Um tiroteio em massa voltou a abalar os Estados Unidos este sábado. Um homem branco entrou num supermercado em Buffalo e matou 10 pessoas, a maioria das vítimas eram negros. As autoridades não tardaram a revelar que o crime tinham motivações raciais.
Antes do tiroteio, o atirador publicou um manifesto racista com 180 páginas no qual referiu por diversas vezes a ‘teoria da grande substituição, refere o The Guardian.
Em anos recentes esta teoria da conspiração esteve na origem de quatro tiroteios em massa, três deles nos Estados Unidos e um na Nova Zelândia, o massacre de Christchurch, no qual um supremacista branco matou 51 pessoas em duas mesquitas.
O que é a ‘teoria da grande substituição’?
A ‘teoria da grande substituição’ é um conjunto de mentiras e delírios racistas e antissemitas paranoicos que surgiram em todo o mundo na última década.
Nos Estados Unidos é expressada pela falsa ideia de que uma elite de judeus e democratas está a “substituir” americanos brancos por negros, hispânicos e outras pessoas de cor, encorajando a imigração e o casamento inter-racial. Os promotores desta teoria da conspiração sugerem que o objetivo final é a eventual extinção da raça branca.
Como se espalhou nos Estados Unidos?
Mais recentemente, esta teoria foi adotada de forma entusiástica por meios de informação de direita e conservadores que injetaram as suas ideais falsas e odiosas na vida pública americana.
A atenção está a recair agora no controverso apresentador da Fox News Tucker Carlson. Uma recente investigação do The New York Times descobriu que o seu programa, ‘Tucker Carlson Tonight’, inspirou-se ocasionalmente em sites de supremacia branca.
O Times descobriu que, em mais de 400 episódios do seu programa, Carlson retomou a ideia de que a imigração estava a ser explorada pelas elites para mudar a demografia dos EUA.













