A variante Ómicron tem feito aumentar o número de crianças internadas com a Síndrome Inflamatória Multissistémica, uma doença ligada à Covid-19, de acordo com a ‘CNN Portugal’, que adianta que os médicos estão preocupados com a situação.
No Dona Estefânia, o maior hospital pediátrico do país, deram entrada nos últimos tempos cinco casos de crianças que desenvolveram essa síndrome, conhecida como MIS-C.
“Chegaram todas muito recentemente” já com a variante Ómicron a dominar o país, refere à estação Maria João Brito, diretora do serviço de infeciologia da unidade, sublinhando que os menores têm uma média de 8 anos e nenhum está vacinado. “Todos o que aqui estão não têm a vacina”, aponta.
Segundo a especialista, uma das crianças teve, entretanto, alta e agora encontram-se apenas quatro a recuperar da doença, que tem uma relação direta com a covid-19. “Só tem MIS-C quem tem covid”, explica à ‘CNN’.
O Dona Estefânia já registou, desde o início da pandemia, cerca de 70 casos desta síndrome, que “é uma complicação”, como outros relacionadas com a Covid-19, cuja incidência pode ser reduzida através da vacinação.
“A doença grave na idade pediátrica é rara, mas existe” por isso é importante vacinar, afirma, explicando: “A vacina não protege contra a Covid-19, protege contra a doença grave e as complicações associadas, como as pneumonias, a MISC-C ou a infeção do sistema nervoso central”, acrescenta.
A responsável mostra-se preocupada com este aumento, que se verificou depois do surgimento da Ómicron. “É preocupante porque temos crianças com doença grave”, refere. “Temos a unidade de infeciologia cheia”, uma vez que para além do que desenvolveram a síndrome, há outros problemas graves, como pneumonia ou infeções no cérebro.



