Tomás Correia sai do Montepio a 15 de dezembro. Virgílio Lima deverá ser o sucessor

Pedido de demissão foi aceite pelo conselho geral da instituição. Jornal online “ECO” e rádio TSF avançam com nome do sucessor.

Executive Digest

O presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG), António Tomás Correia, vai abandonar a presidência da instituição no dia 15 de dezembro, disse à Lusa fonte oficial da AMMG.

“Terminou a reunião. Foi aceite o pedido de escusa”, afirmou a mesma fonte, assinalando que os membros do Conselho Geral não se opuseram ao pedido de Tomás Correia no sentido de abandonar a presidência da AMMG, feito hoje durante a reunião do Conselho Geral da instituição, em Lisboa.

A mesma fonte confirmou também que Tomás Correia abandonará o cargo em 15 de dezembro, “depois da festa de Natal” da associação.

De acordo com o “ECO” e a TSF, Virgílio Lima, vogal do conselho de administração na equipa de Tomás Correia, será o próximo líder da mutualista. A fonte indicou apenas à Lusa que a sucessão ocorrerá conforme os estatutos da associação.

O artigo 32.º dos atuais estatutos indica que “em caso de vacatura da presidência, os vogais elegem entre si um substituto até ao preenchimento da vaga”.

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Os atuais vogais do Conselho de Administração da AMMG são Carlos Morais Beato, Virgílio Lima, Idália Serrão e Luís Almeida.

Face a notícias que deram conta da possível saída de Tomás Correia no Conselho Geral de hoje, o próprio garantiu aos jornalistas que não sairia da associação nessa data.

“Não estou a ser afastado. E não me condicionam com essa conversa. Dia 24 não saio de certeza absoluta. Podem ficar tranquilos”, disse o líder da Mutualista Montepio aos jornalistas na semana passada.

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Os jornais Público, Expresso e Económico noticiaram que a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) se prepara para chumbar os requisitos de idoneidade que permitiriam que Tomás Correia se mantivesse à frente da associação.

O nome de Tomás Correia tem estado também envolvido em polémica devido às multas aplicadas pelo Banco de Portugal (BdP), a si e a outros ex-administradores do Montepio, no valor de 4,9 milhões de euros, que o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão entretanto anulou, por considerar que foi violado o direito à defesa na fase administrativa. O BdP recorreu.

A reunião do Conselho Geral da Associação Mutualista de hoje teve início pelas 15:00 e poderá ser a última antes da mudança dos estatutos da associação, de forma a entrar em conformidade com o nova Código das Associações Mutualistas.

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