O volume de negócios do TikTok na Europa cresceu 545%, para 170,8 milhões de dólares em 2020, de acordo com o relatório elaborado pela representação da empresa no Reino Unido e enviado à Companies House.
O documento é claro no que toca ao investimento. A rede social de Zhang Yiming, dono do grupo ByteDance contratou mais 1.000 pessoas na Europa, passando de 208 trabalhadores, contabilizados em 2019, para 1.294 em 2020.
Em julho a empresa prometeu recrutar quase mais 9.000 pessoas, para passar dos atuais 1.400 funcionários, para os 10 mil.
A rede social gastou ainda 344,9 milhões de dólares em despesas relacionadas com vendas e marketing em 2020, mais do que o triplo dos 110,3 milhões gastos em 2019.
A popularidade do TikTok cresceu nos últimos três anos, tendo atingido na semana passada a marca dos mil milhões de utilizadores mensais, um aumento de 45% face a 2020.
Em janeiro de 2018, a plataforma contava com 55 milhões de utilizadores, valor que cresceu para 271 milhões em dezembro desse mesmo ano e que disparou para 507 milhões, até dezembro do ano passado. Neste verão a empresa bateu nos 700 milhões de utilizadores.
Porém, o TikTok sabe que esta crescimento pode ser “sol de pouca dura”. Num relatório elaborado pela próprio grupo ByteDance é dito que “enfrentamos a concorrência de empresas semelhante às nossas, cada vez com ofertas mais apetecíveis em matéria de publicidade”, uma referência clara ao Facebook e ao Snapchat.
O TikTok observou ainda que está “sujeito a uma série de leis novas e existentes em um cenário regulatório que pode mudar”.
A empresa enfrentou uma série de contratempos, incluindo uma possível proibição dos EUA depois de a administração Trump ter classificado a política de dados pessoais da rede social chinesa como um “risco para a segurança nacional”. No entanto, a entrada de Joe Biden na Casa Branca fechou as portas a esta possibilidade.




