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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Notas dos exames por um fio: professores ganham mais 12 horas para concluir correções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:23:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Medida aumenta as dúvidas sobre a capacidade de cumprir o calendário, que já tinha sido revisto, com a divulgação das classificações a passar de 14 para 17 de julho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Educação terá prolongado até ao meio-dia desta quarta-feira o prazo concedido a alguns professores para concluírem a classificação dos exames nacionais, numa corrida contra o tempo para garantir a divulgação das notas na sexta-feira.</p>
<p>Segundo a &#8216;CNN Portugal&#8217;, ainda durante a tarde de terça-feira havia docentes a receber cem ou mais itens para corrigir, apesar de faltarem poucas horas para terminar o prazo oficial. O alargamento representa mais 12 horas para finalizar um processo já marcado por atrasos, falhas técnicas e sucessivas alterações.</p>
<p>A medida aumenta as dúvidas sobre a capacidade de cumprir o calendário, que já tinha sido revisto, com a divulgação das classificações a passar de 14 para 17 de julho. Para chegar a essa data, o Ministério depende agora de um último esforço intensivo dos professores classificadores.</p>
<p>O movimento SOS Escola Pública denunciou igualmente que alguns docentes foram convocados apenas nas últimas horas, enquanto outros continuavam a receber novos itens ou enfrentavam dificuldades de acesso à plataforma de classificação eletrónica.</p>
<p>A tensão aumentou com a notícia da saída de Salomé Augusto Branco do cargo de vice-presidente da Agência para a Gestão do Sistema Educativo. A demissão foi noticiada pela RTP, sem que tenham sido inicialmente reveladas as razões da decisão.</p>
<p>O Ministério da Educação afastou qualquer ligação entre a saída e os problemas dos exames. Segundo a tutela, Salomé Branco pediu a exoneração a 8 de julho, com efeitos a partir do dia 10, e não teve qualquer participação na preparação ou implementação da classificação eletrónica, responsabilidade atribuída ao Júri Nacional de Exames e ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789254]]></sapo:autor>
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		<title>Ventura quer falar com Seguro sobre &#8220;regular funcionamento do Governo&#8221; e &#8220;falta de coordenação&#8221; do PM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[André Ventura]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Chega afirmou hoje que pretende falar com o Presidente da República, numa audiência marcada para quarta-feira, sobre o "regular funcionamento do Governo" e acusou o primeiro-ministro de "falta de coordenação brutal".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do Chega afirmou hoje que pretende falar com o Presidente da República, numa audiência marcada para quarta-feira, sobre o &#8220;regular funcionamento do Governo&#8221; e acusou o primeiro-ministro de &#8220;falta de coordenação brutal&#8221;.</P><br />
<P>Minutos antes de uma conferência de imprensa convocada pelo partido Chega para o parlamento, a assessoria informou que a audiência solicitada &#8220;com caráter de urgência&#8221; ao Presidente da República vai realizar-se na quarta-feira, às 17:30.</P><br />
<P>A audiência foi requerida na sequência da denúncia do Chega de que o presidente do partido, André Ventura, foi ameaçado verbalmente pelo ministro da Administração Interna no último debate quinzenal, acusação negada por Luís Neves.</P><br />
<P>&#8220;O partido reafirmará junto do senhor Presidente da República a gravidade da situação e a necessidade de assegurar o pleno respeito pelos princípios do Estado de Direito, pelo regular funcionamento das instituições democráticas, pela fiscalização democrática e pela liberdade de atuação da oposição&#8221;, referiu o partido.</P><br />
<P>Questionado sobre se entende que está em causa o regular funcionamento das instituições &#8211; que constitui fundamento constitucional para o Presidente da República demitir o Governo -, André Ventura não respondeu diretamente, preferindo remeter para o final da audiência essa avaliação e que iniciativas irá tomar o partido.</P><br />
<P>&#8220;O primeiro-ministro deve pedir ao ministro da Administração Interna esclarecimentos sobre o que está a acontecer, não deve ter nem receio nem hesitação de o fazer. Se eu fosse primeiro-ministro era o que faria de forma imediata&#8221;, disse, acrescentando que essas ameaças &#8220;são reais e efetivas&#8221;.</P><br />
<P>André Ventura disse ver &#8220;com muita, muita preocupação o estado atual em que o Governo se encontra, não só devido aos vários casos que envolvem os vários ministros, mas porque, a somar a todos eles, há uma falta de coordenação brutal&#8221; por parte do primeiro-ministro.</P><br />
<P>&#8220;Este primeiro-ministro habituou-se a aparecer quando lhe interessa e a desaparecer quando não quer tocar nos assuntos. Habituou-se a estar presente para situações simbólicas e a não estar presente quando o país precisa de coordenação e precisa de decisão&#8221;, criticou.</P><br />
<P>O líder do Chega considerou que Luis Montenegro &#8220;não conseguirá por muito mais tempo esconder-se da situação e das situações dos seus ministros&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Acho que não conseguirá por muito mais tempo ficar sem assumir a autoridade que tem que assumir enquanto primeiro-ministro e que não tem assumido neste caso&#8221;, afirmou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789247]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha em queda com Galp a liderar perdas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:14:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje em queda, de 0,08%, para 9.126,85 pontos, em contraciclo com o resto da Europa, e com a Galp a liderar as perdas, recuando 2,22%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje em queda, de 0,08%, para 9.126,85 pontos, em contraciclo com o resto da Europa, e com a Galp a liderar as perdas, recuando 2,22%.</P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice PSI, nove desceram, cinco subiram e a Altri e a Mota-Engil mantiveram-se inalteradas, em 4,69 euros e 4,51 euros, respetivamente. </P><br />
<P>As principais praças europeias fecharam hoje &#8216;no verde&#8217;, com Londres a avançar 0,30%, Paris 0,03%, Frankfurt 0,13%, Madrid 0,11% e Milão 0,10%.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789248]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A taxa de 20% durou menos de um dia: Trump muda de planos para o Estreito de Ormuz</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-taxa-de-20-durou-menos-de-um-dia-trump-muda-de-planos-para-o-estreito-de-ormuz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 16:12:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente dos Estados Unidos anunciou que procurará obter acordos comerciais e de investimento com os países do Golfo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump desistiu de cobrar uma taxa de 20% sobre toda a carga transportada através do Estreito de Ormuz, menos de um dia depois de ter apresentado o plano como forma de compensar os Estados Unidos pela proteção militar da passagem marítima.</p>
<p><iframe src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116918941071241802/embed" class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p>Em alternativa, o presidente dos Estados Unidos anunciou que procurará obter acordos comerciais e de investimento com os países do Golfo. A mudança foi comunicada menos de cinco horas antes da hora prevista para a entrada em vigor da polémica cobrança.</p>
<p>“Com base em conversas altamente produtivas com a liderança do Médio Oriente, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% dos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que os diversos Estados do Golfo farão com os Estados Unidos”, escreveu Trump na Truth Social, citado pela &#8216;Reuters&#8217;.</p>
<p>O presidente não identificou os países envolvidos, nem revelou o valor ou os termos dos investimentos alegadamente acordados. Limitou-se a garantir que os compromissos serão significativos e mais vantajosos no longo prazo do que a cobrança direta sobre a carga.</p>
<p>O Estreito de Ormuz continuará aberto ao tráfego comercial internacional, segundo Trump, mas os navios associados ao Irão, aos seus portos ou às suas mercadorias permanecerão sujeitos ao bloqueio americano.</p>
<p><strong>Uma “portagem” que durou poucas horas</strong></p>
<p>A proposta tinha sido apresentada esta segunda-feira, depois de Teerão anunciar o encerramento do estreito e as forças dos EUA iniciarem uma nova vaga de ataques contra o Irão.</p>
<p>Trump declarou então que Washington assumiria o papel de “guardião” de Ormuz e receberia 20% sobre toda a carga transportada, para recuperar os custos de manter a rota aberta e proteger os navios.</p>
<p>A decisão provocou dúvidas imediatas entre governos, empresas de transporte marítimo e organizações internacionais, tanto pela dimensão da taxa como pela ausência de explicações sobre a forma como seria calculada e cobrada.</p>
<p>Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás transportados no mundo passava diariamente pelo Estreito de Ormuz. Segundo os cálculos citados pela &#8216;Reuters&#8217;, uma cobrança de 20% poderia render aos Estados Unidos cerca de 240 milhões de dólares por dia, aproximadamente 210 milhões de euros.</p>
<p>A Organização Marítima Internacional, agência das Nações Unidas responsável pela navegação, manifestou-se contra a aplicação de taxas obrigatórias em estreitos utilizados pelo comércio internacional.</p>
<p>A organização considerou que não existia fundamento jurídico para transformar uma passagem marítima internacional numa via sujeita a portagem unilateral.</p>
<p><strong>Petróleo alivia após o recuo</strong></p>
<p>Os preços do petróleo reduziram parte dos ganhos depois de Trump anunciar que abandonaria a cobrança. Os mercados tinham reagido inicialmente com fortes subidas ao agravamento dos combates e ao risco de perturbação numa das principais rotas energéticas mundiais.</p>
<p>A ameaça da taxa, os ataques a navios e o restabelecimento do bloqueio americano à navegação iraniana tinham levado o petróleo a subir mais de 9% e a superar os 80 dólares por barril.</p>
<p>Mesmo com o recuo, o risco para o abastecimento permanece elevado. As forças americanas realizaram ataques contra alvos iranianos pela terceira noite consecutiva, enquanto Teerão respondeu com ofensivas contra posições militares dos EUA e dos seus aliados na região.</p>
<p>O Irão afirmou ter atacado uma base do Exército americano na Jordânia com mísseis balísticos. As autoridades jordanas disseram ter intercetado quatro projéteis.</p>
<p>O Bahrain, onde se encontra uma importante base naval dos Estados Unidos, anunciou igualmente ter repelido um ataque aéreo iraniano. Foram ouvidas explosões em Manama, a capital do país.</p>
<p><strong>Guerra ameaça acordo alcançado em junho</strong></p>
<p>A nova escalada colocou em causa o memorando de entendimento assinado em junho, que deveria suspender os combates, reabrir o Estreito de Ormuz e criar um período de 60 dias para negociações sobre o programa nuclear iraniano.</p>
<p>O entendimento não resolveu, contudo, a disputa fundamental sobre quem controla a passagem e em que condições os navios podem utilizá-la.</p>
<p>Trump já tinha previsto a possibilidade de uma cobrança americana. A 20 de junho, declarou que não haveria portagens durante ou depois da trégua, exceto se as negociações fracassassem e os Estados Unidos decidissem impor uma taxa.</p>
<p>Com a retoma dos ataques, Washington restabeleceu o bloqueio aos portos e à navegação iranianos. Trump argumentou que o Irão tinha violado o acordo ao voltar a ameaçar e atacar embarcações comerciais.</p>
<p>A substituição da taxa por investimentos dos países do Golfo representa um recuo na forma, mas não na estratégia. Os Estados Unidos continuam a pretender controlar a segurança da passagem, afastar o Irão do tráfego marítimo e fazer com que os aliados regionais contribuam financeiramente para a operação.</p>
<p>Em vez de cobrar diretamente a cada navio, Trump procura agora transformar a proteção de Ormuz em acordos económicos mais amplos com as monarquias do Golfo.</p>
<p>Falta saber que compromissos foram realmente assumidos, quanto dinheiro estará envolvido e se os países da região aceitaram pagar, através de investimento nos Estados Unidos, por uma missão militar que Washington apresenta como essencial para a segurança do comércio mundial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789244]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia faz história com primeiro ataque anfíbio realizado apenas por drones</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-faz-historia-com-primeiro-ataque-anfibio-realizado-apenas-por-drones/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:57:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Incursão na península de Kinburn, no sul da Ucrânia, é apresentada como a primeira operação anfíbia conhecida em condições de guerra realizada exclusivamente através de sistemas não tripulados nos domínios marítimo, terrestre e aéreo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um drone naval ucraniano atravessou o mar transportando um robô terrestre armado, aproximou-se de uma praia controlada pela Rússia e deixou-o avançar sozinho para atacar uma posição inimiga. No ar, outro aparelho acompanhava a operação. Nenhum soldado precisou de desembarcar.</p>
<p>A incursão na península de Kinburn, no sul da Ucrânia, é apresentada como a primeira operação anfíbia conhecida em condições de guerra realizada exclusivamente através de sistemas não tripulados nos domínios marítimo, terrestre e aéreo.</p>
<p>Segundo o ‘Naval News’, a missão terá sido executada pela 123ª Brigada de Defesa Territorial ucraniana contra posições russas na estreita faixa de terra situada entre o estuário do Dniepre e o mar Negro.</p>
<p>As imagens divulgadas pela unidade mostram uma embarcação de superfície não tripulada a aproximar-se da costa com um veículo terrestre sobre a plataforma. Quando chega à praia, baixa as rampas e permite que o robô armado avance para terra.</p>
<p>Depois de sair da embarcação, o veículo procura proteção entre a vegetação próxima. O drone naval afasta-se de seguida, enquanto um aparelho aéreo permanece sobre a zona para observar a progressão e transmitir imagens aos operadores.</p>
<p><strong>Um robô armado desembarcado por outro robô</strong></p>
<p>O veículo terrestre parece ser um modelo ucraniano Rys, desenvolvido pela Roboneers. A plataforma surge equipada com uma metralhadora de calibre 7,62 milímetros, embora a identificação exata não tenha sido confirmada oficialmente pela brigada.</p>
<p>A empresa ucraniana DevDroid confirmou que o módulo de combate remoto Wolly 7.62 foi utilizado na missão. O sistema foi instalado no robô terrestre transportado até à costa pela embarcação não tripulada.</p>
<p>Já em posição, o veículo terrestre é visto a disparar pelo menos três vezes contra um alvo situado a alguma distância. Parte dos projéteis parece atingir a areia diante da posição, o que poderá indicar que o sistema estava a operar próximo do alcance máximo da arma.</p>
<p>Não foram divulgadas imagens do alvo atingido, nem informações sobre eventuais danos ou baixas. Também não é possível confirmar se a posição estava ocupada por militares russos no momento dos disparos.</p>
<p>O vídeo não mostra igualmente se o robô terrestre foi posteriormente recuperado por outra embarcação ou se permaneceu na península depois de cumprir a missão.</p>
<p>Por isso, não é ainda claro se a incursão teve como objetivo destruir uma posição concreta, testar as defesas russas ou demonstrar uma capacidade que poderá ser utilizada em operações de maior dimensão.</p>
<p><strong>Primeira operação conhecida deste género</strong></p>
<p>O ‘Naval News’ descreve a missão como a primeira incursão anfíbia totalmente não tripulada conhecida em contexto de guerra. O mar foi usado para transportar o equipamento, a plataforma terrestre executou a ação armada e o drone aéreo assegurou a observação.</p>
<p>A operação não foi, porém, completamente autónoma. Os diferentes sistemas terão sido controlados à distância por operadores ucranianos, pelo que a novidade está na ausência de militares no local e na integração de máquinas que atuaram em diferentes ambientes.</p>
<p>A 123ª Brigada classificou a missão como uma nova forma de combinar sistemas terrestres e navais, permitindo entregar equipamento armado em áreas onde o risco para os soldados seria particularmente elevado.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">Last week, Ukrainian forces conducted a completely unmanned amphibious landing on the Kinburn Spit, the first of its kind. </p>
<p>Seen here, a Ukrainian drone landing craft drops off a UGV to attack Russian positions along the beach. <a href="https://t.co/Dn5uui08I4">pic.twitter.com/Dn5uui08I4</a></p>
<p>&mdash; OSINTtechnical (@Osinttechnical) <a href="https://x.com/Osinttechnical/status/2076706679807193538?ref_src=twsrc%5Etfw">July 13, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Até agora, os drones navais ucranianos ficaram sobretudo conhecidos pelos ataques contra navios russos, instalações portuárias e infraestruturas no mar Negro. Nesta operação, a embarcação funcionou como uma pequena lancha de desembarque para outro robô.</p>
<p><strong>Porque é importante a península de Kinburn?</strong></p>
<p>A península de Kinburn está ocupada pelas forças russas desde 2022 e tem importância estratégica por se situar junto à entrada marítima do estuário do Dniepre.</p>
<p>A presença russa naquela zona ajuda a condicionar o acesso ao porto de Mykolaiv e permite vigiar parte da costa controlada pela Ucrânia. Recuperar a península poderia ser um primeiro passo para tentar reabrir essa passagem marítima.</p>
<p>A região tem sido alvo de crescente pressão ucraniana. As forças de Kiev têm atacado posições, vias de abastecimento e meios logísticos russos no sul do país, procurando dificultar a chegada de combustível, munições e alimentos às unidades destacadas na península.</p>
<p>Movimentos partidários ucranianos alegaram recentemente que algumas forças russas abandonaram posições no norte e no oeste de Kinburn devido a problemas de abastecimento. Essa informação não foi confirmada de forma independente.</p>
<p>A incursão robótica poderá ter servido para verificar até que ponto as defesas russas permanecem operacionais, obrigar os militares a revelar posições ou preparar futuras ações ucranianas na zona.</p>
<p><strong>Uma alternativa aos desembarques tradicionais</strong></p>
<p>As operações anfíbias convencionais estão entre as mais arriscadas numa guerra. Os navios aproximam-se lentamente da costa, os soldados ficam expostos durante o desembarque e a força invasora tem de garantir rapidamente uma cabeça de ponte.</p>
<p>O desenvolvimento de drones navais e aéreos tornou essas operações ainda mais perigosas. Embarcações de desembarque podem ser detetadas e atacadas antes de chegarem à praia, enquanto as tropas ficam vulneráveis a pequenos drones explosivos depois de alcançarem terra.</p>
<p>A experiência ucraniana sugere, contudo, que as mesmas tecnologias que ameaçam um desembarque podem também ser utilizadas para o tornar possível.</p>
<p>Robôs terrestres podem ser enviados primeiro para reconhecer a costa, identificar posições, colocar sensores, transportar explosivos ou abrir fogo contra as defesas. Só depois, caso existam condições, avançariam forças humanas.</p>
<p>Uma embarcação não tripulada pode ainda aceitar riscos que seriam considerados excessivos para um navio com militares a bordo. Caso seja destruída, perde-se equipamento, mas não fica uma unidade cercada ou ferida numa praia inimiga.</p>
<p><strong>Um conceito ainda por provar</strong></p>
<p>A operação em Kinburn representa uma demonstração importante, mas está longe de provar que grandes desembarques possam ser realizados desta forma.</p>
<p>O sistema poderá enfrentar dificuldades provocadas por interferências eletrónicas, perda das comunicações, obstáculos físicos, fogo inimigo ou problemas na coordenação entre as diferentes plataformas.</p>
<p>Também falta demonstrar que a Ucrânia consegue lançar vários veículos terrestres ao mesmo tempo, manter o seu abastecimento e transformar uma incursão limitada numa operação capaz de conquistar e conservar território.</p>
<p>Ainda assim, a missão abre uma nova possibilidade no campo de batalha. Em vez de enviar soldados para a fase mais perigosa do desembarque, Kiev colocou uma máquina armada numa praia controlada pela Rússia — transportada por outra máquina e observada por uma terceira.</p>
<p>A guerra na Ucrânia já transformou drones baratos em armas capazes de destruir carros de combate, navios e infraestruturas estratégicas. Agora, a península de Kinburn poderá ter mostrado o passo seguinte: robôs que atravessam o mar para colocar outros robôs em combate.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Fábrica da Tabaqueira em Sintra reduz consumo de água para metade em apenas seis anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:41:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A fábrica da Tabaqueira, em Sintra, reduziu o consumo específico de água em 48,3% desde 2019, ano em que obteve pela primeira vez a certificação da Alliance for Water Stewardship (AWS), distinção internacional que reconhece boas práticas na gestão sustentável da água.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A fábrica da Tabaqueira, em Sintra, reduziu o consumo específico de água em 48,3% desde 2019, ano em que obteve pela primeira vez a certificação da Alliance for Water Stewardship (AWS), distinção internacional que reconhece boas práticas na gestão sustentável da água.</p>
<p>Segundo a empresa, a unidade industrial foi a primeira fábrica em Portugal a receber esta certificação e tem renovado o reconhecimento de forma consecutiva desde então.</p>
<p>Em 2025, a Tabaqueira conseguiu reduzir em mais 1% o consumo específico de água, apesar de o consumo absoluto ter aumentado 8,15%, refletindo o crescimento da produção fabril. A empresa explica que este resultado foi possível graças à implementação de medidas de eficiência que reduziram a quantidade de água necessária tanto nos processos produtivos como em atividades de apoio, como a produção de vapor, os sistemas de climatização, as águas quentes sanitárias, as lavagens e a cantina.</p>
<p>No mesmo período, a estação de tratamento de águas residuais (ETAR) da fábrica tratou cerca de 27 mil metros cúbicos de água. A empresa acrescenta que realiza uma monitorização diária da qualidade da água utilizada nas instalações, bem como das descargas efetuadas na Ribeira do Marmelo.</p>
<p>A estratégia da unidade está alinhada com os objetivos globais da Philip Morris International (PMI), que pretende poupar 25 milhões de metros cúbicos de água até 2033, um volume equivalente à capacidade de cerca de 10 mil piscinas olímpicas.</p>
<p>Pedro Santos, Sustainability Manufacturing Manager da Tabaqueira, afirma que &#8220;a Tabaqueira tem vindo a investir em soluções que potenciem uma gestão sustentável da água&#8221;, mas reconhece que &#8220;o principal desafio&#8221; passa por continuar a melhorar a eficiência hídrica em paralelo com a expansão da atividade industrial.</p>
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		<title>Supremo confirma que processo de ex-CEO da TAP será julgado em tribunal cível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:38:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ex-CEO disse que "a decisão do Supremo Tribunal de Justiça confirma definitivamente que o Tribunal Central Cível de Lisboa é o tribunal competente para apreciar esta ação, reconhecendo que o litígio decorre de uma relação de natureza societária e não administrativa"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal de Justiça confirmou hoje que o processo interposto pela antiga presidente executiva (CEO) Christine Ourmières-Widener contra a TAP deve ser julgado pelo Tribunal Central Cível de Lisboa, adiantou a gestora, numa declaração à Lusa.</p>
<p>A ex-CEO disse que &#8220;a decisão do Supremo Tribunal de Justiça confirma definitivamente que o Tribunal Central Cível de Lisboa é o tribunal competente para apreciar esta ação, reconhecendo que o litígio decorre de uma relação de natureza societária e não administrativa&#8221;.</p>
<p>Assim, &#8220;com esta decisão, fica encerrada uma longa discussão processual e o processo pode, finalmente, avançar para a apreciação do seu mérito&#8221;.</p>
<p>De acordo com Christine Ourmières-Widener, desde o início, &#8220;o objetivo sempre foi que os factos fossem apreciados de forma independente e imparcial pelo tribunal competente&#8221;, com a ex-CEO a defender que existe &#8220;plena confiança de que a justiça portuguesa fará uma apreciação rigorosa dos factos e do direito&#8221;.</p>
<p>&#8220;Como já tive oportunidade de afirmar, continuo disponível para uma solução justa e equilibrada que permita encerrar este processo. Não sendo esse o caminho, aguardarei com serenidade que o Tribunal Central Cível de Lisboa aprecie o mérito da ação&#8221;, referiu.</p>
<p>Em fevereiro, o Tribunal da Relação de Lisboa tinha confirmado que o processo interposto por Christine Ourmières-Widener contra a TAP devia ser julgado no tribunal cível, rejeitando o recurso da companhia aérea sobre a competência do tribunal.</p>
<p>Em causa está a ação interposta por Christine Ourmières-Widener, que contesta a exoneração por justa causa anunciada em março de 2023 pelo Governo, na sequência do parecer da Inspeção-Geral de Finanças sobre a indemnização de 500 mil euros paga a Alexandra Reis.</p>
<p>A defesa da TAP sustentava que o litígio deveria ser apreciado pelos tribunais administrativos, por envolver a destituição de uma gestora pública, argumento que já tinha sido afastado em primeira instância, pela Relação e agora pelo Supremo.</p>
<p>O processo avançará assim para julgamento no tribunal cível, onde será apreciado o pedido de indemnização de 5,9 milhões de euros apresentado pela antiga presidente executiva, valor que é contestado pela companhia aérea.</p>
<p>Os cálculos da gestora incluem os montantes que considera ter direito até ao final do contrato (em 2025) e prémios de desempenho após ter levado a TAP a alcançar lucros em 2022 &#8211; o que já não acontecia há cinco anos -, e ter antecipado em quase três anos as metas estabelecidas no plano de reestruturação acordado com Bruxelas.</p>
<p>Além disso, inclui uma parcela por ter sido destituída sem o cumprimento do pré-aviso de 180 dias e por danos reputacionais.</p>
<p>Já as contas da TAP, conhecidas na argumentação da defesa em janeiro de 2024, apontam para a soma total de 432 mil euros.</p>
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		<title>Venezuela/Sismo: Sobe para 117 o número de portugueses e lusodescendentes mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:37:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 117 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 117 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.</p>
<p>Entre os 117 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos, dos quais 95 eram adultos e 22 menores, 100 tinham também a nacionalidade venezuelana.</p>
<p>O MNE português referiu ainda que continuam desaparecidos 51 cidadãos portugueses, menos dois do que os 53 contabilizados na segunda-feira.</p>
<p>O anterior balanço indicava 116 portugueses e lusodescendentes mortos.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
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		<title>Agredido com violência no local de trabalho em Espinho: autarca do Chega hospitalizado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:31:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Agressão ocorreu esta segunda-feira, em circunstâncias que continuam a ser investigadas pela PSP de Espinho. O desentendimento terá começado por motivos considerados fúteis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um autarca do município de Espinho, eleito pelo Chega, foi violentamente agredido na cabeça durante uma discussão no respetivo local de trabalho. A vítima, de 47 anos, teve de ser transportada para o hospital.</p>
<p>Segundo o ‘Correio da Manhã’, a agressão ocorreu esta segunda-feira, em circunstâncias que continuam a ser investigadas pela PSP de Espinho. O desentendimento terá começado por motivos considerados fúteis.</p>
<p>O suspeito, um homem com cerca de 30 anos, já foi identificado pelas autoridades. Está em causa a suspeita da prática de um crime de ofensa à integridade física.</p>
<p>A publicação adianta que o ataque incidiu sobretudo na zona da cabeça do autarca. A gravidade concreta das lesões e as circunstâncias que antecederam a agressão não foram divulgadas.</p>
<p>A vítima foi assistida pelos bombeiros do concelho de Espinho e transportada para o Hospital de Vila Nova de Gaia.</p>
<p>A PSP prossegue as diligências para esclarecer o motivo da discussão, a sequência dos acontecimentos e a eventual responsabilidade criminal do suspeito.</p>
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		<title>Parece que se caminha sobre o céu: veja as imagens do lago chinês onde a terra desaparece ao pôr do sol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:26:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lago Salgado de Chaka, na província chinesa de Qinghai, tornou-se conhecido como o “espelho do céu” devido à capacidade da sua superfície rasa e cristalina para refletir a paisagem]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há lugares onde a paisagem parece desafiar as regras da perspetiva. No noroeste da China, um lago salgado transforma-se, quando reúne as condições certas, num enorme espelho natural onde o céu, as nuvens e as montanhas surgem duplicados — e os visitantes parecem caminhar sobre o horizonte.</p>
<p>O Lago Salgado de Chaka, na província chinesa de Qinghai, tornou-se conhecido como o “espelho do céu” devido à capacidade da sua superfície rasa e cristalina para refletir a paisagem. O lago situa-se no condado de Ulan, na extremidade oriental da bacia de Qaidam.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="ja" dir="ltr">青海海西，茶卡盐湖落日熔金，水天一色。<a href="https://x.com/hashtag/%E5%A4%A7%E7%BE%8E%E4%B8%AD%E5%9B%BD?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#大美中国</a> Molten golden sunset shimmers over Chaka Salt Lake in Qinghai. <a href="https://t.co/UuoFZufGcr">pic.twitter.com/UuoFZufGcr</a></p>
<p>&mdash; katie (@katie90243402) <a href="https://x.com/katie90243402/status/2076845875444449766?ref_src=twsrc%5Etfw">July 14, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">A time-lapse video records the gorgeous beauty of China’s mirror of the sky—Chaka Salt Lake in NW China’s Qinghai, where water meets the sky. <a href="https://t.co/fx6EZdzAWQ">pic.twitter.com/fx6EZdzAWQ</a></p>
<p>&mdash; People&#39;s Daily, China (@PDChina) <a href="https://x.com/PDChina/status/1184076454994182144?ref_src=twsrc%5Etfw">October 15, 2019</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Segundo o ‘El Mundo’, o efeito é particularmente intenso ao nascer e ao pôr do sol, quando a luz incide sobre a combinação de água e sal e torna difícil perceber onde termina a superfície e começa o céu.</p>
<p>Com uma área próxima dos 105 quilómetros quadrados e situado a cerca de 3.060 metros de altitude, Chaka estende-se por uma paisagem ampla, branca e quase sem referências visuais. Essa ausência de elementos ajuda a criar a ilusão de um espaço infinito.</p>
<p><strong>Caminhar por cima das nuvens</strong></p>
<p>O fenómeno resulta da fina camada de água que cobre o leito salgado. Quando o vento é fraco e a superfície permanece tranquila, o lago funciona como um enorme espelho, refletindo com nitidez as nuvens, a luz e as montanhas envolventes.</p>
<p>Em determinadas zonas autorizadas, os visitantes podem entrar na parte rasa do lago, habitualmente com proteção adequada nos pés. É esse contacto direto com a superfície que produz algumas das imagens mais conhecidas de Chaka: pessoas aparentemente suspensas entre dois céus.</p>
<p>O ‘El Mundo’ destaca precisamente esta possibilidade de caminhar sobre a água como um dos principais atrativos do local. A pouca profundidade e a camada de sal permitem explorar parte da paisagem sem recorrer a embarcações, embora o acesso esteja condicionado às áreas preparadas para turismo.</p>
<p>O nome “Chaka” significa “lago de sal” em tibetano. A região foi, em tempos remotos, uma zona de mar pouco profundo, antes de os movimentos geológicos que formaram o planalto Qinghai-Tibete deixarem água acumulada em depressões interiores. A evaporação prolongada favoreceu depois a formação dos lagos salinos da bacia de Qaidam.</p>
<p><strong>Um paraíso para fotografias — quando o tempo ajuda</strong></p>
<p>Apesar da fama, o efeito de espelho não está garantido todos os dias. Chuva intensa, vento, água turva ou uma camada demasiado seca podem reduzir a qualidade do reflexo.</p>
<p>Quando as condições são favoráveis, porém, a brancura do sal e a transparência da água criam uma paisagem minimalista, procurada por fotógrafos e viajantes. A zona turística é classificada como atração nacional de nível AAAA e integra alguns dos circuitos mais populares da província de Qinghai.</p>
<p>O local preserva ainda marcas da atividade salineira. Uma antiga linha ferroviária, originalmente usada para transportar sal, foi adaptada ao turismo e leva os visitantes até zonas mais interiores da paisagem.</p>
<p><strong>Beleza traz também pressão</strong></p>
<p>A popularidade do “espelho do céu” transformou Chaka num importante destino turístico, mas aumentou também a pressão sobre um ecossistema salino sensível.</p>
<p>A conservação exige limitar o acesso às áreas mais frágeis, controlar resíduos e conciliar a exploração turística com a proteção da água, dos organismos adaptados à elevada salinidade e das aves migratórias que utilizam a região.</p>
<p>É esse equilíbrio que determinará se o lago continuará a oferecer o mesmo espetáculo: uma superfície onde o mundo parece perder o chão e, durante alguns instantes, caminhar sobre a água se confunde com caminhar entre as nuvens.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789193]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo prepara novo regime geral das taxas sem fazer uma rutura, indica Miranda Sarmento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:07:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Joaquim Miranda Sarmento]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo vai apresentar uma proposta legislativa para criar um novo regime geral das taxas, para regular e organizar o atual enquadramento fiscal, sem fazer uma rutura, afirmou hoje o ministro das Finanças.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo vai apresentar uma proposta legislativa para criar um novo regime geral das taxas, para regular e organizar o atual enquadramento fiscal, sem fazer uma rutura, afirmou hoje o ministro das Finanças.</p>
<p>A iniciativa vai ser elaborada a partir do relatório da comissão para a elaboração do regime geral das taxas da administração pública, presidida pela juíza conselheira do Supremo Tribunal Administrativo Suzana Tavares da Silva, anunciou o ministro, durante a apresentação do documento, no Ministério das Finanças.</p>
<p>O objetivo da reforma passa por garantir que &#8220;cada taxa tem uma justificação clara, que assenta numa contraprestação efetiva, que é calculada com base em critérios transparentes e objetivos, e que respeita os direitos dos contribuintes&#8221;, elencou o ministro.</p>
<p>Miranda Sarmento explicou que este é &#8220;o espírito desta reforma&#8221;, que pretende ser &#8220;um instrumento de regulação e de organização, não um instrumento de rutura&#8221;.</p>
<p>Começando por referir o que a reforma não prevê &#8211; que &#8220;não se propõe uma revolução nos conceitos tributários, nem no modo como o Estado cobra taxas, nem se pretende inviabilizar o funcionamento dos serviços&#8221; -, Miranda Sarmento passou a elencar o que estará previsto na reforma.</p>
<p>A iniciativa pretende que &#8220;todos os regulamentos de taxas passem a oferecer a princípios comuns, a uma metodologia própria e comum e a garantias para quem paga estas taxas&#8221;, disse.</p>
<p>Para o ministro das Finanças, colocar o Estado &#8220;ao serviço das pessoas e das empresas&#8221;, tornando-o &#8220;mais simples, mais eficiente e mais transparente&#8221;, também &#8220;passa pela forma como o Estado define e cobra as suas taxas&#8221;.</p>
<p>Depois do governante, também a presidente da comissão repetiu que o grupo de trabalho não pretendeu apresentar um &#8220;qualquer instrumento de rutura&#8221;, mas regular o enquadramento em vigor a partir da definição de &#8220;taxa&#8221; que há muito está estabelecido no ordenamento jurídico.</p>
<p>O sistema fiscal português é composto por impostos, taxas e contribuições financeiras a favor das entidades públicas.</p>
<p>O trabalho da comissão centrou-se nas taxas, esclareceu Suzana Tavares da Silva.</p>
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		<item>
		<title>CCILC abre portas da China a startups portuguesas com competição de 25 milhões de euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 15:03:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) e a Portugal-Hong Kong Chamber of Commerce and Industry (PHKCCI), em parceria com a Algarve Evolution, vão apresentar no próximo dia 21 de julho, em Faro, a International Sci-Tech Innovation Competition for China and Portuguese - and Spanish - Speaking Countries, uma competição internacional que disponibiliza cerca de 25 milhões de euros em prémios.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC) e a Portugal-Hong Kong Chamber of Commerce and Industry (PHKCCI), em parceria com a Algarve Evolution, vão apresentar no próximo dia 21 de julho, em Faro, a International Sci-Tech Innovation Competition for China and Portuguese &#8211; and Spanish &#8211; Speaking Countries, uma competição internacional que disponibiliza cerca de 25 milhões de euros em prémios.</p>
<p>A sessão de apresentação decorrerá entre as 10h00 e as 11h00, no UALG TEC CAMPUS, da Universidade do Algarve, e destina-se a startups, scaleups, empresas tecnológicas, universidades, centros de investigação e outras entidades do ecossistema de inovação interessadas em explorar oportunidades de internacionalização para o mercado chinês.</p>
<p>Durante o evento serão apresentados os principais detalhes da competição, incluindo o processo de candidatura, os critérios de elegibilidade e os prémios disponíveis, que serão distribuídos por 100 projetos vencedores. A organização irá também dar a conhecer as oportunidades de acesso ao ecossistema de inovação da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, através do corredor de inovação Hengqin-Macau.</p>
<p>Além do financiamento, os projetos selecionados poderão beneficiar do acesso a mais de 50 fundos de investimento e investidores estratégicos da região, bem como de apoio à instalação e entrada no mercado chinês, integração em redes de inovação e indústria e acompanhamento ao longo do processo de internacionalização e crescimento naquele mercado.</p>
<p>O programa inclui ainda a participação de uma representante do Hengqin Economic Development Bureau, que apresentará as oportunidades oferecidas pela iniciativa, seguindo-se uma sessão de esclarecimento de dúvidas e networking entre os participantes.</p>
<p>A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.</p>
<p>A International Sci-Tech Innovation Competition for China and Portuguese- and Spanish-Speaking Countries integra uma iniciativa de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa e espanhola, com o objetivo de promover a inovação, o investimento e a internacionalização de empresas. A competição pretende identificar projetos com elevado potencial de crescimento e facilitar o seu acesso ao mercado chinês através de financiamento, parcerias estratégicas e apoio especializado.</p>
<p>Os projetos que pretendam candidatar-se à competição através da rede da CCILC deverão utilizar o código de convite &#8220;CCILC&#8221; no formulário oficial de candidatura.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789177]]></sapo:autor>
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		<title>Crimeia era o grande troféu de Putin. Agora pode tornar-se o seu maior problema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:56:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Ucrânia intensificou os ataques contra pontes, estradas, linhas ferroviárias, depósitos de combustível e infraestruturas energéticas, numa campanha destinada a isolar a península e enfraquecer a presença militar russa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante mais de uma década, a Rússia procurou convencer os habitantes da Crimeia de que a península ocupada era intocável. Moscovo encheu o território de bases militares, integrou-o na economia russa e transformou-o numa plataforma para projetar poder sobre o mar Negro e abastecer as forças que combatem no sul da Ucrânia.</p>
<p>Essa imagem de segurança está agora a desfazer-se. A Ucrânia intensificou os ataques contra pontes, estradas, linhas ferroviárias, depósitos de combustível e infraestruturas energéticas, numa campanha destinada a isolar a península e enfraquecer a presença militar russa.</p>
<p>Segundo o ‘POLITICO’, a Crimeia, apresentada por Vladimir Putin como uma das maiores conquistas do seu projeto imperial, está a passar de ativo estratégico a vulnerabilidade militar e política.</p>
<p>“Crimeia é especial”, dizia a mãe de Oleksandra, uma ucraniana que deixou a península em 2014 devido à pressão dos serviços de segurança russos. Nem mesmo os mísseis lançados a partir daquele território contra Kiev a convenceram de que a guerra poderia chegar à sua porta.</p>
<p>Semanas antes do agravamento da situação, Oleksandra avisou os pais para armazenarem alimentos, medicamentos e outros bens essenciais. A mãe não levou o alerta a sério: acreditava que nem a Rússia nem a Ucrânia colocariam verdadeiramente a Crimeia em risco.</p>
<p>Hoje, os cerca de 2,5 milhões de habitantes da península enfrentam cortes de eletricidade e água, falhas nas comunicações, escassez de combustível e perturbações graves nos transportes.</p>
<p>As vendas de gasolina a particulares chegaram a ser suspensas, enquanto as autoridades instaladas por Moscovo admitiram que o abastecimento continuaria sob forte pressão. Os ataques ucranianos contra infraestruturas energéticas e rotas logísticas provocaram apagões e obrigaram à adoção de restrições no consumo.</p>
<p><strong>A retaguarda segura deixou de existir</strong></p>
<p>A Rússia anexou ilegalmente a Crimeia em 2014 e transformou a antiga região turística numa enorme base militar. A península tornou-se uma retaguarda relativamente protegida, a partir da qual Moscovo abasteceu as tropas no sul da Ucrânia e lançou ataques sobre cidades ucranianas.</p>
<p>Foi também a partir da Crimeia que as forças russas avançaram rapidamente sobre partes das regiões de Kherson e Zaporíjia, durante a invasão em grande escala iniciada em 2022.</p>
<p>Durante anos, os habitantes permaneceram relativamente afastados das consequências mais duras da guerra. Essa situação mudou com o aumento do alcance e da eficácia dos drones ucranianos.</p>
<p>Kiev está agora a atacar não apenas bases, sistemas de defesa aérea e depósitos de munições, mas também as ligações necessárias para transportar combustível, equipamento e soldados.</p>
<p>Pontes rodoviárias e ferroviárias que ligam a Crimeia ao território ocupado no sul da Ucrânia foram atingidas repetidamente. Pelo menos uma terá sido destruída e várias outras ficaram severamente danificadas, segundo informações citadas por meios ucranianos.</p>
<p>A pressão chegou também à ponte de Kerch, construída pela Rússia sem autorização da Ucrânia e que liga a península ao território russo. Os sucessivos alertas e encerramentos temporários provocaram filas de milhares de veículos, numa altura em que várias ligações ferroviárias foram interrompidas ou reduzidas.</p>
<p>No final de junho, cerca de 2.500 viaturas aguardavam para atravessar a ponte depois de esta ter permanecido fechada durante várias horas devido a alertas de drones.</p>
<p><strong>Crimeia pode obrigar Rússia a desviar forças</strong></p>
<p>A estratégia ucraniana passa por tornar a manutenção da Crimeia cada vez mais cara e difícil. Ao atacar as linhas de abastecimento, Kiev pretende reduzir a capacidade das forças russas no sul e obrigar Moscovo a deslocar sistemas de defesa aérea e outros recursos de diferentes zonas da frente.</p>
<p>“Queremos destruir a presença militar russa na Crimeia e penso que vamos consegui-lo”, afirmou ao ‘POLITICO’ Andriy Zagorodnyuk, antigo ministro da Defesa ucraniano e presidente do centro de estudos Centre for Defence Strategies.</p>
<p>A Ucrânia beneficia atualmente de uma vantagem no uso de drones de médio alcance, capazes de atingir infraestruturas logísticas com custos inferiores aos dos mísseis tradicionais.</p>
<p>Os ataques contra as redes elétricas intensificaram-se no início de julho. As forças ucranianas afirmaram ter realizado dezenas de ofensivas contra instalações energéticas, incluindo subestações que servem Simferopol e outras cidades da península.</p>
<p>As operações estenderam-se também ao mar de Azov, onde drones ucranianos atingiram navios, petroleiros e ferries utilizados para abastecer os territórios ocupados. A ofensiva levou a Rússia a suspender parte do tráfego marítimo e prejudicou outra das rotas que sustentam a Crimeia.</p>
<p>O objetivo não é apenas militar. Kiev procura também demonstrar aos habitantes da Crimeia e à população russa que Moscovo já não consegue garantir a segurança e o nível de vida prometidos após a anexação.</p>
<p><strong>A “chave dourada” das ambições de Putin</strong></p>
<p>A Crimeia tem uma importância pessoal e política particular para Vladimir Putin. A anexação fez disparar a popularidade do presidente russo e tornou-se um símbolo central da narrativa nacionalista do Kremlin.</p>
<p>“Crimeia é a chave dourada para as ambições imperiais da Rússia”, afirmou Illya Pavlenko, antigo dirigente dos serviços de informações militares ucranianos.</p>
<p>Perder o controlo efetivo da península, ou ser incapaz de proteger os seus habitantes e infraestruturas, representaria um golpe direto na imagem de Putin e na justificação apresentada para a guerra.</p>
<p>A Crimeia é igualmente fundamental para as operações russas no mar Negro. O porto de Sebastopol serviu durante anos como centro da Frota do Mar Negro e como plataforma logística para operações militares fora da Ucrânia, incluindo a intervenção russa na Síria.</p>
<p>A campanha ucraniana já obrigou Moscovo a afastar parte dos navios e dos equipamentos militares das instalações mais vulneráveis. Agora, Kiev procura degradar também as restantes rotas de abastecimento e manutenção.</p>
<p><strong>O preço pago pela população</strong></p>
<p>A estratégia tem, inevitavelmente, consequências para os civis. Muitos dos habitantes da Crimeia são cidadãos ucranianos que permaneceram no território depois de 2014, incluindo tártaros da Crimeia, uma comunidade sujeita a forte repressão pelas autoridades russas.</p>
<p>A estes juntaram-se milhares de cidadãos russos incentivados por Moscovo a mudar-se para a península durante os anos de ocupação.</p>
<p>A falta de combustível já afetou os transportes públicos, o abastecimento de lojas e as deslocações particulares. Os preços aumentaram e a época turística, essencial para parte da economia local, foi fortemente prejudicada.</p>
<p>Com várias rotas danificadas e a ponte de Kerch sujeita a encerramentos frequentes, abandonar a península tornou-se também mais difícil.</p>
<p>Refat Chubarov, líder do Mejlis dos Tártaros da Crimeia, aconselhou a população a preparar reservas de alimentos e medicamentos, a afastar-se de instalações militares russas e a identificar locais onde possa procurar abrigo.</p>
<p>“Não sabemos como isto vai acabar”, reconheceu.</p>
<p>Alguns habitantes conservam a esperança de que a campanha termine com o regresso da península ao controlo ucraniano. Outros receiam que essa possibilidade implique uma escalada ainda mais violenta.</p>
<p><strong>“Estamos a criar as nossas próprias cartas”</strong></p>
<p>A posição da Crimeia esteve durante anos no centro das discussões sobre um eventual acordo de paz. Alguns parceiros de Kiev admitiram que a Ucrânia poderia ser pressionada a aceitar o controlo russo da península como parte de uma solução negociada.</p>
<p>Donald Trump chegou a afirmar que a Ucrânia não tinha “cartas” suficientes para impor as suas condições.</p>
<p>Para Pavlenko, a nova campanha procura precisamente alterar esse equilíbrio. “Agora estamos a criar as nossas próprias cartas”, declarou ao ‘POLITICO’.</p>
<p>A pressão militar deverá servir para reforçar a posição diplomática de Kiev e impedir que a Crimeia seja excluída de futuras negociações.</p>
<p>“A Crimeia não pode ser recuperada apenas através de meios militares”, reconheceu o antigo responsável dos serviços secretos. “Estamos agora a aplicar pressão militar para dar aos nossos diplomatas a oportunidade de se sentarem à mesa e dizerem: ‘Não vamos deixar a Crimeia de fora’.”</p>
<p>A janela de oportunidade poderá, contudo, ser curta. Zagorodnyuk estima que a Ucrânia poderá dispor de cerca de um ano antes de a Rússia conseguir copiar ou neutralizar algumas das vantagens tecnológicas atualmente exploradas por Kiev.</p>
<p>A campanha poderá criar condições para recuperar território no sul ou obrigar Moscovo a negociar a partir de uma posição menos confortável. Isso não significa que uma libertação da Crimeia esteja iminente.</p>
<p>“Acredito que a libertação da Crimeia é possível”, afirmou Zagorodnyuk. “Mas não num futuro imediato.”</p>
<p>Por enquanto, a Ucrânia está a tentar provar que a península não é intocável. O território que Putin apresentou como a grande confirmação do regresso da Rússia ao estatuto de potência tornou-se um lugar sem combustível suficiente, com eletricidade intermitente e rotas de abastecimento sob ataque.</p>
<p>A Crimeia continua a ser um dos ativos mais importantes de Moscovo. Mas é precisamente essa importância que agora a transforma num dos pontos onde a Rússia tem mais a perder.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789166]]></sapo:autor>
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		<title>Valor controlado na fiscalização prévia sobe 18% num total de 13.600 M€ em 2025, aponta TdC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:42:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[tribunal de contas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Contas (TdC) analisou 1.848 processos em fiscalização prévia, incluindo a especial, em 2025, registando um aumento homólogo de 18% no volume financeiro controlado para 13,6 mil milhões de euros, segundo o relatório divulgado hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal de Contas (TdC) analisou 1.848 processos em fiscalização prévia, incluindo a especial, em 2025, registando um aumento homólogo de 18% no volume financeiro controlado para 13,6 mil milhões de euros, segundo o relatório divulgado hoje.</P><br />
<P>Deram entrada 4.245 processos, mais 21% face a 2024, e foram &#8220;objeto de decisão 1.848 processos, envolvendo 547 entidades públicas e correspondentes a 13.601 milhões de euros&#8221;, lê-se no documento, que destaca que a &#8220;intervenção do Tribunal permitiu identificar e corrigir ilegalidades associadas sobretudo à contratação pública, ao financiamento e realização da despesa, ao endividamento e às cláusulas contratuais&#8221;.</P><br />
<P>O TdC devolveu 2.541 processos para esclarecimentos ou junção de documentos em falta, &#8220;promovendo a regularização&#8221;, antes da decisão final.</P><br />
<P>Em comunicado, salienta-se o aumento da relevância da fiscalização prévia, expresso no aumento do volume financeiro controlado (18%), bem como o aumento significativo do número de contas verificadas (21%) e o &#8220;acréscimo, muito expressivo, do tratamento das participações, exposições, queixas e denúncias recebidas (56,2%)&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o Relatório Anual de Atividades e Contas de 2025, &#8220;foram concedidos vistos ou decisões de procedência em 1.772 processos, tendo sido recusados 21 vistos e proferida uma decisão de improcedência em fiscalização prévia especial&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, foram remetidos 54 processos para eventual apuramento de responsabilidades financeiras.</P><br />
<P>O TdC defende que as 1.552 recomendações formuladas contribuíram para o &#8220;reforço da fundamentação das decisões, da qualidade dos procedimentos e da sustentabilidade financeira da contratação pública&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Os impactos financeiros são particularmente relevantes: além de evitar a celebração de contratos e o endividamento em situações de ilegalidade, a intervenção do Tribunal contribuiu para evitar ou reduzir despesa pública num montante global de 159,4 milhões de euros, resultante de cancelamentos de processos, correções contratuais e redução de encargos financeiros&#8221;, lê-se.</P><br />
<P>Na contratação pública, as principais irregularidades ocorrem na escolha do procedimento de contratação com especial incidência no ajuste direto em preterição do concurso público.</P><br />
<P>Já nas regras de realização de despesa, &#8220;as ilegalidades incidem maioritariamente na falta de cabimento orçamental, garantindo que há disponibilidade financeira para a despesa, e do número de compromisso, que assegura que as entidades públicas só assumem despesa que podem pagar, na produção de efeitos materiais antes do visto do Tribunal de Contas e na falta de prestação de contas&#8221;, indica o tribunal.</P><br />
<P>A presidente do TdC, Filipa Urbano Calvão, defende, na nota de apresentação do Relatório, que &#8220;o ano de 2025 ficou marcado por um contexto particularmente exigente para o controlo financeiro público&#8221;, salientando que &#8220;a crescente complexidade da gestão dos recursos públicos, a execução de investimentos financiados por fundos europeus e a manutenção dos enquadramentos normativos de isenção de fiscalização prévia colocaram novos desafios à atividade do Tribunal de Contas&#8221;.</P><br />
<P>Recorde-se que o Governo avançou com uma proposta de lei sobre a nova organização e processo do TdC, que permitirá às autarquias e serviços públicos dispensar de visto prévio contratos acima de 10 milhões de euros, desde que tenham mecanismos de controlo internos que incluam auditorias periódicas.</P><br />
<P>Segundo o texto, os contratos públicos até 10 milhões de euros não precisam de ser sujeitos a um processo de fiscalização prévia.</P><br />
<P>Quando estiverem em causa valores acima desse patamar, as entidades que celebram os contratos &#8211; como autarquias, Estado, serviços públicos e regiões autónomas &#8211; podem optar por não submetê-los ao crivo prévio do tribunal, desde que &#8220;disponham de sistemas de decisão e controlo interno, devidamente acreditados por despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças, mediante parecer da Inspeção-Geral de Finanças&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789162]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Hovione conclui investimento de 40 M€ em nova linha de produção</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/hovione-conclui-investimento-de-40-me-em-nova-linha-de-producao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:34:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Hovione]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Castro Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A Hovione concluiu um investimento superior a 40 milhões de euros com a abertura de uma nova linha de produção no centro de desenvolvimento e produção de comprimidos em Loures, reforçando a sua capacidade para exportar medicamentos complexos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Hovione concluiu um investimento superior a 40 milhões de euros com a abertura de uma nova linha de produção no centro de desenvolvimento e produção de comprimidos em Loures, reforçando a sua capacidade para exportar medicamentos complexos.</P><br />
<P>O investimento na área produtiva, hoje inaugurada com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, vai adicionar 50 novos postos de trabalho qualificados ao &#8216;campus&#8217; da Hovione em Loures, a principal unidade industrial, científica e tecnológica do grupo que emprega já cerca de 1.250 trabalhadores.</P><br />
<P>Em comunicado, a Hovione avança que a nova linha de produção equipada com tecnologia de última geração vai permitir ajustar os volumes de produção &#8220;às necessidades de cada projeto&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;A nova unidade de produção por lotes representa agora a etapa seguinte no desenvolvimento deste centro, alargando a capacidade da empresa para acompanhar diferentes tipos de medicamentos e escalas de produção&#8221;, acrescenta a nota de imprensa. </P><br />
<P>Com este investimento, que acrescenta em 25% a área produtiva, o &#8216;campus&#8217; de Loures sai reforçado como &#8220;principal centro industrial, científico e tecnológico da rede global da Hovione, que inclui entre os seus clientes 19 das 20 maiores empresas farmacêuticas do mundo&#8221;.</P><br />
<P>Em 2022, a Hovione tinha já investido numa linha de nova geração dedicada à produção contínua de comprimidos em Loures.</P><br />
<P>O grupo químico e farmacêutico Hovione foi fundado há mais de seis décadas em Portugal por Ivan Villax e Diane Villax. Tem quatro fábricas nos EUA, Portugal, Irlanda e China e laboratórios de desenvolvimento em Lisboa, Portugal e Nova Jersey (EUA), empregando mais de 2.600 trabalhadores. </P><br />
<P>A maior parte da produção da Hovione é exportada para o exterior, com os EUA como principal destino. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789151]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Fogos destruíram em cinco anos área prevista até 2030, alertam ambientalistas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/incendios-fogos-destruiram-em-cinco-anos-area-prevista-ate-2030-ambientalistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:34:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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		<category><![CDATA[SGIFR]]></category>
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					<description><![CDATA[Os incêndios rurais em 2025 elevaram a área ardida para 98% da extensão prevista até 2030 pelo Programa Nacional de Ação (PNA) desenhado pelas autoridades, alertou hoje a associação ambientalista Zero.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os incêndios rurais em 2025 elevaram a área ardida para 98% da extensão prevista até 2030 pelo Programa Nacional de Ação (PNA) desenhado pelas autoridades, alertou hoje a associação ambientalista Zero.</p>
<p>&#8220;Portugal já esgotou cerca de 98% do limite de área ardida previsto para toda a década 2020-2030 &#8212; e ainda faltam cinco anos para 2030&#8221;, salientou a associação, em comunicado, reagindo ao relatório do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR), divulgado na segunda-feira pela Lusa.</p>
<p>Os dados mostram um &#8220;retrato duplo&#8221;, com &#8220;menos vítimas mortais e uma resposta operacional mais eficaz&#8221;, ao mesmo tempo que 2025 foi &#8220;o quarto pior ano em área ardida desde 2001, com o dobro da área queimada em 2024 e mais ignições do que no ano anterior&#8221;.</p>
<p>Além disso, o &#8220;incendiarismo continua a ser uma das causas mais destrutivas do sistema&#8221;.</p>
<p>A associação criticou a situação da Agência de Gestão Integrada de Fogos (AGIF), que está &#8220;sem presidência efetiva desde 2024&#8221;, num momento &#8220;em que a implementação do PNA avançou apenas para 53%, com 21% das iniciativas ainda por iniciar&#8221;.</p>
<p>Para a Zero, &#8220;as metas de 2030 estão cada vez mais distantes de serem cumpridas&#8221; e mostram o risco da sustentabilidade do sistema, como indicam os dados de 2025.</p>
<p>No ano passado, houve um aumento de ignições e da área ardida (&#8220;271 mil hectares, praticamente o dobro dos 137 mil registados em 2024&#8221;) com os 44 maiores incêndios a serem &#8220;responsáveis por 91% de toda a área ardida do ano&#8221;.</p>
<p>&#8220;As ignições por uso negligente do fogo voltaram também a subir (+27%), confirmando que já não há contraste entre comportamento social e severidade meteorológica: ambos os indicadores pioraram em simultâneo&#8221;, alertaram os ambientalistas, que notam a mão humana como a causa dos fogos mais destrutivos.</p>
<p>Dos &#8220;seis maiores incêndios do ano, (160.048 hectares, mais de metade da área ardida total), apenas um teve origem em fogo posto; os restantes resultaram de dois raios, dois usos do fogo (um cigarro, uma fogueira) e um acidente de transportes, todos numa mesma janela de sete dias de condições meteorológicas extremas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Em 2025, o incendiarismo e o uso do fogo mantiveram-se como as principais causas identificadas dos incêndios, respondendo em conjunto por cerca de 78% das ocorrências com causa determinada&#8221;.</p>
<p>Numa comparação entre os dados e o PNA, a associação salientou que a &#8220;proporção de grandes incêndios continua mais de 50% acima da meta definida para 2030&#8221; e criticou a falta de uso de fogo para combater os incêndios.</p>
<p>&#8220;O fogo controlado, a ferramenta de prevenção mais eficaz e mais barata que existe, continua a ser a mais negligenciada e, em vez de crescer, a execução caiu ainda mais em 2025, para menos de metade da meta anual&#8221;, explicou a Zero.</p>
<p>A associação ambientalista lamentou que a &#8220;gestão de fogos rurais continue a não ser tratada como prioridade transversal de Estado&#8221;, com a AGIF a deixar de &#8220;responder diretamente ao primeiro-ministro&#8221;, passando &#8220;para a tutela do Ministério da Agricultura, uma mudança que, em vez de resolver a fragilidade institucional da agência, parece estar a acentuá-la&#8221;.</p>
<p>Em 2025, &#8220;os incêndios rurais foram responsáveis pela libertação de cerca de 3,6 milhões de toneladas de carbono &#8212; aproximadamente o dobro da média histórica desde 2003 e o equivalente a 24% de todas as emissões nacionais anuais&#8221;, que mostra, segundo a Zero, &#8220;uma contradição incontornável&#8221;.</p>
<p>Isto porque &#8220;não é possível falar de política climática credível em Portugal enquanto a gestão do território rural continuar a gerar, todos os anos, um volume de emissões equiparável ao de setores inteiros da economia&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789150]]></sapo:autor>
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		<title>Polícias do Porto condenados a penas entre os quatro e oito anos de prisão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:32:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
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		<category><![CDATA[PSP]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal São João Novo]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal São João Novo, no Porto, condenou hoje três agentes da PSP a penas entre os quatro anos e 10 meses de prisão e os oito anos e nove meses de prisão por procedimentos policiais abusivos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal São João Novo, no Porto, condenou hoje três agentes da PSP a penas entre os quatro anos e 10 meses de prisão e os oito anos e nove meses de prisão por procedimentos policiais abusivos. </P><br />
<P>A pena mais gravosa foi de oito anos e nove meses de prisão, seguindo-se outra de sete anos e oito meses de prisão e uma de quatro anos e 10 meses de prisão, suspensa na sua execução por igual período e sujeita a regime de prova. </P><br />
<P>Já um subcomissário do Comando Metropolitano do Porto da PSP, igualmente arguido no processo, foi absolvido. </P><br />
<P>&#8220;Estão em causa crimes graves&#8221;, disse a presidente do coletivo de juízes durante a leitura do acórdão. </P><br />
<P>Dirigindo-se aos arguidos, a magistrada afirmou que &#8220;vestir a farda não dá direito a passar por cima daquilo que é legal&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Deviam ter sido os primeiros a zelar para que as coisas sejam feitas na legalidade&#8221;, vincou. </P><br />
<P>Segundo a acusação do Ministério Público (MP), os crimes terão ocorrido entre dezembro de 2022 e julho de 2023 e relacionam-se com a &#8220;atuação delitiva&#8221; dos três agentes da PSP, que atuavam no âmbito do combate ao tráfico e consumo de drogas em bairros da zona do Porto, com reflexos em sete processos-crime. </P><br />
<P>Ainda segundo a acusação, os arguidos falsearam autos de busca e apreensão, no que diz respeito ao dinheiro e droga apreendida, apoderando-se, depois, de parte para a distribuir a terceiros.</P><br />
<P>A acusação sublinhava ainda que os arguidos estabeleceram &#8220;pactos de silêncio&#8221; com toxicodependentes que encontravam nos bairros intervencionados para que identificassem os traficantes em flagrante delito, dando-lhes em troca droga para consumo</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789132]]></sapo:autor>
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		<title>Wall Street no &#8216;verde&#8217; apesar de queda de 23% da IBM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:31:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[IBM]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Wall Street]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa em Wall Street negoceia a subir no início da sessão apesar da subida do preço petróleo, num dia em que várias empresas americanas divulgam resultados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa em Wall Street negoceia a subir no início da sessão apesar da subida do preço petróleo, num dia em que várias empresas americanas divulgam resultados.</P><br />
<P>Pelas 14:45 (hora de Lisboa) o industrial Dow Jones subia 0,21% para 52.607,75 pontos, enquanto o agregado S&amp;P 500 avançava 0,18% para 7.528,51 pontos.</P><br />
<P>O tecnológico Nasdaq ganhava 0,68% para 26.049,71 pontos.</P><br />
<P>As ações da IBM registaram uma queda superior a 23% nas negociações antes da abertura do mercado.</P><br />
<P>O CEO Arvind Krishna afirmou, numa carta aos investidores, que o desempenho aquém do esperado nas áreas de &#8216;software&#8217; e infraestruturas da empresa durante o trimestre se deveu ao facto de os clientes terem redirecionado as suas despesas para a aquisição de servidores, sistemas de armazenamento e memória antes dos aumentos de preços previstos.</P><br />
<P>O preço do petróleo norte-americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em agosto, subiu 3,75% para 81,07 dólares.</P><br />
<P>Os três maiores bancos dos EUA, o JP Morgan, o Bank of America e o Citigroup, anunciaram uma subida dos lucros. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789126]]></sapo:autor>
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		<title>Guerra em Ormuz entra numa nova era: EUA estreiam barcos kamikaze não tripulados contra o Irão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:29:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Bandar Abbas]]></category>
		<category><![CDATA[Corsair]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Imagens divulgadas pelo Comando Central dos Estados Unidos, conhecido como Centcom, mostram três embarcações não tripuladas Corsair a avançarem a alta velocidade em direção aos cais. Seguem-se grandes explosões e densas colunas de fumo sobre o porto]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos utilizaram pela primeira vez barcos não tripulados de ataque suicida numa operação militar, lançando três embarcações carregadas de explosivos contra instalações navais iranianas junto ao Estreito de Ormuz.</p>
<p>Segundo o ‘The Independent’, os alvos situavam-se na base naval de Bandar Abbas e incluíam uma instalação destinada à manutenção de submarinos e navios. O ataque ocorreu num momento de renovada escalada entre Washington e Teerão pela disputa do controlo de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.</p>
<p>Imagens divulgadas pelo Comando Central dos Estados Unidos, conhecido como Centcom, mostram três embarcações não tripuladas Corsair a avançarem a alta velocidade em direção aos cais. Seguem-se grandes explosões e densas colunas de fumo sobre o porto.</p>
<p>“As três embarcações de superfície não tripuladas Corsair atingiram o porto da base naval de Bandar Abbas”, anunciou o Centcom, acrescentando que esta foi a primeira utilização de drones marítimos em combate pelas forças dos EUA.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Yesterday, using multiple one-way attack surface drones, CENTCOM forces successfully struck a submarine and ship maintenance facility in Iran. Three Corsair unmanned surface vessels hit the port at Bandar Abbas Naval Base, marking the first time American forces have employed sea… <a href="https://t.co/bOM2kmgRxz">pic.twitter.com/bOM2kmgRxz</a></p>
<p>&mdash; U.S. Central Command (@CENTCOM) <a href="https://x.com/CENTCOM/status/2076679617440530442?ref_src=twsrc%5Etfw">July 13, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O comando americano afirmou que os ataques reduziram a capacidade do Irão para continuar a atingir navios comerciais no Estreito de Ormuz.</p>
<p><strong>Até 450 quilos de explosivos</strong></p>
<p>O Corsair foi desenvolvido pela empresa americana Saronic e pode transportar uma carga útil próxima dos 450 quilos. A embarcação ultrapassa os 35 nós, cerca de 65 quilómetros por hora, e pode ser utilizada em missões de vigilância, transporte, salvamento ou ataque.</p>
<p>Neste caso, os barcos foram transformados em armas de utilização única: dirigiram-se contra os alvos e explodiram no momento do impacto.</p>
<p>O mesmo modelo já tinha sido utilizado numa missão de salvamento para recuperar os tripulantes de um helicóptero Apache que caiu próximo da costa de Omã, mas nunca tinha sido empregado pelos Estados Unidos para atacar um alvo.</p>
<p>A operação mostra como os aparelhos não tripulados estão a assumir um papel crescente também na guerra naval. Até agora, os drones aéreos tinham ocupado grande parte da atenção, sobretudo devido ao seu uso intensivo na Ucrânia e no Médio Oriente.</p>
<p>O Irão tem igualmente utilizado embarcações rápidas, drones marítimos e minas para ameaçar operações dos EUA e condicionar a passagem de navios pelo estreito.</p>
<p>Em março, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que Washington tinha pedido apoio a Kiev para enfrentar enxames de drones iranianos, uma indicação de que a experiência adquirida na guerra da Ucrânia está a ser observada por outras forças militares.</p>
<p><strong>Batalha pelo controlo de Ormuz</strong></p>
<p>O ataque a Bandar Abbas ocorreu durante a terceira noite consecutiva de operações americanas contra o Irão, depois de Donald Trump ter restabelecido o bloqueio a embarcações iranianas.</p>
<p>O presidente dos Estados Unidos declarou também que Washington poderá assumir o controlo da segurança no Estreito de Ormuz e ser compensado pelos custos dessa missão.</p>
<p>Trump afirmou que os EUA passarão a ser o “guardião do estreito”, uma proposta que agravou ainda mais a disputa com Teerão sobre quem controla a passagem e em que condições os navios podem atravessá-la.</p>
<p>A utilização dos barcos kamikaze procura precisamente atingir a infraestrutura naval iraniana responsável pela manutenção das embarcações e submarinos que operam naquela zona.</p>
<p>O ‘The Independent’ refere que o Irão respondeu aos ataques americanos com ofensivas contra instalações militares dos EUA e dos seus aliados no Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia.</p>
<p>A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atingido sistemas de radar, depósitos de combustível e paióis de munições, embora nem todas essas alegações tenham sido verificadas de forma independente.</p>
<p><strong>Negociações decorrem em plena guerra</strong></p>
<p>Washington e Teerão encontram-se formalmente dentro de um período de 60 dias destinado a negociar uma solução para o programa nuclear iraniano e um fim mais duradouro para o conflito.</p>
<p>O entendimento inicial previa a passagem segura e sem portagens pelo Estreito de Ormuz durante esse período, mas não resolveu a disputa de fundo sobre o controlo da rota marítima.</p>
<p>Trump já declarou considerar a trégua praticamente terminada, acusando o regime iraniano de continuar a atacar embarcações comerciais.</p>
<p>O presidente notificou ainda o Congresso de que os Estados Unidos voltaram a estar em guerra com o Irão, abrindo um novo período de 60 dias durante o qual a administração pode conduzir operações militares sem uma autorização parlamentar adicional.</p>
<p>O Centcom revelou que mais de 50 mil militares americanos se encontram agora destacados no Médio Oriente.</p>
<p>A estreia dos barcos kamikaze representa mais do que uma novidade tecnológica. Ao atacar diretamente a capacidade de manutenção naval iraniana, Washington procura limitar os meios com que Teerão ameaça a navegação e disputar no mar o domínio do Estreito de Ormuz.</p>
<p>O conflito entra, assim, numa nova fase: além de aviões, mísseis e drones aéreos, a batalha por Ormuz passou também a ser travada por pequenas embarcações sem tripulação, rápidas e carregadas de explosivos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789110]]></sapo:autor>
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		<title>EUA e Irão entram numa nova fase da guerra: do Estreito de Ormuz ao Iémen, os cenários que podem desencadear uma escalada militar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:24:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Iémen]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[O conflito entre os Estados Unidos e o Irão entrou numa nova fase, aumentando os receios de uma escalada militar que poderá envolver vários países do Médio Oriente e comprometer uma das mais importantes rotas energéticas do mundo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O conflito entre os Estados Unidos e o Irão entrou numa nova fase, aumentando os receios de uma escalada militar que poderá envolver vários países do Médio Oriente e comprometer uma das mais importantes rotas energéticas do mundo. Depois dos ataques norte-americanos contra posições militares iranianas e da resposta de Teerão, que incluiu novos ataques e ameaças contra interesses dos EUA e dos seus aliados na região, analistas alertam que a frágil trégua entre Washington e Teerão foi, na prática, desfeita.</p>
<p>Em declarações à Newsweek, o vice-almirante norte-americano na reserva Robert Murrett considera que os acontecimentos dos últimos dias representam um ponto de viragem. &#8220;O conflito entre os Estados Unidos e o Irão entrou numa nova fase&#8221;, afirmou o antigo comandante da Marinha norte-americana, acrescentando que &#8220;este é certamente um ponto de inflexão que ocorreu ao longo dos últimos três ou quatro dias&#8221;. Murrett, atualmente vice-diretor do Institute for Security Policy and Law da Universidade de Syracuse, acredita que a dimensão dos acontecimentos poderá redefinir o equilíbrio militar em toda a região.</p>
<p>Os ataques mais recentes foram confirmados pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), que anunciou operações contra sistemas costeiros de defesa, posições de lançamento de mísseis, bases de drones e outras capacidades marítimas iranianas. Segundo os militares norte-americanos, as operações tiveram como principal objetivo reduzir a capacidade de Teerão para controlar ou bloquear o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados mundialmente.</p>
<p>Entre os alvos atingidos encontram-se instalações militares em Bandar Abbas, na ilha de Qeshm, em Sirik, na província de Bushehr e na zona de Jask e da ilha de Hengam. O CENTCOM indicou igualmente que destruiu ou degradou radares costeiros, sistemas de defesa antiaérea, centros de comando e controlo e capacidades de lançamento de mísseis antinavio. Além disso, foram atacadas infraestruturas de radar utilizadas para monitorizar a navegação e a atividade militar no Estreito de Ormuz, procurando limitar a capacidade iraniana de perturbar o tráfego marítimo naquela via estratégica.</p>
<p>Teerão reconheceu os ataques, embora sem divulgar qualquer balanço oficial dos danos. Em simultâneo, foram registadas explosões em Bandar Abbas, um dos principais portos iranianos no Golfo Pérsico, enquanto o Irão intensificava as ameaças de retaliação contra instalações militares norte-americanas espalhadas pelo Médio Oriente.</p>
<p>A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou ter lançado ataques contra alvos no Bahrein, na Jordânia e contra três navios petroleiros que haviam atravessado o Estreito de Ormuz. Segundo as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, dois desses navios — o Mombasa e o Al Bahiyah —, ambos ligados aos Emirados, incendiaram-se na sequência dos ataques. Um tripulante morreu e outros oito ficaram feridos, levando Abu Dhabi a prometer uma resposta.</p>
<p>No Bahrein, o Ministério do Interior emitiu três alertas sucessivos à população para procurar abrigo, depois de a Guarda Revolucionária afirmar ter atacado depósitos de armamento, um centro de comunicações por satélite, um edifício utilizado pelas forças norte-americanas e um radar de controlo do tráfego aéreo da Marinha dos Estados Unidos. Já a Jordânia confirmou a interceção de quatro mísseis iranianos, segundo informações citadas pela Associated Press.</p>
<p>Para Robert Murrett, a seleção dos alvos não é aleatória. &#8220;Eles têm sido muito cuidadosos na escolha dos países que atacam&#8221;, afirmou. Na sua análise, &#8220;a mensagem implícita é que estão dispostos a atacar instalações onde acreditam não provocar baixas norte-americanas, porque sabem que existe uma linha vermelha&#8221;. Ainda assim, acrescenta que a Guarda Revolucionária &#8220;não parece considerar que essa linha vermelha seja suficiente para os travar&#8221;.</p>
<p>Os acontecimentos colocam também em causa o memorando de entendimento alcançado em 17 de junho entre Washington e Teerão, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz após o seu encerramento pelo Irão e o levantamento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos. O Presidente norte-americano, Donald Trump, já prometeu restabelecer o bloqueio aos portos iranianos e reiterou que pretende cobrar às embarcações pela passagem segura através do estreito, uma posição que contrasta com críticas anteriormente dirigidas às tentativas iranianas de impor taxas de trânsito naquela rota marítima.</p>
<p>Ao mesmo tempo, cresce o receio de que o conflito alastre ao Iémen através dos rebeldes Houthis, apoiados por Teerão. A Arábia Saudita denunciou que o grupo disparou mísseis balísticos e drones contra o aeroporto civil de Abha, no sudoeste do reino. Trata-se dos confrontos mais significativos desde a trégua alcançada em 2022, que colocou fim a sete anos de guerra entre os Houthis e uma coligação de países árabes.</p>
<p>Os Houthis justificaram os ataques alegando que Riade bombardeou o aeroporto de Sanaa para impedir a aterragem do avião que transportava a delegação do movimento, de regresso do funeral do líder iraniano Ali Khamenei. Murrett considera que a Arábia Saudita &#8220;fez um bom trabalho ao limitar o número de tensões com o Irão&#8221; nos últimos anos, mas admite que o recente ataque poderá levar Riade a considerar que &#8220;este pode ser um bom momento para ajustar contas que continuam a existir com o Iémen&#8221;.</p>
<p>Enquanto os confrontos se intensificam, Donald Trump voltou igualmente a endurecer o discurso relativamente a possíveis novos alvos. Durante a cimeira da NATO realizada na semana passada em Ancara, recordou uma ameaça feita em março, segundo a qual os Estados Unidos poderão atacar infraestruturas civis estratégicas caso a escalada militar prossiga. Entre os alvos mencionados encontram-se centrais elétricas, unidades de dessalinização e até a ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irão.</p>
<p>&#8220;As centrais onde produzem eletricidade&#8230; se tivermos de o fazer, destruí-las-emos&#8221;, afirmou Trump. &#8220;Não quero fazê-lo.&#8221; Referindo-se às instalações de dessalinização, acrescentou: &#8220;Vamos destruí-las se tivermos de o fazer.&#8221;</p>
<p>A sucessão de ataques, contra-ataques e ameaças evidencia um agravamento da crise entre Washington e Teerão num momento particularmente sensível para a estabilidade do Médio Oriente. Com o Estreito de Ormuz novamente transformado num foco de tensão, bases militares norte-americanas espalhadas pela região sob ameaça, os Houthis a voltarem ao centro do conflito e os avisos cada vez mais duros da Casa Branca, os analistas admitem que qualquer novo incidente poderá desencadear uma escalada militar de consequências imprevisíveis para toda a região e para os mercados energéticos mundiais.</p>
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