Itália esteja em melhor situação do que outros países, ainda é necessária muita prudência para evitar tornar os sacrifícios feitos até agora em vão». Itália conta com 299.506 infeções e mais de 35 mil mortes.

 

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