O Toblerone vai ter de alterar a sua imagem icónica do cume Matterhorn nas suas embalagens: em causa está a deslocação de parte da produção do chocolate para fora da Suíça, o que significa que deixou de cumprir as restrições de marketing relacionadas ao uso de iconografia suíça.
A montanha, que tem 4.478 metros de altura, cujo pico piramidal quase simétrico espelha o formato do chocolate de amêndoa e mel, será substituída por um cume alpino mais genérico, apontou o proprietário americano da marca de chocolate, a Mondelēz.
“O redesenho da embalagem apresenta um logotipo de montanha modernizado e aerodinâmico que se alinha com a estética geométrica e triangular”, relatou um porta-voz da Mondelēz ao jornal ‘Aargauer Zeitung’ – a embalagem de Toblerone agora vai ter “estabelecido na Suíça” em vez de “da Suíça”.
A legislação ‘made in Suíça’, introduzida em 2017, restringe o uso da cruz branca da bandeira nacional sobre um fundo vermelho, bem como outros indicadores de proveniência suíça, em alimentos, produtos industriais e serviços – para que os alimentos sejam comercializados como “made in Switzerland”, 80% das matérias-primas devem ser locais e a maior parte do processamento ocorrer lá. Para leite e produtos à base de leite, a cota exigida é de 100%, com exceção de ingredientes que não podem ser originários da Suíça, como o cacau.
Há estudos que apontam que certos produtos com a marca “made in Switzerland” são vendidos a um preço 20% maior do que produtos comparáveis de outras origens, sendo que nos produtos de luxo o preço pode subir até 50%.
Desde 1908, o Toblerone foi produzido na capital suíça, Berna, cujo animal heráldico – um urso – está escondido dentro da imagem do Matterhorn na embalagem.
A Mondelēz, proprietária da Toblerone desde 2012, anunciou no ano passado que, a partir do final de 2023, transferiria parte da produção para a sua fábrica na Eslováquia, onde também produz a marca de chocolate Milka, originalmente fabricada na Suíça.














